APRESENTAÇÃO DO CANAL

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Equipe do Telescópio Espacial Kepler completa o Catálogo Final de Exoplanetas.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017.
O mais completo e detalhado catálogo já publicado pela equipe do Kepler, marca o fim de uma era de busca de planetas nas estrelas de nossa galáxia.

Este é um marco para o Telescópio Esopacial Kepler, pelo menos no que tange à primeira parte de sua missão. Em 19/06/2017 os astrônomos divulgaram o oitavo e final catálogo, com os dados obtidos nos primeiros 4 anos de vida do Kepler. Com 219 novos candidatos a planetas, 10 dos quais com tamanhos próximos à da Terra, este catálogo ajudará os astrônomos a responderem à questão principal da missão do Kepler: Quantos planetas semelhantes à Terra orbitam as estrelas do tipo do Sol?

Os pesquisadores descobriram uma lacuna quando se faz a distribuição dos planetas encontrados por tamanho, indicando que a maioria dos planetas descobertos pelo Kepler podem ser classificados em duas categorias distintas: os rochosos, do tamanho da Terra ou um pouco maiores que ela (Kepler 452b p.ex.), e os do tipo mini-Netuno (Kepler 22b p.ex.). A lacuna encontra-se nos planetas menores que a Terra.

No total, o Telescópio Kepler descobriu 4.034 planetas candidatos, dos qais 2.335 foram confirmados, após observar 160.000 estrelas, numa pequena região do céu na constelação do Cisne.

Foram descobertos 50 planetas de tamanho semelhante à Terra, localizados na “zona habitável” da estrela, dos quais mais de 30 já foram confirmados.
Diagrama que ilustra como os planetas são "montados" e agrupados
(veja mais informações abaixo)
Os astrônomos classificam estes planetas, que antigamente pensava-se inexistirem, como “super-Terras” – mundos rochosos pouco maiores que a Terra, com atmosferas profundas e esmagadoras – ou como “mini-Netunos” – planetas gasosos menores que Netuno, que não possuem superfície.

Descobriu-se que entre 1,75 e 2 vezes o tamanho da Terra, muito poucos planetas se formam, deixando uma lacuna, uma linha divisória, entre estas duas categorias. Assim, qualquer planeta com tamanho menor que 1,75 vezes o tamanho da Terra, é denominado “Super-Terra” e qualquer um que seja maior que 2 vezes as dimensões de nosso planeta, é denominado como “mini-Netuno”.

Fonte: Space & Telescope
Publicação: 19/06/2017

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OBS: Este diagrama ilustra como os planetas são "montados" e agrupados em duas classes distintas. Em primeiro lugar, os núcleos rochosos de planetas são formados a partir de bocados mais pequenos. Então, a gravidade dos planetas atrai hidrogénio e hélio. Finalmente, os planetas são "cozidos" pela luz estelar e perdem algum gás. Num determinado limite de massa, os planetas retêm o gás e tornam-se mini-Neptunos gasosos; abaixo desse limite, os planetas perdem todo o seu gás, tornando-se super-Terras rochosas. Crédito: NASA/Kepler/Caltech (R.Hurt)
Os planetas nascem de discos giratórios de gás e poeira, chamados “discos protoplanetários”. Dali surgem planetas gigantes como Júpiter, assim como planetas menores, com tamanhos entre a Terra e Netuno. Os pesquisadores do Kepler descobriram que neste último caso, pode haver dois subgrupos: planetas rochosos como a Terra e mini Netunos gasosos.


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Astrônomos encontram planeta com 3 Sóis

sexta-feira, 8 de julho de 2016.
Uma equipe internacional de astrônomos detectou um planeta de um sistema com três sóis, informou nesta quinta-feira o Observatório Europeu do Sul (OES).

O grupo usou um dos instrumentos do Very Large Telescope (VLT), o telescópio do OES situado no deserto de Atacama, no Chile, para obter as imagens. 

