APRESENTAÇÃO DO CANAL

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A NASA mudou os signos do Zodíaco?

segunda-feira, 19 de outubro de 2020.

Você ouviu recentemente que a NASA mudou os signos do zodíaco? Não, definitivamente não ...

… A NASA, bem como nós do projeto "As Maravilhas do Céu Estrelado", estudamos astronomia, não astrologia. 

Os Signos do Zodíaco não mudaram, a NASA apenas fez as contas. 

A primeira questão importantíssima a se considerar é que: Astrologia não é Astronomia!

A segunda questão: Astrologia NÃO é ciência!

Astronomia é o estudo científico de tudo no espaço sideral. Astrônomos e outros cientistas sabem que estrelas a muitos anos-luz de distância não afetam as atividades normais dos humanos na Terra.

Astrologia, entretanto, é outra coisa. É a crença de que as posições das estrelas e planetas podem influenciar os eventos humanos. 

Ninguém comprovou que a astrologia pode ser usada para prever o futuro ou descrever como as pessoas são com base apenas na data de nascimento. 

Porém, ainda assim, como ler histórias de fantasia, muitas pessoas gostam de ler sua "previsão astrológica" ou "horóscopo" no jornal todos os dias.

Voltando um pouco no tempo...

Os babilônios viveram há mais de 3.000 anos. Eles dividiram o zodíaco em 12 partes iguais - como cortar uma pizza em 12 fatias iguais. Eles escolheram 12 constelações no zodíaco, uma para cada uma das 12 "fatias". Assim, como a Terra orbita o sol, o sol parece passar por cada uma das 12 partes do zodíaco. 

Como os babilônios já tinham um calendário de 12 meses (baseado nas fases da lua), cada mês tinha uma fatia do zodíaco só para si.

Algumas pessoas acreditam, ou fazem de conta, que o signo atual do zodíaco afeta o modo como as coisas acontecem em sua vida cotidiana, dependendo do signo em que nasceram. Essa ideia é chamada de astrologia, não astronomia, e as pessoas que afirmam usar os signos do zodíaco para fazer previsões são chamadas de astrólogos, e não astrônomos.

Quando os babilônios inventaram os 12 signos do zodíaco, um aniversário entre 23 de julho e 22 de agosto, por exemplo, significava nascer com o sol estando na constelação de Leão.


Agora, 3.000 anos depois, o céu mudou porque o eixo da Terra (Pólo Norte) não aponta exatamente na mesma direção.

E, um aniversário neste mesmo período indica que a pessoa nasceu com o sol  "sob o signo" de Câncer (uma constelação "antes"), não de Leo.

As constelações têm tamanhos e formas diferentes, então o sol passa diferentes períodos de tempo alinhados com cada uma delas. 

A linha que vai da Terra ao sol aponta para Virgem por 45 dias, mas aponta para Escorpião por apenas 7 dias. 

Para fazer uma combinação perfeita com seu calendário de 12 meses, os babilônios ignoraram o fato de que o sol realmente se move através de 13 constelações, não 12. Em seguida, eles atribuíram a cada uma dessas 12 constelações períodos iguais de tempo.

As Treze Constelações do Zodíaco
As Treze Constelações do Zodíaco


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Astrônomos descobrem que o Núcleo do Sol gira 4 vezes mais rápido que a sua superfície.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017.
Imagem do Sol obtida pela nave SOHO em 2013.
O Sol é a estrela mais próxima da Terra, encontrando-se a “apenas” 150 milhões de quilômetros de distância. Apesar do fato de podermos sentir o calor do Sol em nossas peles e o seu disco parecer do tamanho da Lua cheia no céu, o Sol ainda é um grande enigma. Para muitos astrônomos que o estudam, muitas perguntas e incertezas permanecem. Agora, uma destas questões foi respondida: qual é a taxa de rotação do núcleo do Sol.

Uma equipe internacional de astrônomos, utilizando um instrumento a bordo do SOHO – chamado Oscilações Globais em Baixas Frequências (GOLF) – foi capaz de medir com precisão, pela primeira vez, a que velocidade o núcleo do Sol rotaciona. 

O instrumento GOLF registra as oscilações do Sol, ou seja, alterações na forma de ondas, nos gases da sua atmosfera, que revelam informações sobre a sua estrutura interna. Estas oscilações, que ocorrem no nível da superfície solar, foram medidas a cada 10 segundos, o que permitiu uma análise detalhada ao longo do tempo, sobre as atividades internas de nossa estrela. Estudar o Sol desta forma é similar aos estudos a respeito do interior da Terra, através da propagação das ondas sísmicas, produzidas por terremotos, revelando aos cientistas o que existe por debaixo de nossos pés.

