APRESENTAÇÃO DO CANAL

0

Heliocentrismo X Geocentrismo

domingo, 7 de fevereiro de 2016.
Esta imagem que nós compartilhamos hoje, mostra o caminho orbital dos diferentes corpos do sistema solar, visto de cima (do norte da eclíptica), de acordo com a "teoria heliocêntrica" ​​e a "teoria geocêntrica".

à esquerda o Sistema Heliocêntrico de Copérnico, com o Sol no centro do Sistema Solar, e à direita o Sistema Geocêntrico de Tycho (Sistema Tychoniano), com a Terra no centro do Universo.
Leia Mais ►
0

2016 é um ano bissexto!

No antigo calendário romano, o primeiro dia do mês se chamava "Calendas", e cada dia do mês anterior se contava retroativamente. Em 46 a.C., Júlio César determinou que o sexto dia antes das "Calendas" de março, deveria ser repetido uma vez em cada quatro anos, e era chamado "ante diem bis sextum Kalendas Martias" ou simplesmente "bissextum". Daí o nome bissexto.

Este dia é adicionado para corrigir a lacuna entre o comprimento do ano tropical - 365 dias 5 horas 48 min 45,25 s - e o ano civil de 365 dias. Isto requer que a cada quatro anos seja feita uma correção no ano civil desta acumulação de cerca de 1/4 dias por ano, totalizando o equivalente a um dia extra a cada quatro anos.

Regra para o cálculo dos anos bissextos:

  • De 4 em 4 anos é ano bissexto.
  • De 100 em 100 anos não é ano bissexto.
  • De 400 em 400 anos é ano bissexto.
  • Prevalecem as últimas regras sobre as primeiras.
Para melhor entender

São bissextos todos os anos múltiplos de 400, p.ex: 1600, 2000, 2400, 2800...
São bissextos todos os múltiplos de 4 e não múltiplos de 100, p.ex: 1996, 2004, 2008, 2012, 2016…
Não são bissextos todos os demais anos.

O Calendário
Desde a Antiguidade foram encontradas dificuldades para a criação de um calendário, pois o ano (duração da revolução aparente do Sol em torno da Terra) não é um múltiplo exato da duração do dia ou da duração do mês. Os Babilonios, Egípcios, Gregos e Maias já tinham determinado essa diferença.
É importante distinguir dois tipos de anos:
  • Ano sideral: é o período de revolução da Terra em torno do Sol com relação às estrelas. Seu comprimento é de 365,2564 dias solares médios, ou 365d 6h 9m 10s.
  • Ano tropical: é o período de revolução da Terra em torno do Sol com relação ao Equinócio Vernal, isto é, com relação ao início da estações. Seu comprimento é 365,2422 dias solares médios, ou 365d 5h 48m 46s. Devido ao movimento de precessão da Terra, isto é, do deslocamento lento dos polos em relação às estrelas, o ano tropical é levemente menor do que o ano sideral. O calendário se baseia no ano tropical. Precessão e nutação são componentes da resposta global da Terra, oblata, elástica e em rotação, aos torques gravitacionais da Lua, Sol e demais planetas.
Curiosidades

Os egípcios, cujos trabalhos no calendário remontam a 4 milênios antes de Cristo, utilizaram inicialmente um ano de 360 dias começando com a enchente anual do Nilo, que acontecia quando a estrela Sírius, a mais brilhante estrela do céu, nascia logo antes do nascer do Sol. Mais tarde, quando o desvio na posição do Sol se tornou notável, 5 dias foram adicionados. Mas ainda havia um lento deslocamento, que somava 1 dia a cada 4 anos. Então os egípcios deduziram que o comprimento do ano era de 365,25 dias. Já no ano 238 a.C., o rei (faraó) Ptolomeu III, o Euergetes, que reinou o Egito de 246 a 222 a.C., ordenou que um dia extra fosse adicionado ao calendário a cada 4 anos, como no ano bissexto atual.

Nosso calendário atual está baseado no antigo calendário romano, que era lunar. Como o período sinódico da Lua é de 29,5 dias, um mês tinha 29 dias e o outro 30 dias, o que totalizava 354 dias. Então a cada três anos era introduzido um mês a mais para completar os 365,25 dias por ano em média. Os anos no calendário romano eram chamados de "a.u.c." (ab urbe condita), "a partir da fundação da cidade de Roma". Neste sistema, o dia 11 de janeiro de 2000 marcou o ano novo do 2753 a.u.c. A maneira de introduzir o 13o mês se tornou muito irregular, de forma que no ano 46 a.C. Júlio César (Gaius Julius Cæsar, 102-44 a.C.), orientado pelo astrônomo alexandrino Sosígenes (90-? a.C.), reformou o calendário, introduzindo o Calendário Juliano, de doze meses, no qual a cada três anos de 365 dias seguia outro de 366 dias (ano bissexto). Assim, o ano juliano tem em média 365,25 dias. Para acertar o calendário com a primavera, foram adicionados 67 dias àquele ano e o primeiro dia do mês de março de 45 a.C., no calendário romano, foi chamado de 1 de janeiro no calendário Juliano. Este ano é chamado de Ano da Confusão. O ano juliano vigorou por 1600 anos.

