APRESENTAÇÃO DO CANAL

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A descoberta de três Buracos Negros Supermassivos em uma única galáxia "agitam" o Espaço-Tempo!

segunda-feira, 7 de julho de 2014.
Os astrônomos descobriram três buracos negros supermassivos em uma galáxia localizada a mais de 4 bilhões de anos-luz de distância. 

Segundos os cientistas, este é o trio mais notável e mais "íntimo" de buracos negros conhecidos até o momento (devido sua proximidade um do outro), de um total de quatro sistemas de buracos negros triplos já descobertos, já que a maioria das galáxias possuem apenas um em seu centro (geralmente com uma massa entre 1.000.000-10.000.000.000 de vezes maior do que o Sol). 

Mas, se a maioria das galáxias contêm um buraco negro supermassivo - por que esta galáxia tem três? 

A razão provável é que galáxias como a J1502-1115 é o produto da recente coalescência de três pequenas galáxias. 

Os dois mais próximos buracos negros são mostrados acima, e foram solucionados pela grande variedade coordenada de ondas de rádio de antenas que estão espalhadas pela Europa, Ásia e África. 

Estes dois buracos negros supermassivos estão separadas por cerca de 500 anos-luz e cada um tem uma massa provavelmente de 100 milhões de vezes a massa do nosso sol. 

A descoberta sugere que estes buracos negros supermassivos são muito mais comuns do que se pensava. 

A equipe, liderada pelo Sul-Africano Dr. Roger Deane da Universidade da Cidade do Cabo, usaram uma técnica chamada "Very Long Baseline Interferometry " (VLBI) para descobrir dois buracos negros internos do sistema triplo. 

Esta técnica combina os sinais de grandes antenas de rádio separadas por até 10.000 quilômetros entre si, para ver detalhes 50 vezes mais nítidos do que é possível ver com o Telescópio Espacial Hubble. 

As observações foram feitas com a "European VLBI Network" (EVN) e os dados foram correlacionados no "Joint Institute for VLBI" na Europa (JIVE) em Dwingeloo, na Holanda. 

"O que resta de extraordinário para mim é que esses buracos negros, que estão no extremo da Teoria da Relatividade Geral de Einstein, estão orbitando um ao outro a uma velocidade de 300 vezes a velocidade do som na Terra ", diz Deane. 

Esses sistemas são importantes por diversas razões, em termos de evolução de galáxias, sabe-se que os buracos-negros, especialmente os localizados em núcleos galácticos ativos (AGN), influenciam na forma de como as galáxias evoluem, e entender como muitas vezes os buracos negros se fundem é fundamental para este trabalho. 

Além disso, um sistema como este é uma fonte de ondas gravitacionais no Universo, se a Relatividade Geral estiver correta. 

Radiotelescópios do futuro, tais como o SKA*, "Square Kilometre Array" será capaz de medir as ondas gravitacionais de tais sistemas. Mas, neste momento, muito pouco se sabe sobre os sistemas de buracos negros que são tão próximos um do outro e a emissão de ondas gravitacionais detectáveis. 

Para entender melhor o VLBI e e-VLBI 

VLBI é um método astronômico pelo qual vários radiotelescópios distribuídos através de grandes distâncias observam a mesma região do céu ao mesmo tempo. 

Os dados de cada telescópio é enviado para uma central de "correlação" para produzir imagens com maior resolução do que os mais poderosos telescópios ópticos. 

Normalmente esses dados são gravados em discos rígidos que são enviados para o correlator, mas os dados também podem ser transmitidos e correlacionados em tempo real, uma técnica conhecida como e-VLBI. 

Os autores utilizaram a técnica de e-VLBI para a seleção inicial de seu alvo a partir de uma amostra de seis duplas de candidatos a buracos negros supermassivos.

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*SKA, "Square Kilometre Array", será o maior e o mais potente radiotelescópio do mundo. Ele está sendo desenvolvido na Austrália e na Africa do Sul, e será capaz de abranger uma área total de coleta de aproximadamente um quilômetro quadrado. Ele vai operar em uma ampla faixa de frequências e seu tamanho irá torná-lo 50 vezes mais sensível do que qualquer outro instrumento de rádio. Ele vai exigir motores centrais de computação de altíssimo desempenho e ligações de longa distância, com uma capacidade maior do que o tráfego atual global da Internet . Ele será capaz de examinar o céu mais de dez mil vezes mais rápido do que nunca.
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Co -autor da pesquisa: Zsolt Paragi
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O Céu Noturno de Julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014.
Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil também para podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.



Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Julho/14
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Você Sabia? Que amanhã a Terra estará mais afastada do Sol?

