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Mercúrio - O Mensageiro dos Deuses

sexta-feira, 13 de setembro de 2013.

Pela primeira vez na história, toda a superfície do planeta Mercúrio foi mapeada. 

Observações detalhadas da surpreendente crosta do planeta mais próximo do Sol estão em curso, desde que a nave Messenger  começou a orbitá-lo em 2011. 

Anteriormente, grande parte da superfície de Mercúrio era desconhecida, já que é próximo demais do Sol para que os telescópios localizados na Terra pudessem observá-lo. Esta proximidade faz com que Mercúrio só possa ser observado da Terra pouco antes do nascer ou do pôr-do-sol, e o brilho do astro rei impede a visão detalhada que gostaríamos de ter dele. A nave americana Mariner 10, que passou próximo a Mercúrio na década de 1970, fez apenas uma observação parcial.

O vídeo é uma compilação de milhares de imagens de Mercúrio processadas em cores exageradas para dar melhores características e diferentes contrastes da superfície.


PARA SE ENTENDER MELHOR:

Mercúrio é um planeta do nosso sistema solar. É o menor dos oito planetas existentes e também é o mais próximo do Sol.

Porque ele tem este nome? Os gregos acreditavam que os deuses e deusas estavam no comando de tudo na Terra. E ao observar este objeto no céu, eles perceberam que ele podia viajar muito rapidamente de um lugar para outro (O planeta Mercúrio se move rapidamente ao redor do Sol), e assim ele foi batizado de Hermes, e posteriormente de Mercúrio pelos romanos, o mensageiro dos deuses, daí o nome da nave destinada a explorá-lo, Messenger (mensageiro). Hermes, ou Mercúrio, tinha asas em seu capacete e sapatos. 

As 10 principais características a saber sobre Mercúrio: 
  1. Mercúrio é o menor planeta do nosso sistema solar, sendo apenas um pouco maior do que a Lua da Terra. 
  2. É o planeta mais próximo do Sol, a uma distância de cerca de 58 milhões de quilômetros (36 milhões de milhas) ou 0,39 UA. 
  3. Um dia em Mercúrio dura muito mais tempo do que um dia na Terra. Um dia em Mercúrio (o tempo que leva para Mercúrio girar uma vez em torno de seu eixo) leva 59 dias terrestres. Mercúrio faz uma órbita completa em torno do Sol (um ano no tempo de Mercúrio) em apenas 88 dias terrestres. Mercúrio orbita mais rápido em torno do Sol de que todos os outros planetas. 
  4. Ele é um planeta rochoso, também conhecido como um planeta terrestre, e portanto, tem uma superfície sólida, crateras, e é muito parecido com a Lua da Terra. 
  5. A fina atmosfera de Mercúrio, ou exosfera, é composta principalmente de oxigênio (O2 ), sódio (Na), hidrogênio (H2), hélio (He) e potássio (K).
  6. Mercúrio não tem satélites. 
  7. Não há anéis em torno de Mercúrio. 
  8. Apenas duas espaçonaves já visitaram este planeta rochoso: a Mariner 10 em 1974/1975 e a Messenger, que passou por Mercúrio três vezes, antes de entrar em órbita em 2011. 
  9. Nenhuma evidência de vida foi encontrado em Mercúrio. As temperaturas durante o dia podem chegar a 430 graus Celsius (800 graus Fahrenheit) e cair para -180 graus Celsius (-290 graus Celsius) durante a noite. E a vida, como a conhecemos, é improvável, ninguém poderia sobreviver neste planeta. 
  10. Se estivéssemos na superfície de Mercúrio, em seu ponto mais próximo do Sol, o Sol iria aparecer com tamanho de três vezes maior do que na Terra. 
Como a NASA estudou Mercúrio? Mercúrio é difícil de estudar porque é muito perto do Sol. A Mariner 10 foi a primeira nave a visitar Mercúrio. Ela sobrevoou Mercúrio em 1974 e 1975. Nem mesmo a metade da superfície de Mercúrio foi vista nesta ocasião. Depois disso, por mais de 30 anos nenhuma outra sonda foi enviada a Mercúrio. Em 2008 e 2009, a nave Messenger da NASA sobrevoou Mercúrio, e em março de 2011, começou a orbitar Mercúrio. A Messenger tem a missão de estudar partes de Mercúrio que ainda não tenham sido vistas. Ela permitirá que os cientistas aprendam muito a respeito deste planeta.

Crédito do Vídeo: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics
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Voyager - The Final Frontier! Voyager 1 tem ido corajosamente onde nenhuma outra Sonda tinha ido antes!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013.

Nave espacial da NASA embarca em jornada histórica para o espaço interestelar!

A sonda Voyager 1 da NASA oficialmente é o primeiro objeto feito pelo homem a se aventurar no espaço interestelar. A sonda de 36 anos de idade, está a cerca de 19 bilhões de quilômetros (12 bilhões de milhas) do nosso Sol.

Novos e inesperados dados indicam que Voyager 1 viajou por cerca de um ano em um meio repleto de plasma ou gás ionizado, presente no espaço entre as estrelas.

Voyager está em uma região de transição imediatamente fora da bolha de influência de nosso Sol, onde alguns efeitos de nossa estrela ainda são evidentes. 

Um relatório sobre a análise destes novos dados foi publicado na edição desta quinta-feira da revista Science.