Em 325 d.C., o concílio de Nicéia (atual Iznik, Turquia), convocado pelo imperador romano Constantino I [Gaius Flavius Valerius Aurelius Constantinus (ca.280-337)] fixou a data da Páscoa como sendo o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre em ou após o equinócio Vernal, fixado em 21 de março. Entretanto, a data da lua cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa e, portanto, a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

O sistema de numeramento dos anos d.C. (depois de Cristo) foi instituido no ano 527 d.C. pelo abade romano Dionysius Exiguus (c.470-544), que estimou que o nascimento de Cristo (se este é uma figura histórica) ocorrera em 25 de dezembro de 754 a.u.c., que ele designou como 1 d.C. Em 1613 Johannes Kepler (1571-1630) publicou o primeiro trabalho sobre a cronologia e o ano do nascimento de Jesus. Neste trabalho Kepler demonstrou que o calendário Cristão estava em erro por cinco anos, e que Jesus tinha nascido em 4 a.C., uma conclusão atualmente aceita. O argumento é que Dionysius Exiguus assumiu que Cristo nascera no ano 754 da cidade de Roma, correspondente ao ano 46 Juliano, definindo como o ano um da era cristã. Entretanto vários historiadores afirmavam que o rei Herodes, que faleceu depois do nascimento de Cristo, morreu no ano 42 Juliano. Deste modo, o nascimento ocorrera em 41 Juliano, 5 anos antes do que Dionysius assumira. Como houve uma conjunção de Júpiter e Saturno em 17 de setembro de 7 a.C., que pode ter sido tomada como a estrela guia, sugerindo que o nascimento pode ter ocorrido nesta data. Outros historiadores propõem que houve um erro na determinação da data de falecimento de Herodes, que teria ocorrido depois do ano 42 Juliano e, consequentemente, o nascimento de Jesus também teria ocorrido um pouco mais tarde, entre os anos 3 e 2 da era cristã. Nessa época ocorreram diversas conjunções envolvendo Júpiter, começando com uma conjunção com Vênus em agosto de 3 a.C., seguida por três conjunções seguidas com Regulus, e terminando com mais uma conjunção muito próxima com Vênus, em julho de 2 a.C. Essa série de eventos teria chamado a atenção dos reis magos que teriam, então passado a seguir na direção de Júpiter. Segundo essa interpretação, portanto, Júpiter teria sido a estrela guia, ou estrela de Belém.

Papa Gregório XIII
Em 1582, durante o papado de Gregório XIII (Ugo Boncampagni, 1502-1585), o equinócio vernal já estava ocorrendo em 11 de março, antecipando muito a data da Páscoa. Daí foi deduzido que o ano era mais curto do que 365,25 dias (hoje sabemos que tem 365,242199 dias). Essa diferença atingia 1 dia a cada 128 anos, sendo que nesse ano já completava 10 dias. O papa então introduziu nova reforma no calendário, sob orientação do astrônomo jesuíta alemão Christopher Clavius (1538-1612), para regular a data da Páscoa, instituindo o Calendário Gregoriano.

As reformas, publicadas na bula papal Inter Gravissimas em 24.02.1582, foram: tirou 10 dias do ano de 1582, para recolocar o Equinócio Vernal em 21 de março. Assim, o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 (quinta-feira) passou a ter a data de 15 de outubro de 1582 (sexta-feira).
introduziu a regra de que anos múltiplos de 100 não são bissextos a menos que sejam também múltiplos de 400. Portanto o ano 2000 é bissexto.
o dia extra do ano bissexto passou de 25 de fevereiro (sexto dia antes de março, portanto bissexto) para o dia 28 de fevereiro e o ano novo passou a ser o 1o de janeiro.
Estas modificações foram adotadas imediatamente nos países católicos, como Portugal e, portanto, no Brasil, na Itália, Espanha, França, Polônia e Hungria, mas somente em setembro de 1752 na Inglaterra e Estados Unidos, onde o 2 de setembro de 1752 foi seguido do 14 de setembro de 1752, e somente com a Revolução Bolchevista na Rússia, quando o dia seguinte ao 31 de janeiro de 1918 passou a ser o 14 de fevereiro de 1918. Cada país, e mesmo cada cidade na Alemanha, adotou o Calendário Gregoriano em época diferente.

O ano do Calendário Gregoriano tem 365,2425 dias solares médios, ao passo que o ano tropical tem aproximadamente 365,2422 dias solares médios. A diferença de 0,0003 dias corresponde a 26 segundos (1 dia a cada 3300 anos). Assim:

Data Juliana - A data Juliana é utilizada principalmente pelos astrônomos como uma maneira de calcular facilmente o intervalo de tempo decorrido entre diferentes eventos astronômicos. A facilidade vem do fato de que não existem meses e anos na data juliana; ela consta apenas do número de dias solares médios decorridos desde o início da era Juliana, em 1 de janeiro de 4713 a.C.. O dia juliano muda sempre às 12 h TU.