Afélio e Periélio da Terra em seu movimento de Translação
Exatamente isto! Amanhã a Terra estará em seu AFÉLIO (do latim "aphelium", "apos", que quer dizer longínquo), que é o ponto da órbita em que um planeta ou um corpo menor do sistema solar está mais afastado do Sol.

As órbitas de todos os planetas são sempre elípticas, tendo sempre um ponto mais afastado (afélio) e um ponto mais próximo (periélio), localizado na extremidade oposta. 

A distância entre a Terra e o Sol, no afélio, é de aproximadamente 1,0167 unidades astronômicas ou 152.093.369,99 quilômetros. 

Quando um astro se encontra no afélio, ele tem a menor velocidade de translação de toda a sua órbita. 

A linha da elipse, para o eixo maior (2a),  também contém o periélio, a distância mais próxima do Sol, que ocorrerá em 04/01/2015 ás 06:23:28 horas. (Tempo Universal de Greenwich).

Esta linha se "move" sobre a eclíptica (de oeste para leste, na figura, em sentido anti-horário), cerca de 11.5" de arco de grau por ano, e faz uma volta completa sobre a órbita terrestre a cada 112.695,65 anos da Terra. 

Para se ter uma ideia, dentro de 56.347,82 anos, o periélio ocorrerá em uma data próxima a 4 de Julho. 

Esse movimento ocorre em toda órbita (elipse) de um planeta, cometa ou asteroide. 

Fonte: el observador astronómico

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SWARM, da ESA, confirma o enfraquecimento do Campo Magnético da Terra! Assista ao Vídeo!

segunda-feira, 30 de junho de 2014.
Em 19 de junho, os cientistas da ESA encontraram-se em Copenhague para demonstrar o primeiro conjunto de resultados da missão SWARM, que revelou as mais recentes mudanças no campo magnético que protege o nosso planeta.

Campo Magnético da Terra - Junho de 2014
Lançada em novembro de 2013, Swarm está fornecendo "insights", sem precedentes, sobre o complexo funcionamento do campo magnético da Terra, aquele que nos protege da radiação cósmica e do bombardeamento de partículas carregadas vindas do espaço.

E até agora, estes dados indicam que o campo magnético da Terra parece ter enfraquecido substancialmente nos últimos anos, cerca de 10%. 

Algumas medições feitas durante os últimos seis meses confirmam a tendência geral de enfraquecimento do campo, com as quedas mais dramáticas concentradas no Hemisfério Ocidental. 

Por outro lado, observou-se o efeito contrário no sul do Oceano Índico, onde o campo tem sido consideravelmente reforçado. 

Outro fato NOTÁVEL, é que os focos representam que a polaridade norte do campo magnético da Terra também parece ter-se deslocado para a Sibéria. 



Estas modificações são baseadas nos sinais magnéticos provenientes do núcleo da Terra. E nos próximos meses, os cientistas vão analisar os dados para desvendar as "contribuições magnéticas" provenientes de outras fontes, ou seja, do manto, crosta, oceanos, ionosfera e da magnetosfera.

Isto irá proporcionar uma nova visão sobre muitos processos naturais, desde aqueles que ocorrem profundamente dentro do nosso planeta, e a meteorologia espacial desencadeada pela atividade solar. Por sua vez, esta informação irá produzir uma melhor compreensão do por quê o campo magnético da Terra está enfraquecendo.

"Esses resultados iniciais demonstram o excelente desempenho do Swarm", disse Rune Floberghagen, Gerente da Missão Swarm da ESA.

PARA ENTENDER MELHOR:

A missão da Agência Espacial Europeia, SWARM, foi lançada em novembro de 2013, e é composta por três satélites em órbita que tem o objetivo de estudar o campo magnético da Terra.

Os satélites SWARM têm a missão de descobrir quais os componentes que influenciam o comportamento do campo magnético da Terra e observar sua relação com a atividade solar. 

Eles são capazes de fazer medições de alta resolução da força e da precisão, direção e variações do campo magnético da Terra, que são complementadas por medições de navegação precisas, acelerômetros e campo elétrico, e fornecem dados essenciais para a modelagem do campo geomagnético e sua interação com os outros aspectos físicos do sistema Terra. 

Os resultados fornecem uma visão única do interior da Terra a partir do espaço, e fornecem dados sobre a composição e os processos internos que estão sendo estudados em detalhes, aumentando assim o conhecimento dos processos atmosféricos e os padrões de circulação dos oceanos que afetam o clima global. 

CURIOSIDADE:

Há vários cientistas que afirmam que num curto prazo de tempo, em torno de 5.000 a 10.000 anos, a Terra irá sofrer os efeitos de uma mudança de polaridade de seu Campo Magnético, ou seja, a polaridade norte será "trocada" com a do Sul. Será?