Para estudar o núcleo do Sol, a equipe examinou um aspecto das oscilações visíveis na superfície do Sol, aquele que reflete o tempo que estas ondas levam para viajar até o centro dele. Eles descobriram que o núcleo gira uma vez por semana, o que é quatro vezes mais rápido que a rotação média das camadas exteriores de nossa estrela.

Usando esta nova informação, os astrônomos são capazes de refinar seus modelos do comportamento presente e passado do Sol, assim como determinar com maior precisão sua composição, e a estrutura de suas camadas e do seu campo eletromagnético.

Fonte: Astronomy Magazine
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Lindo Simulador 3D do Céu! Totalmente Interativo!

quarta-feira, 18 de maio de 2016.

Não poderíamos de deixar de apresentar este belíssimo Simulador 3D do Sistema Solar e do Céu Noturno chamado Solar System Scope! É um planetário Virtual e Observatório!

Características: 
  • Idiomas disponíveis: Inglês, espanhol, alemão, russo, italiano, coreano, eslovaco;
  • Visão heliocêntrica com posições em tempo real dos planetas e das órbitas planetárias; 
  • Tamanhos esquemáticos e realistas dos planetas e a distâncias entre eles; 
  • Movimento dos planetas em tempo "real", para ver como eles se move, uns em relação aos outros - Orrery Virtual; 
  • Exploração planetária contendo textos com informações pertinentes, imagens e visões adicionais, tais como a estrutura de cada planeta.
  • Luas (luas galileanas, Deimos e Fobos (Luas de Marte), Titan (de Saturno) e 15 outras) 
  • Planetas anões (Plutão, Ceres, Haumea, Makemake, Eris) e suas órbitas; 
  • Cometas (Siding Spring, Lovejoy 2013, Lovejoy 2011, Panstarrs, ISON, Halley, 67P, 209P) - contendo suas posições e trajetórias; 
  • A nave espacial Rosetta e sua jornada para o cometa 67P / Churyumov-Gerasimenko;
  • Estrelas e as Constelações do céu noturno como vista de um determinado local - Observatório Virtual; 
  • Céu noturno totalmente interativo: apontar o dispositivo para o céu para ver todos os objetos em seu devido lugar (no caso de dispositivos móveis); 
  • Busca avançada de objetos;
  • A Elíptica, linhas de grade e muito mais!

Existem duas versões do Simulador uma para desktop e outra para Dispositivos Móveis disponível no Google Play. Acesse através dos links e divirta-se!



Se preferir, assista ao vídeo de apresentação:





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Veja o que acontece com uma estrela, como o nosso Sol, depois de ter esgotado a maior parte do seu combustível!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016.
A Nebulosa planetária NGC 6153, localizada a cerca de 4.000 anos-luz de distância na constelação de Scorpius (O Escorpião), está rodeada por uma névoa azul fraca, mostrando o que resta de uma estrela, como o nosso Sol, após ter esgotado a maior parte do seu combustível. 

NGC 6153 é uma nebulosa planetária que tem forma elíptica, com uma rede extremamente rica de laços e filamentos, mostrado claramente nesta imagem do Hubble. No entanto, isso não é o que torna esta nebulosa planetária tão interessante para os astrônomos.

As medições mostram que NGC 6153 contém grandes quantidades de néon, árgon, oxigênio, carbono e cloro, até três vezes mais do que pode ser encontrado no sistema solar. 

A nebulosa contém cinco vezes mais nitrogênio do que o Sol! 

Embora possa ser que a estrela desenvolveu níveis mais elevados destes elementos, uma vez que cresceu e evoluiu, é mais provável que a estrela originalmente foi formada a partir de uma nuvem de material que já continha muitos mais destes elementos.
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O pôr do Sol em Marte!

quarta-feira, 24 de junho de 2015.

(Atendendo a pedidos)

Após três anos de missão, a equipe da missão Curiosity, enfim focalizou o Sol de Marte com a poderosa "MastCam". 

E este foi o primeiro pôr do sol observado em cor pela Curiosity!

O veiculo Curiosity da NASA gravou esta seqüência de pontos de vista do pôr do sol de Marte, a partir da Cratera Gale, no final do 956° dia marciano da missão, em 15 de abril de 2015.