Os resultados da investigação, que foi liderada por astrônomos da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, foram publicados nesta quinta-feira, na revista científica "Science".

O planeta HD 131399Ab orbita a estrela mais brilhante das três, a HD 131399A, tem quatro vezes a massa de Júpiter, e uma temperatura de 580 graus Celsius. 

A sua órbita, que totaliza 550 anos terrestres, é a maior conhecida num sistema estelar múltiplo.

O HD 131399Ab está situado a cerca de 320 anos-luz da Terra, na constelação de Centauro, e tem cerca de 16 milhões de anos de idade, o que o torna um dos exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) mais jovens até agora descobertos (o Universo tem cerca de 13,77 bilhões de anos).

Durante parte da órbita do HD 131399Ab, um observador naquele planeta poderia desfrutar de dias sem noites, já que teria sempre luz direta de algum dos seus sóis. 

Noutra parte da órbita, poderia observar triplos nascimentos e pores de Sol, assinala em comunicado o OES.

Os cientistas estimam que a estrela mais brilhante do trio tenha 80% mais massa do que o nosso Sol e é orbitada pelas duas estrelas restantes, com menos massa, que rodopiam em torno uma da outra e estão separadas entre si pela distância média aproximada que separa o nosso Sol de Saturno.

Neste cenário, segundo o Observatório Europeu do Sul, o planeta HD 131399Ab "desloca-se em torno" da estrela mais brilhante, numa órbita com um raio correspondente a cerca de duas vezes a órbita do planeta-anão Plutão.

A descoberta surpreendeu os cientistas, porque órbitas como a do HD 131399Ab "são frequentemente instáveis, devido à atração gravitacional, complexa e variável, das outras duas estrelas do sistema"; e ademais pensavam que "seria muito improvável existirem planetas em órbitas estáveis nestas condições".

Para os astrônomos, planetas como o HD 131399Ab "têm um interesse especial", uma vez que "mostram como se dá a formação planetária em cenários muito extremos", refere o OES na nota, sublinhando que os sistemas estelares múltiplos "são tão comuns" como as estrelas individuais, como o nosso Sol.

Imagem: ESO/L. CALÇADA
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Cientistas analisam pela primeira vez a atmosfera de uma super-Terra!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016.

As super-Terras (planeta rochoso maior do que o tamanho da Terra) são os planetas mais comuns na galáxia. Agora, pela primeira vez, cientitas foram capazes de caracterizar a atmosfera de um desses exoplanetas.

O planeta em questão é o 55 Cancri, que é duas vezes maior e tem oito vezes mais massa que a Terra.

A fim de analisar sua atmosfera, uma equipe de astrônomos usaram o telescópio Hubble, que detectou hidrogênio e hélio, mas não encontrou sinais de vapor d'água.

É a primeira vez que podemos analisar a atmosfera de uma super-Terra, mas nos próximos anos isto vai se tornar comum.

55 Cancri e é um planeta exótico em praticamente todos os sentidos. Sabemos que não está na zona habitável de sua estrela, e leva 18 horas para completar sua órbita.

É um lugar muito quente para que possa ter a vida como a conhecemos.

Não surpreendentemente, estima-se que a temperatura da superfície pode chegar a até 2.000 ° C.

Não se esqueça de que o planeta está em rotação síncrona, ou seja, o mesmo lado do planeta está sempre voltado para a estrela, assim como na Terra, podemos sempre ver o mesmo lado da Lua.


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Começa hoje a caçada de exoplanetas em torno da estrela Proxima Centauri !

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016.
Acaba de ser lançada uma campanha única de divulgação científica chamada "Pale Red Dot" (pálido ponto vermelho) que permitirá ao público de todo o mundo acompanhar os cientistas enquanto procuram exoplanetas semelhante a Terra, em torno da estrela mais próximo de nós, a Proxima Centauri.

A campanha de observação acontecerá de janeiro a abril de 2016 e será divulgada diariamente através de posts publicados em blogs e atualizações nas redes sociais

Ninguém sabe qual será o resultado desta caçada!