Info Fonte:ESA

Vídeo: European Space Agency, ESA
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Túnel do Tempo: Carta Celeste criada em 1670 pelo cartógrafo holandês Frederik de Wit

quarta-feira, 18 de junho de 2014.
A imagem mostra uma ilustração de um mapa celeste, carta celeste*, que foi criado em 1670 pelo cartógrafo holandês Frederik de Wit (1629/1630 - 1706).

Nele, podemos ver os símbolos do zodíaco e outras figuras da Mitologia Grega. 

Além disto, o Planisfério Celeste mostra as constelações boreais e austrais, os planetas: Mercúrio, Marte, Vênus e Saturno, as fases da Lua e do Sol, e a representação mitológica do nosso Universo. 

* Uma Carta Celeste é um mapa do céu noturno. Os astrônomos costumam dividi-las em grades para usá-las mais facilmente. São usadas ​​para identificar e localizar objetos astronômicos como estrelas, constelações, galáxias, e outros astros, e têm sido usadas ​​para a navegação humana desde os tempos antigos. Uma carta celeste difere-se de um catálogo astronômico, que é uma lista ou uma tabulação de objetos astronômicos para um propósito particular. Um planisfério é um tipo de mapa celeste.

Fonte: Stars and Constellations
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Você Sabia? Que o Cinturão de Asteroides tem a largura de 1,5 vezes a distância entre a Terra e o Sol?

segunda-feira, 16 de junho de 2014.
O cinturão de asteroides, ou cintura de asteroides, é uma região do Sistema Solar, compreendida aproximadamente entre as órbitas de Marte e Júpiter, que abriga múltiplos objetos irregulares denominados asteroides. 

Os asteroides são corpos celestes rochosos e metálicos que orbitam o Sol e podem ser encontrados em várias regiões do nosso Sistema Solar, e de qualquer outro, mas no nosso caso, a maioria se encontra no Cinturão de Asteroides.

Existem trilhões de asteroides catalogados nesta famosa faixa do céu de largura de 1,5 vezes a distância Terra-Sol. Dentre eles, mais de 150 milhões têm os seus diâmetros superiores a 100 m, e por volta de 2 milhões têm seu diâmetro superior a 1 km. 

Esta faixa tornou-se popularmente conhecida como cintura principal, contrastando com outras concentrações de corpos menores, como por exemplo, o cinturão de Kuiper ou os asteroides troianos que co-orbitam Júpiter, ou seja, estão na mesma órbita de Júpiter.

Os asteroides diferem dos planetas porque são menores e, atualmente, segundo a nova definição estipulada pelo IAU (União Astronômica Internacional, do inglês, International Astronomical Union), só são considerados planetas, os corpos celestes que além de outras características, têm a órbita livre, ou seja, não possuem outros corpos celestes na mesma órbita, o que não ocorre no caso de um cinturão com bilhões de asteroides.

O cinturão de asteroides se formou provavelmente da colisão de diversos corpos maiores que, ao colidirem entre si, se partiram em diversos pedaços menores, ainda na época de formação do nosso Sistema Solar e continuam colidindo, continuamente, enquanto permanecem no cinturão. Ou ainda, segundo uma outra teoria, teriam se originado do material que sobrou da formação dos outros planetas.

Alguns asteroides podem escapar do cinturão quando forem atraídos pela gravidade de algum planeta, ou pela gravidade do Sol, se suas órbitas sofrerem algum tipo de perturbação, e nestes casos, eles podem chegar a colidirem com este hipotético planeta, ou com o Sol, e em alguns casos, podem até ficarem em órbita deste planeta, como um satélite.

Esta é a origem, como por exemplo, de algumas luas que orbitam Júpiter, visto que ele está mais perto do cinturão de asteroides e tem uma força gravitacional imensa.


Fonte: Livro: ¿Cuánto Sabés sobre el Universo? - OAC
Imagem: Wikipedia 
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O Céu Noturno de Junho de 2014

sábado, 14 de junho de 2014.
Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil também para podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.



Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Junho/14
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Uma prova de que não estamos sozinhos no Universo? Cientistas descobrem um Irmão "perdido"do Nosso Sol!

quarta-feira, 11 de junho de 2014.
Embora ainda não tenhamos encontrado vida fora da Terra, descobrimos um novo membro da família da nossa Estrela Mãe, o irmão do Sol.

Ele é conhecido como HD 162826, uma estrela que surgiu a partir da mesma nuvem de gás e poeira que a nossa estrela-mãe. Isto significa que eles são compostos do mesmo material, do mesmo pó de estrela.

Em última análise, este é o equivalente cosmológico de partilha do mesmo "DNA". O estudo publicado deste achado está programado para aparecer na próxima edição do "Astrophysical Journal".