"Agora que temos novos dados fundamentais, acreditamos que este é o salto histórico da humanidade para o espaço interestelar", disse Ed Stone, cientista do projeto Voyager baseado no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. Segundo ele, a equipe da Voyager precisa de tempo para analisar essas observações e dar sentido a elas.

Em 2004, a Voyager 1 primeiro detectou o aumento da pressão do espaço interestelar na heliosfera, a bolha de partículas carregadas em torno do Sol, que vai muito além dos planetas exteriores.

Os cientistas em seguida incrementaram sua busca por evidências da confirmação da chegada dela no meio interestelar. O que se sabe é que a análise e a interpretação destes tipos de dados pode levar meses ou anos.

A Voyager 1 não tem um sensor de plasma, e é por isto que os cientistas precisavam de uma maneira diferente para medir o ambiente de plasma ao redor da sonda, para fazer uma determinação definitiva de sua localização. 

A ejeção de massa coronal, ou seja, uma explosão massiva na Coroa Solar, com o surgimento de fortes ventos solares, causados pelo aumento dos campos magnéticos nesta região do Sol, que aconteceu em março de 2012, forneceu aos cientistas os dados que eles precisavam.

Quando este presente inesperado do Sol finalmente chegou no local que estava a Voyager 1, 13 meses depois, em abril de 2013, o plasma ao redor da nave espacial começou a vibrar como uma corda de violino. 

E em 9 de abril, o instrumento de ondas de plasma da Voyager 1 detectou o "movimento". 

As oscilações de campo ajudaram os cientistas a determinarem a densidade do plasma.

Estas particulares oscilações significaram que a nave espacial foi banhada por um jato de plasma, mais de 40 vezes mais denso do que aquele encontrado na camada exterior da heliosfera. Densidade dessa espécie é de se esperar no espaço interestelar.

A equipe científica revisou todos os seus dados e encontraram uma onda de plasma mais fraca, antes das atuais oscilações, por volta de outubro e novembro de 2012. 

Através da extrapolação das densidades do plasma, nas medições de ambos os eventos, a equipe determinou que a Voyager 1 entrou pela primeira vez no espaço interestelar em agosto de 2012.

"Nós literalmente pulamos da cadeira quando vimos essas oscilações em nossos dados - eles nos mostraram que a nave estava em uma região totalmente nova, comparável ao que era esperado no espaço interestelar, e totalmente diferente do que na bolha solar", Gurnett disse. "É claro que tinha passado através da heliopausa, que é o limite entre o plasma solar e o plasma interestelar."

Assista ao vídeo de boas vindas a Voyager ao Espaço Interestelar! Até o Pessoal da Série Star Trek deu seu depoimento! Carl Sagan ficaria orgulhoso!




"Esperamos que a Voyager continue a enviar dados até, pelo menos 2020. Nós estamos ansiosos para ver o que os instrumentos da Voyager vão nos mostrar a respeito do espaço profundo ". Disse Suzanne Dodd, diretora do projeto Voyager, com base no Jet Propulsion Laboratory, da NASA, em Pasadena, Califórnia 

A Voyager 1 e sua irmã gêmea, a Voyager 2, foram lançadas com 16 dias de intervalo uma da outra, em 1977. Ambas as sondas passaram por Júpiter e Saturno.

Já, a Voyager 2 também passou por Urano e Netuno. Foi lançada antes da Voyager 1, e é a maior nave espacial em operação contínua. Está a cerca de 15 bilhões de quilômetros (9,5 bilhões de milhas) de distância do nosso Sol.

Os controladores da missão Voyager ainda recebem dados da Voyager 1 e da Voyager 2 a cada dia, embora os sinais emitidos sejam atualmente muito fracos, cerca de 23 watts - o poder de uma lâmpada de geladeira. 

No momento em que os sinais chegam a Terra, eles são uma fração de um (billion-billionth) bilhão-bilionésimo de um watt. 

Os dados dos instrumentos da Voyager 1 são transmitidos para a Terra, normalmente, em 160 bits por segundo, e capturados em antenas com 34 e 70 metros de diâmetro, pertencentes às estações "Deep Space Network", da NASA . 

Viajando à velocidade da luz, um sinal enviado a partir de uma das Voyagers, leva cerca de 17 horas para chegar à Terra. Depois que os dados são transmitidos para o JPL e processados ​​pelas equipes de ciências, estes dados são disponibilizados publicamente.

"A Voyager chegou onde nenhuma sonda tinha ido antes, marcando um dos avanços tecnológicos mais significativos nos anais da história da ciência, e adicionando um novo capítulo nos sonhos e esforços científicos humanos", disse John Grunsfeld, administrador associado da NASA para ciência em Washington. "Talvez alguns futuros exploradores do espaço profundo, encontrem com a Voyager, o nosso primeiro enviado interestelar, e os faça refletirem sobre como esta intrépida espaçonave ajudou a consolidar a sua viagem."

Os cientistas não sabem quando a Voyager 1 vai chegar à parte intacta do espaço interestelar, onde não há influência do nosso Sol. 

Eles também não estão certos de quando a Voyager 2 irá cruzar a fronteira do espaço interestelar, mas eles acreditam que isto não está muito longe.

O custo das missões Voyager 1 e Voyager 2, incluindo o lançamento, operações de controle da missão e as baterias nucleares da nave, que foram fornecidas pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos,  é de cerca de 988 milhões de dólares até setembro.
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Cisne–Mitologia

quarta-feira, 11 de setembro de 2013.