Nos meses que seguem as observações, os cientistas analisarão os dados recolhidos e submeterão os resultados a uma revista especializada arbitrada.

A uma distância de apenas 4,2 anos-luz do Sol e situada na constelação do Centauro, Proxima Centauri é a estrela mais próxima do Sol que conhecemos. 

Observações anteriores mostraram pistas interessantes, se bem que mínimas, da presença de um pequeno companheiro em órbita desta anã vermelha. 

Esta nova campanha fará uma busca mais detalhada e precisa em relação aos desvios do movimento orbital da estrela anã que podem revelar a presença de um planeta do tipo terrestre em sua órbita.
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Hubble da NASA vê um "Behemoth" sangrando Atmosfera em torno de um Exoplaneta!

quarta-feira, 24 de junho de 2015.
Os astrônomos usando o Telescópio Espacial Hubble, da NASA, descobriram uma imensa nuvem de hidrogênio, apelidada de "The Behemoth", sangramento de um planeta que orbita uma estrela próxima.

A imagem é um conceito de um artista e mostra "O Behemoth", uma enorme nuvem de cometa de hidrogênio sangramento para fora de um planeta quente, do tamanho de Netuno, a apenas 30 anos-luz da Terra. 

E também representa a estrela-mãe, que é uma anã vermelha tênue chamada GJ 436. 

O hidrogênio está evaporando do planeta devido à radiação extrema da estrela.

Um fenômeno desta magnitude nunca antes foi visto em torno de qualquer exoplaneta. 

E pode oferecer pistas sobre como outros planetas com atmosferas (hidrogênio) poderiam ter suas camadas exteriores evaporadas por sua estrela-mãe, deixando para trás sólidos, e núcleos rochosos.

Planetas rochosos quentes, como estes, com aproximadamente o tamanho da Terra são conhecidos como Super Terras Quentes.

Para entender melhor:

Behemoth é o nome de uma criatura descrita na Bíblia, no Livro de Jó, 40:15-24. 

No idioma hebraico é transcrito como בהמות, Bəhēmôth, Behemot, B'hemot; em Árabe بهيموث (Bahīmūth) ou بهموت (Bahamūt).


Sua descrição é tradicionalmente associada à de um monstro gigante, podendo ser retratado como um leão monstruoso, apesar de alguns criacionistas o identificarem como um saurópode ou um touro gigante de três chifres. 

Em uma outra análise vemos este como um animal pré-histórico muito conhecido como braquiossauro. 

Os relatos no livro de Jó, capítulo 40 (Bíblia), apontam para este grande herbívoro. Esta criatura tem um corpo couraçado e é típica dos desertos (embora "Behemot" também seja como os hebreus chamavam os hipopótamos). (Fonte:wikipedia)

Credits: NASA, ESA, and G. Bacon (STScI)

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As buscas de vida extraterrestre ficarão mais restritas, segundo MIT

domingo, 7 de junho de 2015.
Uma equipe de pesquisadores do MIT e da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, descobriu que Exoplanetas do tamanho da Terra orbitam suas estrelas-mãe da mesma forma que nosso planeta orbita nosso Sol, e mantêm uma orbita circular mais ou menos equidistante.

Esta descoberta restringe ainda mais as características dos mundos que poderiam ser os anfitriões da vida extraterrestre.

Os astrônomos há muito tempo questionaram se esta tendência orbital altamente estruturada, exibidas em nosso sistema solar, era simplesmente a norma, ou era o resultado de uma incrível coincidência.

A descoberta provavelmente vai ter implicações de longo alcance sobre a busca de vida extraterrestre.

Há agora evidências sólidas de que Planetas do tamanho da Terra mantêm uma órbita estável em torno de sua estrela-mãe, e isto significa que as condições sobre esses planetas será mais ou menos constante ao longo do tempo.