HD 162826 foi identificado como um irmão solar por Ivan Ramirez e sua equipe da Universidade do Texas em Austin. É na verdade, um parente um pouco distante, uma vez que está localizado a 110 anos-luz de distância, na constelação de Hércules. 

É certo que, 110 anos-luz pode parecer muito longe; no entanto, considerando os bilhões de anos que se passaram desde os seus primeiros dias na nuvem de poeira, 110 anos-luz de diâmetro é rua estelar. 
HD 162826 não é visível a olho nu, mas pode ser visto com binóculos
de baixa potência, 
no céu à noite, perto da brilhante estrela Vega .
Os cientistas foram capazes de determinar que esta estrela veio da mesma nuvem de poeira que o nosso Sol, devido à sua localização e composição química. 

Originalmente, havia 30 candidatos potenciais. A equipe de Ramirez foi capaz de comparar isso com a nossa estrela usando uma espectroscopia de alta resolução para determinar a composição química das estrelas. Em seguida, as órbitas de todas as estrelas (que tinha sido previamente selecionadas) foram desenhadas. 

Em última análise, a análise química e os cálculos orbitais selecionaram o nosso Sol, com um irmão da: HD 162826. 

Infelizmente, existe apenas uma pequena probabilidade de que o HD 162826 tenha planetas que suportam vida como a nossa, já que principalmente a estrela aparenta não estar "segurando" nenhum planeta. 

Os planetas mais fáceis de detectar são os gigantescos em tamanho, como Júpiter, o que torna sua estrela oscilar enquanto orbita ao redor. Até o momento, nenhum desses planetas foram descobertos em torno de HD 162826. Embora os estudos ainda não descartaram a presença de planetas terrestres menores. 

Mas Ramirez diz que quando estas estrelas se formaram na nuvem de poeira inicial, os impactos entre planetoides podem ter separado alguns pedaços. Esses pedaços de rocha, por sua vez, podem ter viajado entre vários sistemas solares, possivelmente levando a vida primitiva a Terra. "Então, você poderia argumentar que os irmãos solares são candidatos-chave na busca por vida extraterrestre", Ramirez disse em um comunicado. 

Mais estudos serão necessários para determinar o quanto esta estrela é semelhante a nossa e se ela hospeda ou não planetas potencialmente capazes de abrigar vida.

Crédito: Ivan Ramirez / Tim Jones / McDonald Observatory
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Hubble capturou a imagem mais completa já montada do Universo em evolução, e uma das mais Coloridas!

segunda-feira, 9 de junho de 2014.
Astrônomos, ao utilizar o Telescópio Espacial Hubble, capturaram a imagem mais completa já montada do Universo em evolução, e uma das mais Coloridas!

O estudo é chamado de Projeto "Ultraviolet Coverage of the Hubble Ultra Deep Field (UVUDF)".

Antes deste estudo, os astrônomos estavam em uma posição curiosa. Eles sabiam muito sobre como se dá a formação de estrelas em galáxias próximas, graças as instalações do telescópio UV "Galex" *, da NASA, que operou de 2003 a 2013. 

Além disto, graças à capacidade de captura de raios infravermelhos visíveis e próximos do Hubble, eles também tinham estudado o nascimento de estrelas em galáxias mais distantes. E com isto, foi possível ver essas galáxias distantes em seus estágios mais primitivos, devido à grande quantidade de tempo que leva para a luz delas chegar até nós.

No entanto, entre 5 e 10 bilhões de anos-luz de distância de nós, o que corresponde a um período de tempo em que a maioria das estrelas do Universo nasceu, havia uma falta de dados necessários para podermos compreender plenamente a formação das estrelas. 

As mais quentes, por exemplo, de maior massa, e as mais jovens estrelas, que emitem luz em ultravioleta, foram muitas vezes negligenciadas como sujeitos de observação direta, o que deixava uma lacuna importante no nosso conhecimento da linha de tempo cósmico.

A adição de dados ultravioletas, do "Hubble Ultra Deep Field" usando a Câmera 3 Wide Field do Hubble, deu aos astrônomos acesso às observações destas regiões de formação de estrelas e pode nos ajudar a compreender como as estrelas se formaram. 

Ao observar nestes comprimentos de onda, os pesquisadores obtiveram um olhar direto sobre de que forma as galáxias estão formando estrelas, e ainda mais importante, onde estas estrelas estão se formando. 

Isso permite que os astrônomos entendam como as galáxias, como a Via Láctea, ampliaram em tamanho de pequenas coleções de estrelas muito quentes para as estruturas maciças que são hoje.

O pedaço de céu em que essa imagem foi previamente estudada por astrônomos foi uma série de exposições de luz visível e de infravermelho próximo capturadas entre 2004 e 2009: o Hubble Ultra Deep Field . 