A imagem foi feita entre tempestades de poeira, mas um pouco de pó permaneceu suspenso no alto da atmosfera. 

Segundo Mark Lemmon da Universidade Texas A & M - College Station, membro da equipe científica da Curiosity,  que planejou as observações:

"As cores vêm do fato de que o pó muito fino é do tamanho certo para que a luz azul penetre a atmosfera de forma um pouco mais eficiente." 

"Quando a luz azul dispersa no pó, ela fica mais estreita na direção do sol do que a luz de outras cores faz."

"O resto do céu é uma graduação de amarelo para o laranja, amarelo e vermelho, em vez de ser absorvida ou ficar perto do sol, há a dispersão de luz, por todo o céu." 

Assim como as cores são mais dramáticas nos pores do sol da Terra, o pôr do sol marciano faz a parte azul, perto do sol ficar muito mais proeminente, enquanto a luz do dia normal, faz com que a cor da ferrugem do pó fique mais proeminente.

A Mastcam vê a cor de forma muito semelhante ao que os olhos humanos vêem, embora ela seja realmente um pouco menos sensível ao azul do que as pessoas são.

A poeira na atmosfera marciana tem partículas finas que permitem que a luz azul penetre na atmosfera de forma mais eficiente, do que as cores que tem comprimento de onda mais longo.

Isso faz com que as cores azuis expostas à luz mista que vem do sol ficam mais perto de parte do sol do céu, em comparação com a dispersão maior de outras cores, amarelo e vermelho.

O efeito é mais pronunciado próximo ao sol, quando a luz do sol passa através de um caminho mais longo na atmosfera, do que ao meio-dia.

Com certeza, as observações do sol vão ajudar os pesquisadores a avaliarem a distribuição vertical de poeira na atmosfera do planeta vermelho.

E é tão azul assim? Sim.

Em Marte, o espalhamento prevalece devido a uma atmosfera sobrecarregada e presença de partículas de poeira fina.

Assim, durante o pôr do sol (ou nascer do sol), as cores "quentes" são absorvidas, enquanto cores mais frias continuam o seu caminho, dando o tom mais azulado. 

No meio do dia (dia marciano), são as cores quentes que tingem o céu por causa de sua dispersão no ar.

Para entender melhor:

A Luz

Com a evolução da Física ao longo dos anos, os cientistas perceberam que a luz possui um comportamento similar ao das ondas eletromagnéticas, a luz é uma oscilação e se propaga no vácuo com uma certa variação no tempo (frequência). 

Podemos associá-la como um exemplo para o som, sem caracterizar muitos detalhes o som é uma vibração mecânica do ar, onde frequências diferentes caracterizariam sons graves e agudos. 

Assim como o som, as frequências determinam as cores para a luz, para uma determinada faixa de frequências podemos observar as cores, e essa faixa de cores é chamada de espectro de luz.

Você acha que o Sol é amarelo?

Como qualquer estrela, o Sol emite radiação em diferentes comprimentos de onda. 

No nosso dia a dia, isso pode ser traduzido como “várias cores”. Cada comprimento de onda equivale a uma cor diferente; inclusive as cores que não vemos. 

Raios gama, os comprimentos mais curtos (e mais energéticos), por exemplo, são emanações do Sol que não vemos. Ondas de rádio (comprimentos longos, pouco energéticos) também.

O pico das emissões solares se situa na zona espectral que chamamos de “visível”. Na verdade, nossos olhos evoluíram desta maneira, privilegiando esta determinada faixa eletromagnética justamente porque é ela a principal emitida pelo Sol!

E, dentro da faixa espectral visível, onde está o pico de emissão? Na cor amarela, certamente… Errado! O pico de emissão solar varia muito pouco, e se situa entre 475 e 500 nanômetros (o que é um nanômetro? Pegue um metro e divida em um bilhão de pedacinhos; cada pedacinho desses tem um nanômetro de comprimento!). Essas medidas de comprimento de onda equivalem, respectivamente, ao azul e ao verde.

Nosso cérebro “mistura” essas informações e acabamos interpretando a cor do Sol como sendo amarela. Mas, na verdade, o Sol é verde-azulado, se fôssemos realmente definir uma cor para a sua superfície. 

Creditos: NASA/JPL-Caltech/MSSS/Texas A&M Univ./ Planetário do Rio (Você acha que o Sol é amarelo?)

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Você Sabia? Que a Terra está mais próxima do Sol?

sábado, 3 de janeiro de 2015.
No dia 04 de janeiro, às 06:36 TU, o Sol estará a uma distância mínima da Terra, conhecida como periélio. 