O estudo incidiu sobre os sistemas solares com características pré-conhecidas e que hospedavam exoplanetas do tamanho da Terra.
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TESS - Descobrindo novas Terras e Super-Terras na vizinhança do nosso Sistema Solar!

segunda-feira, 23 de março de 2015.
TESS, "Transiting Exoplanet Survey Satellite", é uma missão de astrofísica, classe Explorador, entre a NASA e MIT, que será lançada em 2017.

TESS usará quatro câmeras para digitalizar todo o céu, em busca de planetas localizados fora do nosso Sistema Solar, popularmente conhecidos Exoplanetas. 

A missão irá acompanhar mais de 500.000 das estrelas mais brilhantes de todo o firmamento, durante dois anos, em busca de indícios de "queda" de seus brilhos que indicariam um planeta em trânsito transversalmente. 



Prevê-se que o satélite TESS venha a encontrar mais de 3.000 candidatos a exoplanetas, que vão desde gigantes gasosos até pequenos planetas rochosos. 

Espera-se que cerca de 500 desses possíveis planetas sejam semelhantes ao tamanho da Terra. 

Os monitores de estrelas do TESS serão cerca de 30 a 100 vezes mais brilhantes do que os observados pelo Kepler, 

Usando dados do TESS, missões como o Telescópio Espacial James Webb poderão determinar características específicas destes planetas.

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Cientistas encontraram o 1º Exoplaneta do tamanho da Terra! E está na zona habitável de sua estrela! Extraterrestres?

sexta-feira, 18 de abril de 2014.
O Diagrama compara os planetas do nosso Sistema Solar
interior com o Sistema de Kepler-186
Astrônomos descobriram o primeiro planeta do tamanho do planeta Terra, que orbita uma estrela em sua "zona habitável", que é o nome dado a uma faixa de distância entre um planeta e uma estrela onde a água líquida pode se reunir sobre a superfície de um planeta em órbita, e além disto sustentar a vida. E para a sua descoberta os astrônomos se utilizaram do telescópio espacial Kepler, da NASA.


Kepler-186f é um exoplaneta que está orbitando a anã vermelha Kepler-186, que está a cerca de 492 anos-luz da Terra, na região da constelação do Cisne (Cygnus). É o primeiro planeta com o tamanho similar ao da Terra a ser descoberto na zona habitável de outra estrela. É mais uma reminiscência da Terra!

O planeta Kepler-186f está orbitando uma estrela com 4% a luminosidade do nosso Sol, uma vez a cada 129,9 dias, e recebe um terço da energia de sua estrela, quando comparado com a energia que a Terra recebe do nosso Sol, colocando-o mais próximo da borda externa da zona habitável. 

O sistema Kepler-186 também é o lar de quatro outros planetas que orbitam sua companheira, uma estrela que tem a metade do tamanho e da massa do nosso Sol.

Dados da estrela Kepler-186:
Right ascension(α)19h 54m 36.651s
Declination(δ)+43° 57′ 18.06″
Apparent magnitude(mV)14.625
Distance492 ly
(151 pc)
Mass(m)0.48 M
Radius(r)0.47 R
Temperature(T)3788 K

Embora o tamanho de Kepler-186f seja conhecido, a sua massa e composição ainda não o são. Uma pesquisa anterior, no entanto, sugere que planetas do tamanho de Kepler-186f provavelmente sejam rochosos.

O brilho de sua estrela ao meio-dia, na superfície de Kepler-186f, é tão brilhante quanto o nosso Sol, cerca de uma hora antes de anoitecer.

A estrela do Sistema Kepler-186 é classificada como uma anã M, ou anã vermelha, uma classe de estrelas que compõe 70 por cento das estrelas presentes na nossa galáxia, a Via Láctea.

"A estrelas anãs M são as estrelas mais numerosas", disse Quintana. Segundo ele, "Os primeiros sinais de outras formas de vida na nossa galáxia podem muito bem vir de planetas que orbitam uma anã M".