Agora, com a adição da luz ultravioleta, eles combinaram uma gama de cores disponíveis para o Hubble, que se estende por todo o caminho de ultravioleta até a luz infravermelha. 

A imagem resultante, feita a partir da visualização de 841 órbitas do telescópio, contém cerca de 10.000 galáxias, e estende-se no tempo para dentro de algumas centenas de milhões de anos do Big Bang.

Levantamentos Ultravioletas como este, são extremamente importantes no planejamento das atividades do Telescópio Espacial James Webb (JWST), já que o Hubble é o único telescópio capaz de obter os dados ultravioletas, e os pesquisadores com certeza terão de combinar com os dados infravermelhos do JWST.

A imagem deste campo ultra profundo de 2014 do Hubble, é um composto de exposições separadas e capturadas entre 2003 e 2012 com o Hubble Advanced Camera for Surveys e Wide Field Camera 3 .

* Galex - é um telescópio espacial que tem seu nome que provém do inglês "Galaxy Evolution Explorer (GALEX)", que ainda está em órbita, mas teve encerrada suas atividades em maio de 2013, após uma década observando galáxias em luz ultravioleta com um alcance que abrangia aproximadamente 10 bilhões de anos da nossa história cósmica.O Galex ficará em órbita por mais 65 anos. Em seguida, cairá na Terra. O processo de reentrada na atmosfera fará com que o equipamento seja incinerado.

Crédito de imagem: NASA , ESA , H. Teplitz e M. Rafelski (IPAC / Caltech), A. Koekemoer (STScI), R. Windhorst (Arizona State University), e Z. Levay (STScI)
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Astrônomos descobrem a primeira estrela do tipo TZO, uma híbrida proveniente da interação entre uma super gigante vermelha e uma estrela de nêutrons.

quinta-feira, 5 de junho de 2014.
Os cientistas detectaram a primeira estrela de uma variedade de objetos interestelares batizada como objetos "Thorne-Zytkow" (TZOs), que foi teorizada em 1975 pelo físico Kip Thorne e a astrônoma Anna Zytkow.

Os objetos do tipo TZOs são híbridos de uma super gigante vermelha e uma estrela de nêutrons, por se assemelhar superficialmente a super gigantes vermelhas normais, como a Betelgeuse, na constelação de Orion. Elas se diferem, no entanto, devido as suas diferentes assinaturas químicas, resultantes de uma única atividade interna.

Acredita-se que as TZOs são formadas pela interação de duas estrelas, uma super gigante vermelha imensa e uma estrela de nêutrons, durante uma explosão de supernova.

Embora o mecanismo exato de formação destes tipos de objetos ainda seja incerto, a teoria mais difundida sugere que durante a interação evolutiva destas duas estrelas, a super gigante vermelha, que é mais maciça, engole, essencialmente, a estrela de nêutrons, que se contorce em espiral para dentro do núcleo da super gigante vermelha. 

Considerando que as super gigantes vermelhas normais obtêm sua energia a partir da fusão nuclear de seus núcleos, as TZOs são impulsionadas pela atividade incomum das estrelas de nêutrons absorvidas em seus núcleos. 

A descoberta desta TZO fornece evidências para um modelo estelar interior anteriormente não detectado pelos astrônomos.

O líder do projeto, Emily Levesque , da Universidade do Colorado, em Boulder, disse: "Estudar esses objetos é emocionante porque representa um modelo completamente novo de como os interiores estelares podem trabalhar. Nestes interiores também temos uma nova forma de produzir elementos pesados ​​em nosso universo." 

O estudo, aceito para publicação na revista "Monthly Notices da Royal Astronomical Society", tem as co-autorias de Philip Massey, do Observatório Lowell, em Flagstaff, Arizona; de Anna Żytkow da Universidade de Cambridge, no Reino Unido; e de Nidia Morrell do Observatórios Carnegie, em La Serena, Chile.

Os astrônomos fizeram a descoberta com o telescópio "Magellan Clay" de 6,5 metros, de Las Campanas, no Chile. Eles examinaram o espectro de luz emitida a partir de super gigantes vermelhas, aquele que diz quais elementos estão presentes. 

Quando o espectro de uma determinada estrela-HV2112, na Pequena Nuvem de Magalhães, foi exibido pela primeira vez, os observadores ficaram bastante surpresos com algumas de suas características incomuns.

No momento em que Levesque e seus colegas focaram um olhar mais atento sobre as linhas sutis do espectro, eles descobriram que ele continha um excesso de rubídio, lítio e molibdênio. 

Pesquisas anteriores demonstraram que os processos estelares normais podem criar cada um desses elementos. Mas a alta abundância de todos os três, nas temperaturas típicas de super gigantes vermelhas é uma assinatura única das TŻOs.