Ano Bissexto - origem da palavra: No antigo calendário romano, o primeiro dia do mês se chamava calendas, e cada dia do mês anterior se contava retroativamente. Em 46 a.C., Júlio César determinou que o sexto dia antes das calendas de março deveria ser repetido uma vez em cada quatro anos, e era chamado "ante diem bis sextum Kalendas Martias" ou simplesmente "bissextum". Daí o nome bissexto.

Século XXI - O século XXI (terceiro milênio) começou no dia 01 de janeiro de 2001, porque não houve ano zero e, portanto, o século I começou no ano 1. Mas há uma disputa com o ano 1 a.C., que sendo bissexto, seria corresponte ao ano zero, no calendário instituído por Dionysius Exiguous (Explanatory Supplent of the Astronomical Ephemeris).

Calendário Judáico - tem como início o ano de 3761 a.C., a data de criação do mundo de acordo com o "Velho Testamento". Como a idade medida da Terra é de 4,5 bilhões de anos, o conceito de criação é somente religioso. É um calendário lunisolar, com meses lunares de 29 dias alternando-se com meses de 30 dias, com um mês adicional intercalado a cada 3 anos, baseado num ciclo de 19 anos. As datas no calendário hebreu são designadas AM (do latin Anno Mundi).

Calendário Muçulmano - é contado a partir de 622 d.C., do dia depois da Hégira, ou dia em que Maomé saiu de Meca para Medina. Consiste de 12 meses lunares.

Calendário Chinês - é contado a partir de 2637 a.C., é um calendário lunisolar, com meses lunares de 29 dias alternando-se com meses de 30 dias, com um mês adicional intercalado a cada 3 anos. Os nomes formais dos anos têm um ciclo de 60 anos. Em 23 de janeiro de 2012 (lua nova) iniciou-se o ano do Dragão, 4710. Desde 1912 a China também usa o Calendário Gregoriano.
Leia Mais ►
2

Quanto tempo dura um ano em outros locais do Sistema Solar?

O ano é definido como a quantidade de tempo que a Terra leva para completar uma órbita em torno do Sol. 

O tempo que a Terra leva para percorrer essa distância não é exatamente 365 dias, mas são 365,2564 dias. 

É por esta razão que a cada quatro anos temos um calendário com 366 dias (ano bissexto, que acontece neste ano de 2016), de modo que é feita uma pequena correção desta diferença que se acumula ano após ano. 

Você já se perguntou o quanto deveríamos esperar para celebrar o Ano Novo se estivéssemos vivendo em outro planeta do Sistema Solar? 


Mercúrio ➞ 88 dias. 

Vênus ➞ 225 dias. 

Mars ➞ um ano e 322 dias. 

Júpiter ➞ 11 anos e 314 dias. 

Saturn ➞ 29 anos e 168 dias. 

Urano ➞ 84 anos e 4 dias. 

Netuno ➞ 164 anos e 298 dias. 

Plutão ➞ 247 anos e 256 dias.


Leia Mais ►
0

O Céu Noturno de Fevereiro de 2016

Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil também para podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.

Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Fevereiro/16
Leia Mais ►
0

Biografia Sintetizada: Claudius Ptolemaeus

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016.
Ptolemaeus, Claudius (100 d.C.-170 d.C) - Famoso astrônomo, geógrafo e matemático egípcio que viveu em Alexandria (Grécia) por volta do segundo século depois de Cristo.

Ele reuniu as idéias e os estudos realizados em séculos anteriores e mecanizou geometricamente o universo de Aristóteles. Era também popularmente conhecido por Ptolomaeus, Klaudius, Ptolemaios e Ptolemeus. 

Em diversos campos seus escritos representam, até hoje, o feito heróico supremo da ciência Greco-Romana, em particular, seu modelo geocêntrico do universo, que considerava que a Terra estava localizada no centro do universo e que todos os corpos celestes realizavam um movimento de translação em torno dela. 

Ampliou o sistema de epiciclos e círculos excêntricos que Hipparcus usava para descrever o Sistema Solar, conhecido até a sua época, ou seja, Sistema Solar este composto do Sol, da Lua e de outros cinco planetas. 

Este trabalho de Ptolemaeus envolvia por volta de 80 epiciclos para explicar o Sistema Solar, e era composto, exatamente nesta ordem, de Mércurio, Venus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. Sendo que todos estes corpos giravam em torno da Terra, que ficava no centro do Sistema Solar, que para ele era o centro do universo. Este famoso sistema ficou conhecido como Sistema Ptolomaico.

Seu trabalho astronômico chefe, o Almagesto, era um compêndio imponente de todo o conhecimento astronômico contemporâneo e também resumia o mundo da astronomia greco-romana. 

Nele, continham o principal catálogo de estrelas da época e também o cálculo das futuras posições da Lua e dos planetas, de acordo com o sistema Ptolomaico, desenvolvido pelo próprio Ptolemaeus. 

O Almagesto foi o texto astronômico padrão utilizado desde a Antiguidade até a Renascença. Foi uma obra de grande importância até o fim do século 16, quando suas idéias foram suplantadas por aquelas de Nicholas Copernicus, Tycho Brahe e Johannes Kepler. 

Seu nome original era “Syntaxis”, que significa algo em torno de “coleção matemática”, mas tornou-se popularmente conhecida como “Megiste”, que significa “notável (pesquisa)”. 