Há dois mitos diferentes associados com a constelação do Cisne:

1) Faetonte (ou Phaethon) era o filho da oceânide Clímene, cujo marido era o rei etíope Mérops. Um dia a mãe de Phaethon contou a ele que Mérops não era seu pai e que seu verdadeiro pai era o deus Apollo, também conhecido como o deus do Sol (algumas crenças apontam ser Hélio - o Sol - o pai de Phaethon). 

Quando Phaethon gabou-se para seus amigos que seu verdadeiro pai era um poderoso deus, seus amigos caçoaram dele e disseram que ele não estava dizendo a verdade.

Magoado, Phaethon novamente foi perguntar a sua mãe se o que ela o havia dito era verdade, e sua mãe respondeu: “Vá até o deus do Sol e pergunte a ele você mesmo já que você duvida de minha palavra.”

O deus do Sol ficou encantado quando viu seu filho e prometeu a Phaethon que lhe daria alguma coisa para que pudesse utilizar como prova de sua ascendência divina.

Phaethon pensou por um instante e finalmente disse ao deus que ele queria sua permissão para dirigir a carruagem do Sol para cruzar o céu durante um dia inteiro. 

Apollo ficou chocado com o pedido de seu filho e imediatamente tentou convencê-lo que aquilo era uma coisa muito perigosa de se fazer e que iria reconsiderar seu pedido. Mas, Phaethon não voltou atrás e mesmo sem o consentimento de seu pai, colocou seu plano em ação.

Phaethon começou a pilotar a carruagem pelo céu, mas como era muito inexperiente em dirigir carruagens não conseguiu guiar os cavalos corretamente. 

De repente, os cavalos se assustaram com os signos do zodíaco e saíram em disparada para o alto no céu, voaram para bem alto e muito longe, na ansiedade de ressurgirem no alto do horizonte oriental e alcançar o topo da enorme cúpula do céu.
Carruagem do Sol sendo conduzida por Phaeton
Neste percurso, eles se aproximaram demasiadamente do céu e inevitavelmente chamuscaram uma enorme faixa do céu, faixa esta que se tornou a famosa Via Láctea.

Entretanto, a superfície da Terra tornou-se muito fria por causa da carruagem do Sol estar tão alta no céu e tão distante da Terra que não mais conseguia aquecê-la. 

Em seguida os cavalos mergulharam em direção a Terra para tentar envolvê-la e tornar a aquecê-la e a iluminar.

E neste movimento roçaram e dessecaram por completo a zona equatorial da Terra até deixar todos os habitantes daquela região com a pele tostada. 

Em seguida, cruzaram a África e ressecaram a Terra novamente, criando um imenso deserto, esgotando os rios, lagos e as poças de água.

Zeus, deus de todos os deuses, desorientado com o que estava presenciando, decidiu que era tempo de parar aquele moço imprudente e evitar que houvesse mais destruição.

E, assim o poderoso deus fulminou Phaethon com um raio, matando o garoto instantaneamente, e conduziu o seu corpo em combustão rolando para baixo até cair no rio Erídano. Depois, o deus conduziu em segurança os cavalos até os seus estábulos.

Entretanto, Phaethon tinha um amigo muito devotado chamado Cycnus, o rei músico dos Ligurians. E, ao ficar sabendo do destino de seu amigo, Cycnus mergulhou no rio Erídanus e nadou para todas as direções, mergulhando repetidas vezes para tentar encontrar o corpo de Phaethon. 

Seus movimentos por meio da água o induziram a experimentar como era o movimento na água de quando um cisne procura por alimento.

Apollo, vendo o esforço de Cycnus, teve piedade dele e imediatamente o retirou do rio e o colocou na constelação Cygnus, o cisne, pelo resto da eternidade.

OUTRA VERSÃO:

2) Segundo a mitologia grega, Zeus amou de diversas formas, amou tanto homens, quanto mulheres e até animais. Nesta passagem, ele se apaixonou pela rainha Leda de Esparta, esposa do Tíndaro de Esparta e filha de Thestius (Téstio), rei da Etólia, e de Eurítemis.

Leda de Leonardo da Vinci
Zeus encantando com a beleza de Leda resolveu conhecê-la, não com a aparência de um deus mas sim disfarçado como um belo cisne. 

E como uma majestosa criatura apressou-se em direção a Terra para encontrar sua desejada amada. 

Leda notou o lindo cisne que estava chegando e brincou com ele, mesmo sem saber sua verdadeira identidade. 

Ao entardecer Zeus, ainda disfarçado, seguiu sua amada Leda, cortejando-a. Neste passeio, Leda engravidou do lindo cisne no mesmo dia em que havia engravidado de seu marido, e carregou de volta para casa dois ovos em seu ventre.

Depois de algum tempo, um ovo chocou Pollux e Helen, imortais de ascendência de Zeus, o outro ovo chocou Castor e Clytemnestra, mortais de ascendência de Tíndaro, seu marido.

Muitos contam que em uma noite estrelada o grande cisne branco voou para sempre ao longo da Via Láctea e até os dias de hoje é visto na constelação Cygnus, o cisne.


Créditos:
Primeira Imagem: Constelação do Cisne por Johannes Hevelius - astrônomo polonês (1611-1687)

Pintura:
Artista: Leonardo da Vinci
Data: 1510
Local de Criação: Milão, Itália
Estilo: High Renaissance
Gênero: Pintura Mitológica
Técnica: Óleo
Material: Painel
Dimensões: 112 x 86 cm
Galeria: Galleria Borghese, Roma, Itália
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NASA lança uma sonda não-tripulada à Lua ! Veja o lançamento!

ladee-launch

Na sexta-feira (06/09), a NASA fez um lançamento histórico! Enviou uma sonda não-tripulada à Lua para estudar (algo que você pode pensar que não existe…): a atmosfera da Lua.