"A descoberta de Kepler-186f é um passo significativo no sentido de encontrar mundos como o nosso planeta Terra", disse Paul Hertz, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA, na sede da agência em Washington. 

Elisa Quintana, cientista de pesquisa no Instituto SETI , da NASA, em Moffett Field, na Califórnia, é a principal autora do artigo que foi publicado hoje na revista Science. "Encontrar um planeta similar à Terra em tamanho, na zona habitável, é um grande passo."

"Estar na zona habitável não significa que sabemos que este planeta é habitável. A temperatura no planeta é fortemente dependente do tipo de atmosfera que o planeta tem", disse Thomas Barclay, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental de Ames, e co-autor da pesquisa. "Kepler-186f pode ser pensado como um primo da Terra, em vez de um gêmeo-Terra. Ele tem muitas propriedades que se assemelham a Terra."

Seus quatro planetas companheiros, Kepler-186b, Kepler-186c, Kepler-186d, e Kepler-186e,giram em torno de seu sol a cada 4, 7, 13 e 22 dias, respectivamente,o que faz com que sejam muito quentes demais para sustentar a vida como a conhecemos. Todos estes quatro planetas interiores medem menos de 1,5 vezes o tamanho da Terra.

Outros planetas já foram encontrados na zona habitável de sua estrelas, mas todos eles são, pelo menos, 40 por cento maior em tamanho do que a Terra. E determinar suas composições continua sendo um desafio. 

Os próximos passos na busca de vida distante incluir olhar para os verdadeiros gêmeos terrestres, planetas do tamanho da Terra que estejam orbitando dentro da zona habitável de uma estrela parecida com o nosso Sol, e medir as suas composições químicas. 

O telescópio espacial Kepler, tem simultaneamente e continuamente medido o brilho de mais de 150.000 estrelas, e é a primeira missão da NASA capaz de detectar planetas do tamanho da Terra em torno de estrelas como o nosso Sol.

O Instituto SETI é uma organização privada, sem fins lucrativos dedicada à investigação científica, à educação e sensibilização do público. A missão do Instituto SETI é explorar, entender e explicar a origem, a natureza e prevalência da vida no universo.

Ames é responsável pelo desenvolvimento do sistema de Kepler , missão de operações e análise de dados científicos. 

O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena, Califórnia, gerencia o desenvolvimento da missão.

Crédito da Imagem: NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech
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A Terra é o único mundo conhecido que pode sustentar a vida na forma que conhecemos? Conheça alguns possíveis candidatos a Mundos Habitáveis fora do nosso Sistema Solar!

quarta-feira, 5 de março de 2014.
Em um esforço para encontrar mundos, potencialmente habitáveis, fora do nosso Sistema Solar, algumas estrelas, similares ao nosso Sol, estão sendo monitoradas.

Muitos planetas, previamente desconhecidos por nós, estão sendo encontrados, incluindo mais de 700 mundos que foram descobertos recentemente pelo satélite Kepler, da NASA. Tornando o ano de 2014, um marco em número de descobertas de exoplanetas, em relação as duas últimas décadas de pesquisas.

Retratado acima, nas ilustrações de um artista, estão doze planetas extrassolares*, que orbitam nas zonas habitáveis**, as suas estrelas. 

O histograma mostra o número de exoplanetas, classificados por tamanho, de todos os exoplanetas conhecidos. As barras azuis, no histograma, representam todos os exoplanetas conhecidos, por tamanho. As barras laranjas representam os planetas recém-verificados do Kepler.

Estes exoplanetas tem a temperatura certa para que a água seja líquida em sua superfície.

Embora a nossa tecnologia ainda não seja capaz de detectar vida nestes mundos, encontrar exoplanetas habitáveis é um passo que ajuda a humanidade a entender melhor seu lugar no Cosmos.
O histograma mostra o número de descobertas de exoplanetas, por ano, para as últimas duas décadas de pesquisa de exoplanetas. As barras azuis mostram as descobertas anteriores de exoplanetas, as barras vermelhas mostram os planetas que foram descobertos anteriormente pelo Kepler, a barra laranja apresenta os 715 novos planetas anunciados pelo Kepler..
A missão do Kepler é determinar qual a percentagem de estrelas, como o nosso Sol, que possuam pequenos planetas ao seu redor, que tenham o tamanho e a temperatura aproximada com a existente na Terra.