Por volta de 700 a 800 d.C, o Almagesto foi traduzido para o árabe, e foi muito apreciado pelo mundo Islâmico. No ano de 1175, Gerard Cremona traduziu do árabe para o latim e a reintroduziu aos sábios europeus.

Curiosidades: Mapa Mundi de Ptolomeu


Leia Mais ►
0

O que é uma Supernova?

É a explosão de uma estrela! É a maior explosão que acontece no Espaço! 

É um dos estágios finais da vida das estrelas, mas somente poucas estrelas da nossa Via láctea tiveram este final tão esplendoroso.

Em outras palavras, supernova é a extraordinária morte de alguns tipos de estrelas, é considerada a maior explosão do Universo e liberam mais energia do que o nosso Sol em toda a sua existência, mais de um bilhão de vezes sua energia. Lançam vastas quantidades de radiação letal no Universo.

A cintilação das estrelas no céu noturno infelizmente não dura para sempre. O tempo de vida de uma estrela depende de quão grande e pesada ela é, quanto maior for mais curta será sua existência. 

Quando uma estrela é significativamente mais pesada do que o nosso Sol, mais massiva que o Sol, ela costuma usar seu combustível, que é vital, até o fim, e então se colapsa, infla e se auto destrói resultando em uma explosão catastrófica chamada “Supernova”. E seus corações, núcleos, podem se tornar estrelas de nêutrons, ou buracos negros estelares. 

Esta explosão gera um raio de letalidade de aproximadamente 1.000 anos-luz da estrela, ou seja, tudo que existe dentro deste raio é destruído.

Este fenômeno é muito raro de acontecer na Via Láctea, apenas cinco supernovas já foram detectadas em nossa galáxia no último milênio. 

Com as recentes tecnologias avançadas, astrônomos amadores do mundo todo e inúmeros institutos de pesquisa estão detectando ocorrências de diversas Supernovas extragalácticas, ou seja, fora de nossa galáxia. 

Se houvesse uma explosão deste tipo no centro de qualquer sistema planetário, isto causaria a extinção de todas as formas de vida deste sistema planetário, esterilizaria todas as formas de vida em qualquer planeta deste sistema. O poder de destruição de uma supernova é absoluto, mas ao mesmo tempo sabe-se que são essenciais para a criação de novos planetas, estrelas, galáxias e todas as formas de vida. 

A explosão produz muita luz mas também gera elementos químicos pesados e leves, como por exemplo: ferro, cálcio, sódio ou qualquer elemento da tabela periódica pois quaisquer deles originaram-se destas explosões antes da formação do nosso Sol.

Estes elementos gerados nestas explosões e lançados no espaço compõem planetas, plantas e pessoas. Os cientistas acreditam que o cálcio dos nossos ossos e o oxigênio que respiramos são "preparados nas estrelas".

As ondas de choque das estrelas que explodem, comprimem nuvens de gás próximas a elas, levando-as ao seu colapso gravitacional, e em seguida elas recomeçam o processo de formação de novas estrelas, de planeta e de vida.

Os astrônomos calculam que a cada segundo uma supernova ocorra em algum lugar do Universo, e se Deus quiser longe de nosso planeta. 

Ocorrem por volta de 30 milhões de supernovas por ano, e isto tem ocorrido ao longo dos 10 bilhões de anos de existência do nosso Universo.

Não tem como saber quando a próxima supernova acontecerá, é um processo aleatório, impossível de se prever. Se uma supernova se aproximar da Terra pode destruir a vida que aqui existe.

Os astrônomos estão constantemente monitorando duas estrelas da nossa galáxia Via Láctea que são potencialmente capazes de explodir como supernovas e que estão próximas da Terra. 

Uma delas fica no centro da nebulosa Eta Carina, há 9000 anos-luz de distância. A estrela Eta Carina é uma estrela muito grande com talvez até 100 vezes a massa do Sol, tem uma vida curta e seu fim pode acontecer em breve. 

A outra é a Betelgeuse (alpha orionis), esta efervescente estrela tem 14 vezes o tamanho do Sol e está mais próxima da Terra que Eta Carina, está a 429 anos luz de distância e pode ser visível até mesmo de dia.

Estas enormes explosões além de destruir e criar estrelas, planetas e pessoas, também pode liberar uma tremenda energia na forma de raios cósmicos. 

Estas partículas de energia, altamente carregadas, atingem o nosso planeta todos os dias e tem até mesmo a capacidade de alterar a evolução. 

Segundo os especialistas, os raios podem alterar as formas de vida e mutações genéticas podem ocorrer quando raios cósmicos atingem os seres vivos, pois interferem com o DNA das células. 

Se ocorresse uma supernova próxima da Terra, receberíamos 100, 1000 ou um milhão de vezes mais raios cósmicos do que normalmente.

Espécies antigas podem se extinguir e novas podem se desenvolver. As Supernovas podem ser um agente de mudança maléfico ou benéfico para nós.

Uma explosão lança gases quentes, fragmentos e escombros no espaço. Os gases que compõem uma estrela são ejetados a uma velocidade de 15000 Km/seg, criando uma concha que se expande e que finalmente se torna muito grande.