Às 23:27, a Ladee (Atmosfera Lunar and Dust Environment Explorer) decolou do Mid-Atlantic Regional Spaceport na Virgínia.

A sonda não tripulada está agora em uma viagem de 30 dias para a Lua, onde irá estudar a atmosfera quase inexistente do satélite.


Esta é a primeira missão lunar a ser lançada a partir da Ilha Wallops, e as condições claras deu aos espectadores da costa leste dos EUA um show espetacular.

Viagem à Lua

Ladee está atualmente na fase de “Faseamento de Órbitas” da missão. Ao contrário da missão Apollo, onde a nave foi impulsionada em um gigantesco foguete Saturno V e enviado diretamente para a Lua em três dias, Ladee irá executar uma série de órbitas altamente elípticas e usar a gravidade da Terra com estilingue para uma interceptação com a Lua, que vai levar cerca de 30 dias para ser concluído.

Impressão de artista mostrando a Ladee e a Lua ao fundo
(Imagem: NASA)
Uma vez que atinja a Lua, Ladee disparará seus motores durante três minutos para entrar em órbita lunar (com fogos subseqüentes). E em seguida entrará em uma órbita circular de 156 milhas (250 km) acima da superfície lunar onde vai circundar a Lua uma vez a cada duas horas.

Depois disso, Ladee entrará na sua fase de comissionamento, durante a qual vai passar por um check-out de 40 dias de seu equipamento e realizar a LLCD (Lunar Laser Communications Demonstration), experimento para demonstrar o uso de lasers para a comunicação de alta velocidade com a Terra. Nos últimos dez dias de funcionamento, a sonda irá reduzir sua órbita em 46,6 milhas (75 km).


Gráfico que mostra a programação completa da missão da Ladee
(Imagem: NASA)
O maior problema orbital é que o campo gravitacional da Lua é muito desigual, o que significa que, para manter uma órbita precisa em tão baixa altitude vai exigir uma série de disparos de foguetes, o que limitará a missão a apenas cerca de 160 dias, incluindo 100 dias da Fase de Ciência.

A Lua tem quase nenhuma atmosfera, o que é uma condição que ela compartilha com a maioria das luas do Sistema Solar.

Isso faz com que a atmosfera lunar, que é o tipo mais comum, seja extremamente interessante para os cientistas que tentam entender ambientes em geral.

Os principais objetivos da missão dos EUA que custou $ 280.000.000, será estudar a densidade global, composição, e qualquer variabilidade espacial e temporal da atmosfera lunar, a presença e a natureza de poeira na atmosfera, e o tamanho, carga e distribuição espacial dos grãos de poeira eletrostaticamente transportados. Estes últimos são de particular interesse, uma vez que têm um impacto sobre a futura exploração lunar e a astronomia baseada na Lua.

Impressão de artista mostrando a Ladee com seus foguetes acionados
(Imagem: NASA)

A fase final da missão Ladee é a Desmobilização. Quando a sonda esgotará seu combustível, e não será mais capaz de manter uma órbita estável.

Após a transmissão do último relatório de dados, a espaçonave ficará offline e receberá a permissão para fazer uma queda descontrolada após decaimento orbital natural.

O vídeo abaixo mostra o lançamento Ladee da Ilha Wallops, e o seguinte uma animação mostrando Ladee em órbita.











Crédito da animação: NASA Ames/Dana Berry

Fonte: NASA
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Uma Espiral na Bomba de Ar!

terça-feira, 10 de setembro de 2013.
A spiral in the Air Pump


Situada a mais de 110 milhões de anos-luz de distância da Terra na constelação de Antlia (a bomba de ar), a galáxia espiral IC 2560, foi capturada em uma imagem do telescópio Espacial da NASA / ESA. 

A esta distância pode se considerar que IC 2560 é uma galáxia espiral situada relativamente perto, e faz parte do aglomerado Antlia - um grupo de mais de 200 galáxias, mantidas juntas pela gravidade.

Esse aglomerado é incomum, diferente da maioria dos outros aglomerados de galáxias, parece não ter galáxia dominante dentro dele.

Nesta imagem, é fácil identificar os braços espirais da IC 2560 e sua estrutura barrada. Esta espiral é o que os astrônomos chamam de uma galáxia Seyfert-2, um tipo de galáxia espiral caracterizada por um núcleo extremamente brilhante e linhas de emissão muito fortes de certos elementos - hidrogênio, hélio, nitrogênio e oxigênio. 

O centro brilhante da galáxia pode ter sido causado pela ejeção de enormes quantidades de gás super-quente da região em torno de um buraco negro central.

Há uma história por trás do nome desta peculiar constelação. Antlia foi originalmente chamada de Antlia Pneumática pelo astrônomo francês Abbé Nicolas Louis de Lacaille, em homenagem a invenção da bomba de ar, no século 17.

Crédito: Telescópio Espacial Hubble / Agência Espacial Européia e NASA
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Cygnus X-1 - Um Buraco Negro de Massa Estelar

segunda-feira, 9 de setembro de 2013.

A Ilustração de um artista acima mostra o que os astrônomos acham que está acontecendo dentro do sistema Cygnus X-1. 