A equipe observou que  a HV 2112 mostrou algumas características químicas que não se encaixam exatamente com os modelos teóricos. Mas também consideraram que as previsões teóricas são bastante antigas, e que tem havido uma série de melhorias na teoria desde então.

Fonte: Observatório Lowell
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Questão do Dia: Como a gravidade do Sol é forte o suficiente para manter em órbita planetas distantes, como Júpiter e Saturno, mas não forte o suficiente para engolir Mercúrio?

terça-feira, 27 de maio de 2014.

P&R: Dinâmica Orbital

P: Como a gravidade do Sol é forte o suficiente para manter em órbita planetas distantes, como Júpiter e Saturno, mas não forte o suficiente para engolir Mercúrio? 

R: Para entender isso, precisamos primeiro entender como funcionam as órbitas. O famoso cientista Isaac Newton pensou no exemplo de um canhão que descreve isso muito bem:

Imagine um canhão no topo de uma montanha muito alta. Se você atirar a bola de canhão com uma velocidade normal (A), ela vai viajar um pouco e, eventualmente, cair de volta para a Terra. 

Se você atirar a mesma bala com um pouco mais de potência (B), a bola vai viajar um pouco mais do que a anterior, antes de voltar para a Terra. 

Se você atirar uma bala de canhão com a força suficiente, algo mágico acontece; a bala viaja tão rápido que a Terra literalmente se "curva" e a bola nunca toca o solo (C e D). 

Finalmente, se você atirar uma bala de canhão com uma potência muito maior que as anteriores (E), ela escapa da gravidade da Terra por completo e se dirige diretamente para o espaço exterior. 

Seguindo com o exemplo da Terra, para que um satélite se mantenha em uma órbita estável, este deve cair na mesma taxa em que a Terra se curva na frente dele. Este mesmo princípio é o que mantém os planetas em órbita. Quanto mais próximo de um objeto, mais rápido ele deve se mover para manter sua órbita, do mesmo modo, quanto mais longe ele está, mais lento ele se move. 

 Vamos usar Mercúrio e Netuno como exemplos: 

Mercúrio tem um período orbital de cerca de 88 dias (ou seja, um ano em Mercúrio é igual a cerca de 88 dias terrestres) e Mercúrio orbita o Sol a uma distância de cerca de 0,39 UA (60 milhões de milhas). Para manter esta órbita, Mercúrio deve ter uma velocidade orbital (a velocidade com que se desloca em torno do Sol) de cerca de 47,8 quilômetros por segundo. 
Órbita de Mercúrio
Por outro lado, Netuno tem um período orbital de 164,79 anos terrestres (aproximadamente 60.000 dias terrestres, 682 vezes maior do que o período orbital de Mercúrio - 682 anos de Mercúrio) e orbita o Sol a uma distância de cerca de 30 U.A. (cerca de 4,5 bilhões quilômetros, ou seja, 75 vezes mais longe do que Mercúrio). Para manter essa órbita, Netuno deve ter uma velocidade orbital de 5,43 quilômetros por segundo (ou seja, 11 vezes mais lenta do que a velocidade orbital de Mercúrio). 
Órbita de Netuno
Claro que se Mercúrio orbitasse o Sol a uma velocidade semelhante a de Netuno, cairia em direção ao Sol; e se Netuno orbitasse o Sol a uma velocidade semelhante a de Mercúrio, ele sairia em disparado para o espaço exterior. 

Mecânica orbital é um equilíbrio entre a distância orbital e a velocidade orbital. 

Créditos a: por Joshua Filmer / Featured image Brooks/ Cole - Thomson
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Você Sabia? Que os antigos alquimistas usavam os símbolos astronômicos dos corpos do Sistema Solar para designar os metais?

quinta-feira, 15 de maio de 2014.
Para designar o Sol, a Lua e os outros planetas, por vezes, alguns símbolos de origem antiga são utilizados. Mas, em astronomia, apenas o símbolo do Sol e o da Terra são usados ​​em equações matemáticas e em propriedades de expressões de referência destes objetos. 


A forma destes sinais podem ser vistos na imagem, e requerem explicações, exceto o sinal da Lua, que já há muito tempo se compreende: 

O símbolo solar representa "Ra", o Deus do céu, Deus do Sol e da origem da vida, na mitologia egípcia. Ra era o símbolo do Sol, o doador da vida e responsável pelo ciclo de morte e ressurreição, para esta cultura. 

O sinal de Mercúrio é a imagem simplificada do cetro do Deus mitológico de Mercúrio, "dono e protetor deste planeta." 

Como sinal de Vênus, usou-se a imagem de um espelho de mão, um símbolo de feminilidade e beleza inerente à deusa romana Vênus. 