A colisão destes escombros estelares na onda de choque produz calor intenso e comprimentos de ondas invisíveis ao olho humano, e pode produzir raios do tipo: X, infravermelho e raios gama. 

Os raios gama são as formas de luz mais poderosas do Universo, e podem ser extremamente letais se atingirem a Terra.

O satélite Swift está sempre monitorando os céus e procurando por explosões de raio gama.

E quando são encontradas são batizadas com o nome de “Supernova + o ano do descobrimento” ou de apenas “SN + o ano de descobrimento”. 

Em caso do descobrimento de diversas supernovas em um mesmo ano é comum acrescentar no final do nome letras do alfabeto para diferenciá-las.

As supernovas são classificadas em Tipo I e Tipo II de acordo com a presença de hidrogênio em seu espectro. A do tipo I não tem hidrogênio em seu espectro e é classificada em 3 sub-classes: Tipo Ia, Tipo Ib e Tipo Ic.

A Tipo Ia aparece em todos os tipos de galáxias mas com menor freqüência nos braços espirais de galáxias espirais.

As Tipo Ib e Tipo Ic parecem explodir apenas nos braços espirais de galáxias espirais. E ambas mostram evidências de oxigênio, cálcio e magnésio em seu espectro após seu pico de brilho. Já as do tipo Ib mostram evidências de hélio próximo do momento de máxima luz. 

A Tipo II possui hidrogênio em seu espectro e não aparece em galáxias elípticas. 

Acredita-se que a explosão do tipo II é o resultado de uma explosão do núcleo de uma estrela gigante vermelha.

Uma nebulosa formada por uma Supernova é constituída pelos restos destas explosões, é chamada de “Supernova Remanescente” e  pode conter diversos elementos químicos. 

E quando Supernovas Remanescentes são encontradas são batizadas com o nome “Supernova Remanescente + o ano do descobrimento” ou de apenas “SNR + o ano de descobrimento”. 

Porque os astrônomos se interessam em estudar uma supernova e seus restos? Supernova são extremamente importantes para entender nossa própria galáxia a Via Láctea. Estas explosões são responsáveis pela formação de todos os elementos químicos considerados mais pesados do que o ferro em nosso Universo. Muitos elementos, semelhantes ao cobre, ao mercúrio, ao ouro, ao iodo e ao chumbo que nós podemos ver ao nosso redor aqui na Terra, hoje foram esquecidos nestes eventos violentos de bilhões de anos atrás. A expansão do contorno dos restos de uma supernova é misturada com os outros materiais da Via Láctea e tornaram-se material bruto para novas gerações de estrelas e planetas. 

Os cientistas usam as supernovas para estudar o Cosmos, e através destes estudos eles descobriram recentemente que o Universo está se expandindo cada vez mais rápido, e não mais devagar como se achava.


Leia Mais ►
0

Afinal, por que Plutão parece ter um céu azul?

sábado, 16 de janeiro de 2016.
Uma camada de névoa em Plutão mostra a sua cor azul, nesta fotografia tirada pela New Horizons Ralph/Multispectral Visible Imaging Camera (MVIC). 

Acredita-se que a neblina de alta altitude seja de natureza semelhante à observada na lua de Saturno, Titã. 

A fonte de ambas as neblinas provavelmente envolve reações químicas iniciadas pela luz solar, no azoto e no metano, que conduzem a partículas relativamente pequenas, de fuligem do tipo (chamados "tholins") que crescem e que se precipitam em direção à superfície. 

Esta imagem foi gerada por um software que combina informações de imagens obtidas nos comprimentos de onda azul, vermelho e infravermelho, para replicar a cor que um olho humano perceberia.

Portanto, não é exatamente o caso que o céu seja azul em Plutão, em vez disso, o que a equipe científica da New Horizons tem encontrado, ao analisar imagens recentes baixadas da nave espacial, é que a névoa em torno de Plutão é azul.

Então, o que realmente está acontecendo nesta imagem? 

Bem, a neblina própria das partículas não é realmente azul. As partículas de neblina são, provavelmente, cinza e vermelho, mas elas são muito boas em espalhar a luz azul.

É semelhante ao que acontece aqui na Terra, por isso que vemos o nosso próprio céu tão azul.

Na Terra, a luz solar é difundida pelas minúsculas moléculas de nitrogênio de nossa atmosfera, o que dá ao céu uma aparência azulada.

Em Plutão, em vez de moléculas de nitrogênio, os dispersores são pequenas partículas provavelmente feitas de "tholins".

Estes "tholins" são formados quando a luz solar ultravioleta rompe e ioniza as moléculas de metano e de nitrogênio que compõe a atmosfera de Plutão.

Eles reagem, uns com os outros, para formar macromoléculas complexas. Estas moléculas então se aglutinam e caem na superfície como um lamaçal avermelhado que dá ao planeta seu tom geral avermelhado.

Então, é claro, a pergunta que todos querem saber agora é: se tivéssemos seres humanos em Plutão, eles veriam um céu azul?

Bem, não exatamente, mas o céu perto do sol quando está nascendo ficaria azul para os astronautas que estivessem na superfície de Plutão.
Leia Mais ►
0

Começa hoje a caçada de exoplanetas em torno da estrela Proxima Centauri !