Cygnus X-1 é o chamado buraco negro de massa estelar, uma classe de buracos negros que vem a partir do colapso de uma estrela massiva. 


Podemos ver nesta imagem óptica, Cygnus X-1 descrito em uma caixa vermelha. Cygnus X-1 está localizado perto de grandes regiões ativas de formação de estrelas na Via Láctea, como pode ser visto nesta imagem que se estende por cerca de 700 anos-luz de diâmetro.

O buraco negro puxa material de uma estrela companheira, maciça azul, em direção a ela. Este material forma um disco (mostrado em vermelho e laranja), que gira em torno do buraco negro antes de cair nele ou de ser redirecionado para longe do buraco negro em forma de jatos potentes. 

Usando dados de raios-X de Chandra, do Rossi X-ray Timing Explorer e do Satélite Avançado de Cosmologia e Astrofísica, os cientistas foram capazes de determinar o “spin” de Cygnus X-1 com uma precisão sem precedentes, mostrando que o buraco negro está girando muito perto de sua taxa máxima. 

Seu horizonte de eventos - o ponto de não retorno para material que cai em direção a um buraco negro, está girando em torno de mais de 800 vezes por segundo. 

Além disto, conseguiram fazer uma determinação precisa para a massa de Cygnus X-1, de 14,8 vezes a massa do Sol.

Os pesquisadores também anunciaram que fizeram a estimativa mais precisa da distância de Cygnus X-1 utilizando o VLBA. A nova distância é de cerca de 6.070 anos-luz da Terra.



PARA SE ENTENDER MELHOR: CYGNUS X-1 

Cygnus X-1 é um sistema binário de estrelas localizado a cerca de 6.0700 anos-luz da Terra na Constelação do Cisne, e é uma poderosa fonte de ondas de rádio X. Cygnus X-1 é associado com uma estrela fraca (HDE 226868), uma gigante azul, que possui um período orbital de 5,6 dias. 

Esta estrela gigante azul tem cerca de 30 vezes a massa do nosso Sol, e sua companheira invisível tem uma massa de cerca de 10 massas solares. 

Ambas são tão grandes quanto uma anã branca ou uma estrela de nêutrons, e por este motivo supõem-se que elas devam ser um buraco negro. 

Uma boa porção destas estrelas gigantes azuis terminam suas vidas como supernovas, estrelas de nêutrons ou como buracos negros.

Cygnus X-1 é também uma fonte de rádio.

Crédito da Imagem óptica: Digitized Sky Survey
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Orion A – uma homenagem póstuma ao Observatório Herschel!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013.
orion-a-star-formation-region-2


O que aparenta ser uma mãe ninando seu filho nos braços, nada mais é que a belíssima nuvem de formação de estrelas de Orion A, capturada pelo Observatório Espacial Herschel da ESA. 

A famosa nebulosa de Órion encontra-se dentro da região central brilhante desta cena, onde ocorre a formação mais intensa de estrelas maciças. 

Publicamos este artigo como uma homenagem ao Observatório Espacial Herschel que realizou mais de quatro anos de observação do cosmos em luz infravermelha.

Herschel foi desligado para sempre em 17 de junho de 2013
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Cisne

quinta-feira, 5 de setembro de 2013.
Cisne é uma constelação boreal, ou seja, localizada no hemisfério norte celeste. Ela pode ser observada durante o verão de cidades localizadas no hemisfério norte, desde a latitude 0º Norte até 90º Norte. No zênite pode ser vista quando o observador estiver localizado em cidades próximas a latitude 44º Norte.

No hemisfério sul, é muito difícil ver Cisne e sua observação fica um pouco limitada devido a ser uma constelação do hemisfério norte, podendo ser apenas observada de algumas cidades e de preferência no inverno do hemisfério sul. 

Cygnus - ilustração

Torna-se muito mais fácil localizar esta constelação quando o observador estiver localizado em cidades mais próximas da linha do Equador. Neste caso, quanto mais ao norte o observador estiver, mais alta esta constelação estará no céu. Quanto mais ao sul, menores ficam as chances de visualização desta constelação na sua totalidade.


Cisne só é visível completamente no céu do hemisfério sul em regiões localizadas entre as latitudes 0º Sul e 28º Sul. As cidades localizadas nas proximidades da latitude 28º Sul e limitadas a ela, visualizam esta constelação muito próxima do horizonte. 

A visualização desta constelação fica parcialmente comprometida em regiões localizadas entre as latitudes 28º Sul e 62º Sul, pois só é possível localizar parte desta constelação. Já as cidades localizadas entre as latitudes 62º Sul e 90º Sul jamais conseguem ver Cisne no céu, pois ela estará sempre escondida abaixo do horizonte do observador.

A localização da constelação de Cisne fica facilitada se primeiro localizamos no céu a constelação de Cepheus, Cisne estará ao sul desta constelação.



Cisne é uma grande constelação do céu que cruza o equador da via Láctea que é uma região muito rica de estrelas brilhantes, de inúmeros aglomerados de novas, de supernovas e belíssimas nebulosas. 

A estrela alpha do Cisne, “alpha Cyg”, é uma estrela gigante imensamente luminosa que é considerada a mais brilhante da constelação e a 19ª mais brilhante de todo o céu profundo, e possui magnitude visual de 1,25. Esta estrela pode também ser chamada de “alpha Cygni” e de “Deneb” que provém do árabe “dhanab” e significa “cauda”.