Isso acontece porque a órbita da Terra em torno do Sol não é um círculo, mas uma elipse, e o Sol localiza-se em um dos focos desta elipse. 














Em astronomia, o periélio (ou perélio), que vem de peri (à volta, perto) e hélio (Sol), é o ponto da órbita de um corpo, seja ele planeta, planeta anão, asteroide ou cometa, que está mais próximo do Sol. Quando um corpo se encontra no periélio, ele tem a maior velocidade de translação de toda a sua órbita.

As órbitas de todos os planetas são sempre elípticas, tendo sempre um ponto mais afastado (afélio) e um ponto mais próximo (periélio), localizado na extremidade oposta.

Crédito: O. Córdoba

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Questão do Dia: Como a gravidade do Sol é forte o suficiente para manter em órbita planetas distantes, como Júpiter e Saturno, mas não forte o suficiente para engolir Mercúrio?

terça-feira, 27 de maio de 2014.

P&R: Dinâmica Orbital

P: Como a gravidade do Sol é forte o suficiente para manter em órbita planetas distantes, como Júpiter e Saturno, mas não forte o suficiente para engolir Mercúrio? 

R: Para entender isso, precisamos primeiro entender como funcionam as órbitas. O famoso cientista Isaac Newton pensou no exemplo de um canhão que descreve isso muito bem:

Imagine um canhão no topo de uma montanha muito alta. Se você atirar a bola de canhão com uma velocidade normal (A), ela vai viajar um pouco e, eventualmente, cair de volta para a Terra. 

Se você atirar a mesma bala com um pouco mais de potência (B), a bola vai viajar um pouco mais do que a anterior, antes de voltar para a Terra. 

Se você atirar uma bala de canhão com a força suficiente, algo mágico acontece; a bala viaja tão rápido que a Terra literalmente se "curva" e a bola nunca toca o solo (C e D). 

Finalmente, se você atirar uma bala de canhão com uma potência muito maior que as anteriores (E), ela escapa da gravidade da Terra por completo e se dirige diretamente para o espaço exterior. 

Seguindo com o exemplo da Terra, para que um satélite se mantenha em uma órbita estável, este deve cair na mesma taxa em que a Terra se curva na frente dele. Este mesmo princípio é o que mantém os planetas em órbita. Quanto mais próximo de um objeto, mais rápido ele deve se mover para manter sua órbita, do mesmo modo, quanto mais longe ele está, mais lento ele se move. 

 Vamos usar Mercúrio e Netuno como exemplos: 

Mercúrio tem um período orbital de cerca de 88 dias (ou seja, um ano em Mercúrio é igual a cerca de 88 dias terrestres) e Mercúrio orbita o Sol a uma distância de cerca de 0,39 UA (60 milhões de milhas). Para manter esta órbita, Mercúrio deve ter uma velocidade orbital (a velocidade com que se desloca em torno do Sol) de cerca de 47,8 quilômetros por segundo. 
Órbita de Mercúrio
Por outro lado, Netuno tem um período orbital de 164,79 anos terrestres (aproximadamente 60.000 dias terrestres, 682 vezes maior do que o período orbital de Mercúrio - 682 anos de Mercúrio) e orbita o Sol a uma distância de cerca de 30 U.A. (cerca de 4,5 bilhões quilômetros, ou seja, 75 vezes mais longe do que Mercúrio). Para manter essa órbita, Netuno deve ter uma velocidade orbital de 5,43 quilômetros por segundo (ou seja, 11 vezes mais lenta do que a velocidade orbital de Mercúrio). 
Órbita de Netuno
Claro que se Mercúrio orbitasse o Sol a uma velocidade semelhante a de Netuno, cairia em direção ao Sol; e se Netuno orbitasse o Sol a uma velocidade semelhante a de Mercúrio, ele sairia em disparado para o espaço exterior. 

Mecânica orbital é um equilíbrio entre a distância orbital e a velocidade orbital. 

Créditos a: por Joshua Filmer / Featured image Brooks/ Cole - Thomson
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O Sol apresenta atividade nunca vista antes! Ele está cochilando? Será que estamos passando pela "Pequena Era do Gelo" que aconteceu no século XVII?

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014.
Sol
(Enquanto isto....No Sudeste do Brasil... Estamos fritando... e ficando sem água....)

Algo estranho se passa com o nosso Sol, e intriga os cientistas do mundo todo! Um fenômeno que os cientistas admitem não entender completamente.