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016.
Acaba de ser lançada uma campanha única de divulgação científica chamada "Pale Red Dot" (pálido ponto vermelho) que permitirá ao público de todo o mundo acompanhar os cientistas enquanto procuram exoplanetas semelhante a Terra, em torno da estrela mais próximo de nós, a Proxima Centauri.

A campanha de observação acontecerá de janeiro a abril de 2016 e será divulgada diariamente através de posts publicados em blogs e atualizações nas redes sociais. 

Ninguém sabe qual será o resultado desta caçada!

Nos meses que seguem as observações, os cientistas analisarão os dados recolhidos e submeterão os resultados a uma revista especializada arbitrada.

A uma distância de apenas 4,2 anos-luz do Sol e situada na constelação do Centauro, Proxima Centauri é a estrela mais próxima do Sol que conhecemos. 

Observações anteriores mostraram pistas interessantes, se bem que mínimas, da presença de um pequeno companheiro em órbita desta anã vermelha. 

Esta nova campanha fará uma busca mais detalhada e precisa em relação aos desvios do movimento orbital da estrela anã que podem revelar a presença de um planeta do tipo terrestre em sua órbita.
Leia Mais ►
1

Auriga - O Cocheiro

A estrela mais brilhante da constelação de Auriga é a famosa estrela Capella, a“alpha Aur.”, a estrela Alpha da Constelação de Auriga. 

Ela possui magnitude visual igual a +0,08 e também pode ser chamada de “Alpha Aurigae”, de “Alhajot” e de “Capella” que provem do latim e significa “cabra”. Capella é uma estrela gigante amarela e é considerada a 6ª estrela mais brilhante de todo o céu profundo.Esta estrela é uma estrela múltipla do tipo binária, isto é, composta de duas estrelas que rotam uma em torno da outra num período de 104 dia. Está a 42,38 anos-luz de distância da Terra, possui cerca de 14 vezes o diâmetro do Sol e sua temperatura é de 5146 ºC;

É um deleite observar a constelação de Auriga, cujo nome em português é "O Cocheiro". Nesta época do ano, temos uma vista fantástica, a olho nu, da estrela Capella, que de tanto cintilar, parece estar querendo nos chamar a atenção.

Além disto, diversos outros objetos interessantes do céu profundo podem ser observados, principalmente com o auxílio de equipamentos específicos, pois o equador galáctico, que é o plano médio da nossa galáxia, a Via Láctea, cruza a constelação, de um extremo a outro, e por esta razão, ao observá-la, pode-se encontrar vários aglomerados globulares e uma grande quantidade de belíssimas estrelas duplas.
Mas afinal....Como encontrar O Cocheiro no Céu?

Auriga é uma grande constelação boreal, pois está localizada
 no hemisfério norte celeste. Ela pode ser observada quando o observador estiver localizado em cidades do hemisfério norte do nosso globo terrestre; e pode ser visualizada em sua totalidade, em noites de inverno, desde a latitude 0º Norte até 90º Norte. 

Auriga pode ser observada no zênite quando o observador estiver localizado em cidades próximas à latitude 42º Norte.

Já no hemisfério sul, a observação de Auriga fica um pouco limitada devido a ser uma constelação do hemisfério norte, podendo ser apenas observada de algumas cidades principalmente no início do verão austral. 

Torna-se muito mais fácil localizar esta constelação quando o observador estiver localizado em cidades mais próximas da linha do Equador; e neste caso, quanto mais ao norte o observador estiver mais alta esta constelação estará no céu; quanto mais ao sul, menores ficam as chances de visualização desta constelação na sua totalidade.

Auriga só é visível completamente no céu do hemisfério sul em regiões localizadas entre as latitudes 0º Sul e 34º Sul. 

As cidades localizadas nas proximidades da latitude 34º Sul e limitadas a ela, visualizam esta constelação muito próxima do horizonte. 

A visualização desta constelação fica parcialmente comprometida em regiões localizadas entre as latitudes 34º Sul e 62º Sul, pois só é possível localizar parte desta constelação. 

Já, um observador que esteja localizado em cidades localizadas entre as latitudes 62º Sul e 90º Sul, jamais consegue ver Auriga no céu, pois ela estará sempre escondida abaixo do horizonte do observador.

A localização da constelação de Auriga fica facilitada se primeiro localizamos no céu a famosa constelação de Orion; e a partir daí o Touro estará à sua direita (Oeste); e mais alta no céu estará a estrela Capella que é a estrela Alpha da constelação de Auriga. Em cidades que possuam muita poluição luminosa a localização de Auriga fica totalmente comprometida, pois o ideal seria observá-la em áreas sem nenhuma luz, ou seja, sem poluição luminosa.