Em cidades que possuam muita poluição luminosa a localização de Cisne fica totalmente comprometida, pois o ideal seria observá-la em áreas sem nenhuma luz, ou seja, sem poluição luminosa.

Ao observar a constelação do Cisne (Cygnus) podemos nela localizar alguns objetos interessantes!

Assista ao vídeo:


Nome em Português: Cisne
Genitivo Latino: Cygni
Abreviação do nome: Cyg.
Origem do nome: Do latim “Cycny” que significa “Cisne” 
Localização: Constelação boreal - localizada no hemisfério norte celeste
Família de constelações: Pertencente a família de constelações de Hércules


Constelações limites

Ao Sul: constelação da Raposa (Vulpecula) e de Pégaso (Pegasus);
À Oeste: constelação da Lira (Lyra) e do Dragão (Draco);
Ao Norte: constelação do Dragão (Draco) e de Cefeu (Cepheus);
À Leste: constelação do Lagarto (Lacerta), de Pégaso (Pegasus) e de Cefeu (Cepheu);
Ascensão reta: de 22h02 min. a 19h07min. 
Declinação: de +61º a +27º


Créditos das Imagens:

M29: 2MASS IR telescopes. 
M39: Heidi Schweiker, WIYN, NOAO, AURA, NSF 
IC 5146: Jean-Charles Cuillandre (CFHT), Hawaiian Starlight, CFHT 
IC 5067:Trecho da Nebulosa do Pelicano IC 5070 - Russell Croman 
NGC 6960: Trecho da Nebulosa do Véu - Martin Pugh 
North America Nebula: Jason Ware 
Cygnus Rift: A. Fujii 

Projeção: software Starry Night
Efeitos: As Maravilhas do Céu Estrelado
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Uma Lagarta Cósmica!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013.


Será que esta "nuvem interestelar" em forma de lagarta irá evoluir e se tornar uma borboleta espacial?

"Ainda não temos certeza". O que sabemos é que o nó em forma de "lagarta", chamada de IRAS 20324+4057, é uma protoestrela num estágio evolutivo inicial, num processo de "recolhimento" do material presente no gás que a circunda. 

Ela surge da contração de material do meio interestelar, fica imersa e obscurecida por este material boa parte de sua vida. Quando vem à tona, exibe toda sua beleza, já bem formada e finalizada. 

Em alguns casos, materiais maiores podem resistir à pressão e permanecer orbitando em torno da estrela. São os protoplanetas. 

Protoestrelas desta região do céu costumam eventualmente se tornar jovens estrelas com massas de 1 a 10 vezes a massa do nosso Sol. 

Porém, ninguém sabe qual massa esta estrela resultante terá, também não se conhece o destino dela. Podendo a atmosfera exterior da nova estrela se expandir e ela se transformar em uma nebulosa planetária com forma de "borboleta" talvez, ou até mesmo, se a captura de material externo for tão grande de maneira que ela se transforme em uma enorme estrela que um dia terá seu fim em uma explosão de Supernova.

IRAS 20324+4057 está localizada a 4.500 anos-luz de nós na Constelação do Cisne (Cygnus).

Crédito: NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), and IPHAS
Data da Imagem: 29 de Agosto de 2013
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Nebulosas Planetárias! Em marcha!


Astrônomos descobriram que nebulosas planetárias da família cósmica bipolar do centro de nossa galáxia, em forma de ampulheta ou borboleta, tendem a estar misteriosamente alinhadas no céu. O que é um resultado surpreendente, dadas as suas diferentes histórias e propriedades variadas de cada nebulosa.

Para a pesquisa, os astrônomos usaram o telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e o telescópio New Technology do ESO para explorar mais de 100 nebulosas planetárias localizadas no bojo central da nossa galáxia.

Todas estas nebulosas são formadas em lugares diferentes e têm características diferentes. Nem as nebulosas individuais, nem as estrelas que elas formaram, interagem com outras nebulosas planetárias.

No entanto, um novo estudo realizado por astrônomos da Universidade de Manchester, Reino Unido, agora mostra semelhanças surpreendentes entre algumas dessas nebulosas: muitas delas estão "estranhamente" alinhadas no céu, ou seja, alinhadas da mesma forma.

O estágio final da vida de uma estrela como o nosso Sol têm como resultado uma expansão e expulsão das camadas externas da estrela para fora no espaço circundante, formando objetos conhecidos como nebulosas planetárias, em uma ampla gama de belas e marcantes formas. Um tipo destas nebulosas são conhecidas como nebulosas planetárias bipolares, pois criam uma névoa em forma de ampulheta ou em forma de borboleta em torno de sua estrela-mãe.


A pesquisa é apresentada em um artigo intitulado "Alignment of the Angular Momentum Vectors of Planetary Nebulae in the Galactic Bulge" nas notícias mensais do "Royal Astronomical Society" .


Nebulosas contidas na Imagem acima: 
Linha 1: NGC 6302, NGC 6881, NGC 5189, 
Linha 2: M2-9, Hen 3-1475, Hubble 5


Créditos:
ESA/Hubble & NASA 
NGC 6302: NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team 
NGC 6881: ESA/Hubble & NASA 
NGC 5189: NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) 
M2-9: Bruce Balick (University of Washington), Vincent Icke (Leiden University, The Netherlands), Garrelt Mellema (Stockholm University), and NASA/ESA 
Hen 3-1475: ESA/Hubble & NASA 
Hubble 5: Bruce Balick (University of Washington), Vincent Icke (Leiden University, The Netherlands), Garrelt Mellema (Stockholm University), and NASA/ESA
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Espiral Floculante - NGC 2841

A formação de estrelas é um dos processos mais importantes na formação do Universo, que desempenha um papel fundamental na evolução das galáxias, e é nos primeiros estágios de formação das estrelas que os sistemas planetários são formados.