O sinal da Terra é um globo contendo o Equador e o Meridiano Terrestre. 

Como um símbolo de Marte, que era o Deus da Guerra na mitologia romana, o escudo e a lança, que são "atributos do guerreiro". 

Já, o símbolo de Júpiter (Zeus), trata-se de um "Z" manuscrito, ou em outras versões, é relacionado a águia de Júpiter ou a um relâmpago, ou até mesmo ao número "4", significando o quarto dia da semana (quinta-feira) em algumas culturas. 

O signo de Saturno, é a representação distorcida de uma "foice do tempo", atributo tradicional do Deus do Destino. 

O símbolo de Urano é um círculo com a letra H, que está associado ao nome do astrônomo William "Herschel", descobridor deste planeta. 

O sinal de Netuno é uma homenagem à mitologia romana, e trata-se do tridente do Deus dos Mares. 

Entretanto, você sabia que em algumas partes do Ocidente os mesmos símbolos dos planetas são usados ​​para indicar os dias da semana, o domingo, por exemplo, o Sol, a segunda-feira para a Lua, a terça-feira  Marte, a quarta-feira para Mercúrio, a quinta-feira para Júpiter, a sexta-feira para Vênus, já o sábado, era representado com o símbolo de Saturno. 

Ademais, os símbolos dos planetas também foram utilizados pelos antigos alquimistas para designar metais: o Sol, por exemplo, era designado para o ouro, a Lua para a prata, Mercúrio para mercúrio, Vênus para cobre, Marte para o ferro, Júpiter para o estanho, e Saturno para o chumbo. Esta relação é explicada tendo em conta a crença dos alquimistas, que ligavam cada metal a um antigo deus mitológico. 

Finalmente, zoólogos utilizam os símbolos de Marte e de Vênus para distinguir os homens de mulheres, exemplares da mesma espécie, enquanto os botânicos utilizam o símbolo astronômico do Sol para marcar as plantas anuais, e o signo de Júpiter, para indicar gramíneas perenes; já para arbustos e árvores eles se utilizam do símbolo de Saturno. 


Referências: 
Livro: "Astronomía recreativa" 
Author: "Yakov Perelman" 


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Questão do Dia: Quais são as cinco diferenças entre as anãs brancas e as estrelas de nêutrons?

segunda-feira, 12 de maio de 2014.
P & R: Anãs Brancas x Estrelas de Nêutrons

P: Quais são as cinco diferenças entre as anãs brancas e as estrelas de nêutrons? 

R: A principal diferença deve-se ao modo que elas se formam. 

1. As Anãs brancas são formadas a partir do colapso de estrelas de pouca massa, ou seja, inferior a cerca de 10 massas solares. Isto ocorre quando a estrela perde a maioria de sua massa, ao ser ejetada por fortes ventos solares, que ocorrem durante a fase final de sua vida, quando ela se torna uma Gigante Vermelha; uma vez consumada esta ejeção de massa, a estrela deixa para trás o seu núcleo, com um tamanho menor que 1,44 vezes a massa solar. Já as estrelas de nêutrons são formadas no colapso catastrófico do núcleo de uma estrela de massa superior à já descrita. Este colapso força os elétrons a unirem-se aos prótons, gerando assim um objeto totalmente formado por nêutrons. 

2. Uma anã branca é mantida estável pela energia gerada no processo conhecido como "degeneração de elétrons", o que contrapõe-se ao colapso gravitacional da mesma. Já uma estrela de nêutrons, mantém-se estável pela energia gerada através da "degeneração de nêutrons", que impede a gravidade de prevalecer, com o consequente desmoronamento da estrela.; 

3.  A anã branca tem um raio cerca de 600 vezes maior do que a estrela de nêutrons;  

4. Uma estrela de nêutrons tem um forte campo gravitacional, com cerca de 400.000 vezes maior do que o da estrela anã branca;

5. As Estrelas de nêutrons têm temperaturas mais altas no momento de seu nascimento, giram mais rápido, e têm campos magnéticos fortes, dentre outras coisas. 

Crédito: Chandra
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Imperdível! Melhor que Matrix? Astrônomos criaram o Primeiro Universo Realístico Virtual! Assista ao Vídeo!

quinta-feira, 8 de maio de 2014.
Melhor que Matrix? Os astrônomos fizeram muito melhor!

Eles criaram o Primeiro Universo Virtual Realista usando uma simulação de computador chamado "illustris". 

Illustris pôde recriar 13.000.000.000 de anos de Evolução Cósmica em um cubo de 350 milhões de anos-luz de lado, com uma resolução sem precedentes.

"Até agora, nenhuma simulação foi capaz de reproduzir o Universo em pequenas e grandes escalas simultaneamente", diz o autor Mark Vogelsberger (MIT / Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics), que conduziu o trabalho, em colaboração com pesquisadores de várias instituições, incluindo o Instituto Heidelberg para Estudos Teóricos, na Alemanha.