Outras Curiosidades:

  1. A segunda estrela mais brilhante da constelação de Auriga é a estrela “Beta Aur.”, pois possui magnitude visual igual a 1,90. É uma binária eclipsante com um período de 3,96 dias. Pode também ser chamada de “Beta Aurigae” e de “Menkalinan” que provém do árabe “ mankib dhi al-’inãn” que significa o “ombro do cocheiro”.
  2. Muitas obras científicas consideram a existência de uma estrela Gama na constelação de Auriga e a batizam de “Gama Aur.”, de “Gama Aurigae” e de “El Nath”. Mas, cabe destacar que esta estrela não existe nesta constelação e sim pertence a constelação de Taurus (Touro) e lá é conhecida como “Beta Tau.”.
  3. A estrela “Epsilon Aur.” é uma estrela supergigante amarela, que possui 2,99 de magnitude visual e que pode também ser chamada de “Epsilon Aur.”, de “Epsilon Aurigae” e de “Almaaz”. É uma notável binária eclipsante com um período de 27,1 anos. A maior, em tamanho, de qualquer estrela semelhante conhecida. 
  4. A estrela “Zeta Aur.” possui 3,75 de magnitude visual e pode também ser chamada de “Zeta Aur.”, de “Zeta Aurigae” e de “Hoedus I”. É outra estrela binária eclipsante, composta de duas estrelas que rotam uma em torno da outra, num período de 2 2/3 anos.
  5. A constelação Auriga é uma das constelações de origem grega listadas pelo astrônomo egípcio Claudius Ptolemaeus, popularmente conhecido por Ptolomeu, em uma de suas obras escritas em grego “O Almagesto”, “He Mígale Sintaxis” que significa “O grande Tratado”.
  6. Ao observar a constelação de Auriga, podemos nela localizar alguns objetos interessantes, tais como:

Aglomerados Abertos:
  • M36 ou NGC 1960 - popularmente chamado de “Pinwheel Cluster”, que significa “Aglomerado Cata-vento”.
  • M37 ou NGC 2099 - é considerado o melhor aglomerado aberto da constelação de Auriga para se observar a olho nú, e é popularmente chamado de “Auriga Salt-and-Pepper”, que significa “Sal e Pimenta de Auriga”.
  • M38 ou NGC 1912 
Nebulosas Planetárias:
  • CI 2149 (PK 166 + 10,1)
  • PK 173-5,1
Nebulosas Difusas:
  • IC 405 - Também conhecida como “Flaming Star Nebula”, que significa “Nebulosa Estrela Flamejante”.
  • IC 410
  • IC 439
  • NGC 1985

Nesta região do céu ocorrem as chuvas de meteoros:
  • Alpha Aurigids (AUR) - é uma chuva de meteoros do tipo radiante, com velocidade de 66 Km/segundo, que aparece nesta região do céu entre os dias 25/08 e 05/09. Sua declinação para o ano 2.000 é de 42º 0’ e sua ascensão reta para o ano 2.000 é de 5h36min. Para saber qual horário de sua ocorrência nesta região do céu e nestes dias consulte seu anuário. 
  • Delta Aurigids (DAU) - é uma chuva de meteoros do tipo radiante, que aparece na região da constelação de Perseus, entre os dias 05/09 e 10/10 e possui velocidade de 64 Km/segundo. Sua declinação para o ano 2.000 é de 47º 0’ e sua ascensão reta para o ano 2.000 é de 4h00min. Para saber qual horário de sua ocorrência nesta região do céu e nestes dias consulte seu anuário. 
Asterismos:
  • “Kids” – É um asterismo com a forma de dois segmentos de reta inclinados e interligados entre si, imaginário, composto por algumas estrelas da constelação de Auriga: Almazz (epsilon Aur.), Hoedus I (zeta Aur.) e Hoedus II (eta Aur.). 
Leia Mais ►
0

Auriga-Mitologia


Auriga, segundo a mitologia, era um cocheiro de uma carruagem que levava em uma de suas mãos um chicote e  carregava consigo uma cabra e algumas cabritas recém nascidas. 

Segundo algumas crenças, esta cabra, chamada de Amaltheia (Amaltéia), era muito conhecida por ter amamentado Zeus quando bebê, e eram as Melissas que extraiam seu leite para utilizar na amamentação do famoso deus. 

Muitos acreditavam que esta cabra era representada no céu pela estrela Capella, que é a estrela mais brilhante desta constelação, e por este motivo esta estrela ficou também conhecida por Amaltéia.

Uma outra versão sugere que esta constelação representava Erichthoneus (Erictônio), que era o filho coxo de Hephaestus (Hefesto ou também conhecido por Vulcano) e da mãe Terra, e havia nascido através da fecundação de um sêmen que fora derramado por Hefesto sobre o solo da cidade de Atenas em um momento de intensa atração não correspondida por Minerva. 

Mesmo com seu problema físico, Erictônio inventou uma carruagem de quatro cavalos que conseguia conduzir com grande facilidade; com isto foi notado e admirado por Zeus e colocado juntamente com sua carruagem nos céus na constelação de Auriga.

Crédito da Imagem: Johannes Hevelius
Leia Mais ►
0

JUNO, da NASA, quebra recorde de distância ao tornar-se o emissário/sonda mais distante, movido a energia solar, da humanidade.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016.

Juno foi lançada da Terra em 2011, rumo a Júpiter, e tem previsão de chegar ao planeta gigante em 2016, a partir de uma órbita elíptica, polar.