No entanto, ainda há muito que os astrônomos não entendem. Por exemplo, como é que as propriedades dos berçários estelares variam de acordo com a composição e densidade do gás presente, e o que desencadeia a formação de estrelas em primeiro lugar? 

A força motriz por trás da formação de estrelas é particularmente clara para um tipo de galáxia chamada de espiral floculante, como por exemplo a NGC 2841, mostrada aqui, que apresenta braços espirais curtos ao invés de membros galácticos proeminentes e bem definidos.

Uma espiral floculante é uma galáxia com estruturas irregulares no seu disco, em vez de uma estrutura bem organizada em espiral. Braços espirais são muito difíceis de rastrear nestas galáxias, muitas vezes, começam e param de forma aleatória. 

Pensa-se que a estrutura dos discos espirais de floculantes, provém de regiões de formação de estrelas que tenham sido estiradas em padrões de forma espiral, pela rotação diferencial da galáxia. Esta é a idéia-chave, subjacente à auto-propagação do modelo de formação de estrelas, para a origem dos braços espirais .

NGC 2841 está localizada a 46 milhões de anos-luz na constelação da Ursa Maior.



Crédito: NASA, ESA e Hubble Heritage (STScI / AURA) -ESA/Hubble
Colaboração Agradecimentos: M. Crockett e S. Kaviraj (Universidade de Oxford, Reino Unido), R. O'Connell (University of Virginia), B. Whitmore (STScI) e Comitê de Supervisão Científica da WFC3.
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Hyades - As irmãs que nunca mais pararam de chorar! - Mitologia e História

terça-feira, 3 de setembro de 2013.
As Hyades eram também filhas de Atlas com Pleione, mas outras versões afirmavam que sua mãe era a oceânide chamada Aethra. 

Elas tinham muito amor por seu irmão Hyas, e quando ele morreu enquanto caçava, suas irmãs afligiram-se tanto que elas nunca mais pararam de chorar.  Elas foram transformadas em um grupo de estrelas em forma de "V" e colocadas na cabeça do Touro (Taurus) na constelação de mesmo nome.

As Hyades eram popularmente conhecidas como “as fazedoras de chuva”.

Existem várias versões a respeito do número que compunham as Hyades, mas a versão mais popular totaliza sete irmãos, e aparecem no asterismo que leva o mesmo nome, a saber: Ambrosia, Eudora, Pedile , Coronis, Polyxo , Phyto , e Tione , ou Dione.

Zoom - Asterismo Hyades - Na cabeça do Touro
Os gregos acreditavam que o nascer e o se pôr das estrelas Hyades sempre foram associadas a chegada das chuvas. Diz a lenda, que a revolta das Hyades era um presságio das chuvas, e que provavelmente eram formadas pelas contínuas lágrimas dos corações partidos das irmãs. 

Projeção realizada no software: Starry Night
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NGC 6791 - O mais antigo e enigmático aglomerado aberto de estrelas!

NGC 6791 é um dos mais antigos e maiores aglomerados abertos de estrelas conhecido, com tamanho 10 vezes maior do que outros aglomerados abertos e com cerca de 10.000 estrelas. 

Mas como ele ficou tão complexo ? 

Aglomerados Abertos estelares geralmente contêm algumas de centenas de estrelas cada uma com menos de um bilhão de anos de idade.

No entanto, o aglomerado aberto estelar NGC 6791 contém milhares de estrelas recentemente analisadas e datadas com cerca de 8 bilhões de anos, muito maior que a maioria de aglomerados abertos. 

O que é realmente confuso, porém, é que as estrelas de NGC 6791 são relativamente "sujas" - as quantidades minúsculas de elementos pesados, ​​elementos genericamente chamados de metais, são elevados em relação à maioria dos outros aglomerados de estrelas. 

Estrelas mais velhas devem ser "pobres" de metal, uma vez que os metais foram lentamente se acumulando em nossa galáxia Via Láctea. 

Este enigma faz com que NGC 6791 seja um dos aglomerados abertos mais estudados e um possível exemplo de como as estrelas podem evoluir no centro das galáxias.

NGC 6791 é um pouco fraco para se observar, mas os "aventureiros estelares" podem tentar observá-lo a menos de um grau a sudeste da laranja estrela θ Lyrae , em um campo de estrelas moderadamente rico de estrelas fracas localizadas na borda da Via Láctea .


Este grupo pode ser visto de ambos os hemisférios terrestres, embora a sua declinação favoreça os observadores do norte (do hemisfério norte). A partir das regiões boreais é extremamente alto no céu nas noites de verão, enquanto que no hemisfério sul é muito baixa, com exceção de áreas próximas ao equador. No entanto, é visível a partir de quase todas as áreas povoadas da Terra. A melhor época para a sua observação no céu noturno é entre junho e novembro.

NGC 6791 é um aglomerado aberto na direção da constelação de Lira (Lyra). O objeto foi descoberto pelo astrônomo Winnecke em 1853, usando um telescópio refrator com abertura de 3 polegadas. Devido a sua moderada magnitude aparente (+9,5), é visível apenas com telescópios amadores ou com equipamentos superiores.