Estes resultados estão sendo relatados na edição de 08 de maio da revista Nature .

As tentativas anteriores para simular o Universo foram prejudicadas pela falta de poder de computação e as complexidades da física subjacente. Como resultado, estes programas tanto foram limitados em resolução, quanto forçados a se concentrar em uma pequena parte do Universo. Simulações anteriores também tiveram problemas complexos de modelagem de "feedback" de formação de estrelas, explosões de supernovas e de buracos negros supermassivos.

Illustris empregou um sofisticado programa de computador para recriar a evolução do Universo com alta fidelidade. Ele incluiu tanto a matéria normal quanto a matéria escura, e usou 12 bilhões de "pixels" 3-D, ou elementos de resolução.

A equipe dedicou cinco anos para o desenvolvimento do programa illustris. Os cálculos reais levaram 3 meses de "tempo de execução", usando um total de 8.000 CPUs, em execução paralela. Se eles tivessem usado um computador de mesa médio, os cálculos teriam levado mais de 2.000 anos para ser concluído.

A simulação de computador começa há apenas 12 milhões de anos após o Big Bang, e quando chega o dia de hoje, os astrônomos chegaram a contar com mais de 41.000 galáxias no cubo do espaço simulado. 

Ele também recriou estruturas em larga escala, como aglomerados de galáxias e as bolhas e vazios da teia cósmica, e em pequena escala, com precisão recriada, as químicas das galáxias individuais.

Como a luz viaja a uma velocidade fixa, quanto mais longe os astrônomos olham, quanto mais para trás no tempo eles podem ver. 

Uma galáxia de um bilhão de anos-luz é vista como era há bilhões de anos atrás. 

Telescópios como o Hubble podem nos dar uma "vista" do início do Universo, observada em maiores distâncias. No entanto, os astrônomos não podem usar o Hubble para acompanhar a evolução de uma única galáxia ao longo do tempo.

"Illustris é como uma máquina do tempo. Nós podemos ir para a frente e para trás no tempo. Nós podemos pausar a simulação, e dar zoom em uma única galáxia ou aglomerado de galáxias para ver o que realmente está acontecendo", diz o co-autor Genel Shy do CFA.

A equipe está lançando um vídeo de alta definição, que se transforma entre os diferentes componentes da simulação para destacar várias camadas (densidade da matéria escura, a temperatura do gás, ou química). Eles também estão lançando vários vídeos menores e imagens associadas online em http://www.illustris-project.org/

Com sede em Cambridge, Massachusetts, o Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CfA) é uma colaboração conjunta entre o Observatório Astrofísico Smithsonian e o Observatório do Colégio de Harvard. 


Fonte: Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica 
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Questão do Dia: Porquê a Chuva de Meteoros Eta Aquarids ocorre?

terça-feira, 6 de maio de 2014.

P & R: Eta Aquarids

P: Porquê a Chuva de Meteoros "Eta Aquarids" ocorre?

R: Uma vez por ano, a chuva de meteoros conhecida como Eta Aquarids ocorre porque a Terra atravessa os detritos deixados no espaço pelo cometa Halley. Exatamente como a Orionids faz em Outubro.


Ela tem este nome, porque os meteoros parecem vir da estrela Eta da constelação de Aquário (Aquarius). E este lugar de onde os "flashes" parecem provir, é chamado de Radiante. 

O cometa Halley ficou conhecido durante suas diversas viagens ao redor do Sol.

No esquema, a projeção das órbitas da Terra e do Cometa Halley é mostrada em torno do sol.

Quando a Terra passa pela zona onde o cometa passou, e isto acontece 2 vezes ao ano, as partículas de poeira ao entrarem na atmosfera do nosso planeta se incineram, e vemos flashes de luz, chamados meteoros ou estrelas cadentes. 

A intensidade de uma chuva de meteoros é medida de acordo com o número de meteoros que pode ser visto por hora, assumindo que o Radiante esteja na parte mais alta do céu, e que esteja sendo observada de um local sem poluição luminosa. 

A Chuva Eta Aquarids encontra-se em 4º lugar de acordo com esta medida de intensidade, com uma taxa de 60 meteoros por hora (1 por minuto!). 

Mas é claro que a frequência de meteoros que pode ser observada, não depende apenas do observador estar localizado em um local com pouca luz, mas também em qual hemisfério da Terra o observador está. 

Entre ontem e hoje, segunda-feira (05 de maio), e terça-feira (06 de maio de 2014), muitos tiveram a oportunidade de observar a chuva Eta Aquarids em seu pico.


Crédito: O. Córdoba
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