O marco ocorreu às 11 horas PST (14:00 EST, 19:00 UTC) na quarta-feira, 13 de janeiro, quando Juno ficou cerca de 793 milhões de quilômetros do Sol.
Leia Mais ►
0

Um Sabre de luz no céu!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016.
Como um farol na profunda imensidão, e através de opacas nuvens de gás, destaca-se o intenso brilho que emana, em forma de feixes de luz, de uma estrela recém-criada.

Trata-se de um tipo de objeto chamado "herbig-Haro".

As partículas ionizada presentes nos jatos de estrelas muito jovens, criam ondas de choque que colidem com o gás e poeira interestelar, varrem, abrem cavidades,o excitam, e emite com Intensa luz.

Se conhecem menos de mil desses objetos, o que mostramos na imagem é o hh24 que está localizado na constelação de Orion, a 1350 anos-Luz de distância. 

Hh24 foi captado pelo telescópio espacial Hubble, e combina observações em luz visível e infravermelho.

Os objetos de Herbig–Haro (HH) são pequenas áreas de nebulosidade associados a estrelas recém nascidas, formadas quando o gás ejetado pelas estrelas jovens colidem com nuvens de gás próximas a velocidades de algumas centenas de km/s. 

Image credit: ESA/Hubble & NASA, D. Padgett (GSFC), T. Megeath (University of Toledo), and B. Reipurth (University of Hawaii)
Leia Mais ►
0

Novos dados do Observatório de Raios-X Chandra confirmam que a massa do maior aglomerado de galáxias já detectado tem cerca de 90 por cento de matéria escura

Os astrónomos têm feito um estudo mais detalhado ainda de um jovem aglomerado de galáxias, extremamente maciço, usando os três Grandes Observatórios da Nasa.

Este raro aglomerado de galáxias, chamado IDCS J 1.426,5 + 3508, que está localizado a 10 bilhões de anos-luz da Terra, na região da constelação de Bootes,  é o aglomerado de galáxias de maior massa detectado, quase tão grande quanto 500 trilhões de sóis.

Este objeto tem implicações importantes para a compreensão de como estas mega-estruturas se formaram e evoluíram no início do universo.

Esta imagem mostra este aglomerado de galáxias em multicomprimento de onda, em raios-X, em azul, registrado pelo Observatório de raios-X Chandra, em luz visível, em verde, observado pelo Hubble e infravermelho, em vermelho, registrado pelo Telescópio Espacial Spitzer.

Descoberto pela primeira vez pelo telescópio espacial Spitzer em 2012, IDCS 1426 foi então observado usando o Telescópio Espacial Hubble e do Observatório Keck para determinar sua distância.

Agora, novos dados do Observatório de Raios-X Chandra confirmam que a massa do maior aglomerado de galáxias já detectado tem cerca de 90 por cento de matéria escura, uma misteriosa substância detectada até agora apenas por meio de sua força gravitacional sobre a matéria normal composta de átomos.

Aglomerados de galáxias são os maiores objetos do Universo unidos pela gravidade.

Por causa de seu tamanho, os cientistas pensam que ele deve levar vários bilhões de anos para se formar.

A distância de IDCS J1426 significa que os astrônomos o estão observando quando o universo tinha apenas 3,8 bilhões de anos, o que implica que o aglomerado esta sendo visto com uma idade muito jovem.
Leia Mais ►
0

Atenção Cineastas de todo o Mundo! A NASA lançou uma competição de curta-metragem que estreará no Festival de Cinema "Houston Cinema Arts Festival"!

domingo, 10 de janeiro de 2016.
A NASA e o "Houston Cinema Arts Society" (ACS), vão oferecer aos cineastas do mundo todo a oportunidade de compartilhar suas obras inspiradas por e com imagens reais da NASA através da"CineSpace", uma nova competição de curta-metragem que estreará no Festival de Cinema "Houston Cinema Arts Festival", que será realizado entre 10 e 17 novembro de 2016.

A equipe do processo de seleção receberá os filmes com imagens reais da NASA, coletadas ao longo de mais de 50 anos de sua história, e os julgará pelos seguintes critérios: criatividade, inovação e atenção aos detalhes, que são a marca do voo espacial.

NASA e o "Houston Cinema Arts Society" vão escolher os finalistas através de uma Comissão de Seleção, e estes, serão exibidos em Houston Cinema Arts Festival (HCAF), em novembro de 2016. 

Os Prêmios para o  CineSpace 2016 são os seguintes:

PRÊMIOS COMPETIÇÃO
• Grande Prêmio: USD $ 10.000; 
• Segundo Prêmio: USD 5000;
• Terceiro Prêmio: USD 3.000.

CATEGORIAS DE JULGAMENTO E PRÊMIOS ESPECIAIS
• Melhor Filme Descrevendo benefícios do espaço para a humanidade: USD 4.000; 
• Melhor Filme Descrevendo o Espírito da futura exploração do espaço: USD 4.000.

Quer Saber Mais?Acesse o regulamento aqui.

Leia Mais ►
0

O Céu Noturno de Janeiro de 2016

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016.
Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil também para podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.


Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Janeiro/16
Leia Mais ►
 
As Maravilhas do Céu Estrelado © 2005 - todos os direitos reservados para o autor: Engº João Batista Salgado Loureiro | Template By Mundo B |