* Um exoplaneta, ou planeta extrassolar, é um planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol e, desta forma, pertence a um sistema planetário distinto do nosso.
**A zona habitável de seus Sóis, é definida como o intervalo de distância a partir de uma estrela, onde a temperatura da superfície de um planeta em órbita, podem ser adequados para a existência de água na forma líquida.


Créditos:
Ilustração: Planetary Habitability Laboratory (UPR Arecibo);
Primeiro Histograma: NASA Ames/W Stenzel;
Segundo Histograma: NASA Ames/SETI/J Rowe.
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Você Sabia? Que existem 17 bilhões de “Terras” na Via Láctea?

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014.
543913_480205685358754_99145264_nDe acordo com os últimos resultados do telescópio espacial Kepler, os astrônomos puderam estimar que 17% das estrelas da Via Láctea, 1  a cada  6 estrelas, têm planetas, um companheiro exo-planeta,  do tamanho da Terra, com órbitas de 85 dias ou menos, em torno de suas estrelas.
Isto significa que existam pelo menos 17 bilhões de mundos semelhantes à Terra, na nossa galáxia, a Via Láctea.
Para se ter uma ideia, só na nossa galáxia existem em torno de 100 bilhões de estrelas.
A nossa própria estrela, por exemplo, tem dois mundos do tamanho da Terra, a própria Terra e o planeta inabitável Vênus, com sua espessa atmosfera de dióxido de carbono e uma temperatura de superfície de 465 º C (870 graus F).
Já, os grandes planetas gigantes gasosos do tamanho de Netuno ou Júpiter são muito menos comuns do que os mundos do tamanho da Terra.
O estudo concluiu que 17 por cento de todas as estrelas, provavelmente, tem um exo-planeta, uma “exo-Terra” (um planeta com 0,8-1,25 vezes o tamanho da Terra) em uma órbita de 85 dias ou menos da Terra.
E que cerca de uma em cada quatro estrelas têm uma super-Terra (1,25 a 2 vezes o tamanho da Terra) em uma órbita de 150 dias ou menos.
O mesmo número de estrelas têm um mini-Netuno (2 a 4 vezes o tamanho da Terra numa órbita de 250 dias ou menos).
Porém, os planetas maiores são muito mais raros. Três por cento dos astros têm um grande Netuno (4 a 6 vezes o tamanho da Terra,  e 5 por cento têm um gigante de gás (6-22 vezes o tamanho da Terra) em uma órbita de 400 dias ou menos.
Provavelmente, há muitos mais planetas se movendo em órbitas maiores,  do  que o telescópio Kepler  pôde detectar.
É interessante notar que estes não são necessariamente os planetas da zona habitável de sua estrela.
A zona habitável de seus Sóis, é definida como o intervalo de distância a partir de uma estrela, onde a temperatura da superfície de um planeta em órbita, podem ser adequados para a existência de água na forma líquida.
Para alguns de nós, quando éramos crianças, tínhamos ciência da existência de apenas 9 planetas (ou 8, dependendo de Plutão).
Nós não tínhamos nenhuma evidência, zero de evidência, de que qualquer outra estrela no universo tivesse planetas.
Tudo isso ocorreu por causa da curiosidade humana!
A pesquisa foi feita pelo Centro de Astrofísica “ Harvard-Smithsonian”.
A missão do Kepler é determinar qual a percentagem de estrelas, como o nosso Sol, que possuam pequenos planetas ao seu redor, que tenham o tamanho e a temperatura aproximada com a existente na Terra.
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O Telescópio Kepler anuncia uma nova Era para a Astronomia!

terça-feira, 5 de novembro de 2013.
Skittles-histo_2013-Nov_faded-FINAL
Cientistas de todo o mundo estão reunidos esta semana, no Centro de Pesquisa Ames da NASA, em Moffett Field, na Califórnia, para a segunda Conferência “Kepler” de Ciência , onde discutirão as últimas conclusões referentes as análises dos dados que foram coletados do telescópio espacial Kepler.