Crédito da Imagem:NASA, ESA, and L. Bedin (STScI)
Crédito do Vídeo: NASA , ESA , e G. Bacon ( STScI )

O filme dá um "look" especial no NGC 6791, um dos grupos mais antigos e maiores aglomerados abertos conhecido pelo telescópio espacial Hubble. A detecção de anãs brancas que variam em idade leva os astrônomos a repensar a teoria de que as estrelas encontradas nesses aglomerados.
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As Plêiades - Mitologia e História

segunda-feira, 2 de setembro de 2013.
De acordo com a mitologia grega, Pleione, uma oceânide que era filha dos titãs Oceano e de Tétis 1, e esposa de Atlas, um gigante que foi condenado pelos deuses a carregar por toda a eternidade a abóboda celeste sobre seus ombros, teve sete filhas: Mérope, Alcione, Electra, Celeno, Maia, Taigete e Asterope. 

Diz a lenda, que Pleione e suas filhas quando estavam passeando pela Beócia encontraram por acaso Orion, o caçador. Orion, quando as viu, imediatamente caiu de amor por elas e passou a persegui-las por sete anos. 

Mas, quando elas queixaram-se aos deuses que estavam sendo perseguidas por Orion, os deuses comovidos, colocaram-nas entre as estrelas para protegê-las na cauda do Touro. 

E a partir deste dia as sete irmãs se tornaram as Plêiades, e sua mãe Pleione foi colocada no céu ao lado do grupo em forma de uma estrela, e lá, está zelando por toda a eternidade por suas queridas filhas.

Na antiguidade, a elevação das Plêiades no céu era considerada um sinal para antigos marinheiros de que uma boa estação do ano para a navegação havia começado. 

Eles acreditavam que quando as Plêiades eram avistadas no céu, representava o surgimento de uma deusa que protegia os marinheiros das terríveis tempestades. E é por isto que o céu, em muitas culturas, era considerado um guia espiritual.

As Plêiades são um mapa do cosmos pré-histórico, são conhecidas desde a pré-história, e acredita-se que naquela época faziam parte de muitas culturas ao redor do mundo, já que também acreditavam que havia algum tipo de conexão das Plêiades com as boas estações para a agricultura daquele tempo.
As Plêiades (M45) - Espaço Profundo
Há 17.000 anos atrás, nas latitudes mais altas de nosso planeta, e em consequência da precessão dos equinócios, esta região ficou visível no céu e ficou sem se esconder abaixo do horizonte e por isto teria sido especialmente proeminente no início das estações.

Chegou a ser mencionada por Homero em 750 a.C. em sua Ilíada, e por volta de 720 a.C. em sua Odisséia, e por Hesíodo em seus escritos em 700 a.C.. 

Na Bíblia existem três referências as Plêiades (chamado de "Kiymah"): Job 9:7-9, Job 38:31-33, e Amos 5:8.

Alguns acreditam que já existiam referências às Plêiades no ano 1.000 a.C., mais ou menos na época do reinado do rei Davi e Salomão na antiga Israel; ou até mais cedo, no 13º ou 16º século antes de Cristo, na época de Moisés.

Em outras antigas culturas, cerimônias em honra à morte eram realizadas exatamente no dia em que as Plêiades alcançavam seu ponto mais alto no céu da meia noite (no final do mês de Outubro). 

Já os antigos astecas, acreditavam que as Plêiades estariam situadas no céu à meia noite, no dia em que o mundo chegasse ao seu fim.
As Plêiades - Pintura à óleo
As Plêiades também carregavam o nome de “sete irmãs”, de acordo com a mitologia grega, já que as relacionava com as sete filhas de Atlas com Pleione. 

O nome japonês das Plêiades é “Subaru”, nome que foi utilizado por eles para batizar o famoso carro de mesmo nome. 

Os persas as chamavam de "Parveen/parvin" e de "Soraya", sendo o último nome a forma que outrora a imperatriz era chamada. 

Os catálogos de estrelas babilônicos chamavam-nas de "MUL.MUL", ou "estrela de estrelas", e elas encabeçavam a lista de estrelas da eclíptica, refletindo o fato que elas estavam próximas do ponto do equinócio vernal em torno do século 23 a.C..
Localização das Estrelas do asterismo "Seven Sisters", as Sete
Irmãs, conhecido mundialmente por Plêiades (M45). 
As Plêiades estão sendo veladas por toda a eternidade por 
seus pais Atlas e Pleione. 
Projeção: Starry Night
Efeitos: As Maravilhas Do Céu Estrelado
Na antiga Europa o nome indicava que eles a comparavam com uma “galinha com seus pintinhos”.
As Plêiades também eram conhecidas em sânscrito como “Krittikas”, mas o nome provém do grego "peleiades” que se traduz como "revoada de pombas". 

Já os gregos Eudoxo de Cnido (entre 403 e 350 a.C.) e Arato (cerca de 270 a.C.) listaram as Plêiades em uma constelação própria e única de nome "Os Aglomeradores".

Em 1940, um mapa do céu mostrando as Plêiades, datado com 16.500 anos de idade, foi descoberto inscrito na parede de uma caverna em Lascaux, na França central.


Primeira Foto: As Plêiades, de Elihu Vedder (1885)
Projeção realizada no software: Starry Night
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O Céu Noturno de Setembro de 2013

Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil para também podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.

Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Setembro/13
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