Richard Harrison, diretor de física espacial do Laboratório Rutherford Appleton, em Oxfordshire, na Inglaterra, disse que “nos últimos 30 anos em que tenho trabalhado como físico solar, eu nunca vi nada parecido”.

Mesma impressão tem a pesquisadora Lucie Verde, do Laboratório de Ciência Espacial, da University College London: “para mim e para muitos outros cientistas solares, isso nos tomou de surpresa”.  

Mas o que será que está acontecendo? Será que o Sol está numa época de “cochilo”?

De acordo com os pesquisadores, parece que ele realmente está dormindo, ou tirando uma soneca inesperada.

O certo é que seu período atual de tranquilidade desafia qualquer cálculo.

Faz 100 anos que nossa estrela não se mostra tão calma, o que é surpreendente, pois esperava-se que estivesse em uma intensa atividade, já que, teoricamente, atravessa o auge do seu ciclo de onze anos.

Os pesquisadores esperavam flagrar labaredas gigantes e grandes erupções de massa coronal, porém nada disso está acontecendo.

O nível de atividade do Sol continua a cair em alta velocidade, uma tranquilidade que provoca uma inquietação inversamente proporcional nos especialistas.  

Alguns dizem que o Sol pode estar entrando em um período conhecido como o Mínimo de Maunder, um evento ocorrido no século XVII.

No entanto, nem mesmo naquela época, a atividade solar havia caído tão rápido como agora: uma análise do núcleo de gelo mostra que esse comportamento não ocorre faz 10 mil anos.
Quando aconteceu, o Mínimo de Maunder foi acompanhado de invernos muito mais frios do que o normal e, por conta disso, o período ficou conhecido como “pequena era do gelo”.

De qualquer maneira, essa calmaria do nosso astro preocupa os cientistas, que tentam descobrir os motivos de tamanha tranquilidade do Sol e o que isso nos trará como consequência.  

Créditos a excelente matéria de: History
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Pigmento de pinturas pré-históricas será utilizado como Protetor Solar da Sonda “Solar Orbiter”!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014.
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Um pigmento de pinturas rupestres pré-históricas foi escolhido, após uma imensa pesquisa, para proteger e blindar a sonda “Solar Orbiter” da ESA, contra os efeitos do Sol em sua missão.

O pigmento, que é feito de carvão de osso queimado, será aplicado ao protetor de titânio da sonda, utilizando-se de uma nova técnica.

O composto é feito de carvão obtido de ossos queimados, a mesma substância que era utilizada há 30 mil anos atrás nas pinturas da Caverna Chauvet, no sul da França.

O fosfato, conhecido como “Solar Black”, é produzido por uma empresa irlandesa conhecida como Enbio, que originalmente desenvolveu sua técnica “CoBlast” para revestimento de implantes médicos com titânio.

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Na imagem acima, uma pintura rupestre de Chauvet, no sul França, com 30 000 anos de idade. Eles empregavam osso queimado de incêndios como a fonte de seu pigmento preto. 

Para sobreviver, a sonda terá que operar atrás de um escudo térmico com múltiplas camadas de titânio, cuja cor deve se manter inalterada durante toda a missão.

"O corpo principal da nave espacial terá um protetor multi-camadas de 3,1 m por 2,4 m ", explicou Pierre Olivier, engenheiro de segurança da “Solar Orbiter”. 

Uma mudança nas propriedades "termo-ópticas" do escudo , ou seja, a forma como reflete ou absorve a radiação solar, poderia cozinhar os delicados equipamentos da sonda.

Em testes, a substância foi exposta a tudo, da luz solar e radiação ultravioleta, à prova de aderência, com aplicação e retirada de uma fita adesiva para ver se nada saia do lugar, informou a ESA em um comunicado.

O "osso carbonizado" é usado até hoje, na produção de fertilizantes, na purificação do açúcar branco, e na filtragem de metais pesados da água.

A Sonda não tripulada“Solar Orbiter”, prevista para ser lançada em 2017, vai levar um grupo de instrumentos que realizarão imagens de alta resolução da nossa estrela-mãe, a uma distância de 42 milhões de quilômetros, distância esta um pouco maior do que um quarto da distância do Sol até a Terra. 

Com operação com “olhar” constante e direto ao Sol, a missão enfrentará 13 vezes a intensidade da luz solar terrestre, com temperaturas subindo tão alto quanto 520 ° C (graus Celsius).

Fonte: ESA
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