Inclusos nestes resultados, está a descoberta de 833 novos planetas, que serão anunciadas hoje, pela equipe de Kepler. 

Dez destes candidatos, têm menos do que o dobro do tamanho da Terra, e orbitam a zona habitável de seus Sóis, que é definida como o intervalo de distância a partir de uma estrela, onde a temperatura da superfície de um planeta em órbita, podem ser adequados para a existência de água na forma líquida.

Há dois anos atrás, nesta conferência, a equipe do Kepler anunciou o primeiro planeta localizado nesta zona habitável, o Kepler-22b

Desde então, mais quatro candidatos foram localizados nesta zona habitável, incluindo dois pertencentes a um único sistema.

Os dados desta análise, também mostram que a maioria das estrelas em nossa galáxia tem pelo menos um planeta

Isso sugere que a maioria das estrelas no céu noturno, pode ser o lar de sistemas planetários, talvez alguns como o nosso Sistema Solar.

"O impacto dos resultados da missão Kepler na pesquisa a respeito de exo-planetas, e astrofísica estelar, é ilustrado pela presença de cerca de 400 cientistas, de 30 países, na Conferência Kepler de Ciência", disse William Borucki, investigador principal do centro Ames. "Nós nos reunimos para celebrar e expandir o nosso sucesso coletivo, na abertura de uma nova Era da Astronomia."

Desde os primeiros três anos de dados coletados do Kepler, mais de 3.500 mundos potenciais surgiram. 

Desde a última atualização, em janeiro, o número de candidatos a planetas, identificados pelo Kepler, aumentou em 29 por cento, e agora totalizam 3.538.

Uma análise liderada por Jason Rowe, pesquisador do Instituto SETI, em Mountain View, na Califórnia, determinou que o maior aumento, de 78 por cento, foi encontrado na categoria de planetas que têm o mesmo tamanho da Terra. Esta análise utilizou dados de uma base de observações realizadas, a partir de maio de 2009 a março de 2012. As descobertas de Rowe, apoiam a tendência observada de que os planetas menores são mais comuns.

Uma análise estatística independente, de quase quatro anos de dados coletados pelo Kepler, sugere que uma em cada cinco estrelas como o nosso Sol, é o lar de um planeta que tem até duas vezes o tamanho da Terra, orbitando em um ambiente temperado. 

Uma equipe de investigação liderada por Erik Petigura, doutorando na Universidade da Califórnia, em Berkeley, utilizou dados publicamente acessíveis do Kepler para obter este resultado.

Dados do Kepler, também alimentaram outro campo da astronomia, apelidado de Asterosismologia - o estudo do interior das estrelas. 

Os cientistas examinaram as ondas de som geradas pelo movimento de ebulição (transporte de calor por convecção), que ocorre abaixo da superfície de estrelas. 

Eles sondaram a estrutura interior de uma estrela, assim como os geólogos fazem quando usam ondas sísmicas geradas por terremotos, para sondar a estrutura interior da Terra.

A missão do Kepler é determinar qual a percentagem de estrelas, como o nosso Sol, que possuam pequenos planetas ao seu redor, que tenham o tamanho e a temperatura aproximada com a existente na Terra


Durante quatro anos, o telescópio espacial monitora, simultaneamente e continuamente, o brilho de mais de 150.000 estrelas, e realiza uma medição a cada 30 minutos. Mais de um ano dos dados coletados continuam a ser totalmente revistos e analisados.


Kepler é missão do “NASA's 10th Discovery Missione”, que foi financiado pela agência "Science Mission Directorate".
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