APRESENTAÇÃO DO CANAL

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A estrela KIC 8462852, a mais misteriosa do universo, localizada na constelação do Cisne, distante 1.480 anos-luz, que alguns diziam ter ao seu redor uma megaestrutura alienígena, pode ter planetas em processo de desintegração ao seu redor.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017.
Um possível Planeta se desintegrando defronte à estrela
Enquanto a maioria dos planetas orbitam as suas estrelas a uma distância segura, alguns o fazem muito próximo a elas. Orbitando a uma distância menor do que a de Mercúrio, estes mundos experimentam temperaturas extremas, que levam as suas atmosferas a se expandir. Se o planeta é muito pequeno, com pouca gravidade para refrear a expansão atmosférica, ele irá perdê-la para o espaço. Muitos mundos foram observados com o remanescente de suas atmosferas formando uma “trilha” atrás deles.

Quando os cientistas observam uma atmosfera dispersando-se por detrás de um planeta, como se este fosse um cometa, ela provavelmente deve ter se perdido logo depois do planeta orbitar a estrela com esta extrema proximidade. Ocorre porém, que a superfície superaquecida de um planeta que está se desintegrando nestas condições, irá abastecer a atmosfera, à medida que os gases dela escaparem.

Mesmo os melhores instrumentos, podem apenas observar as camadas superiores da atmosfera de um planeta existente além do sistema solar. Mas estes mundos ferventes, podem propiciar uma primeira visão, a respeito do que está ocorrendo nas suas superfícies.

Para ajudar a entender o que ocorre nestes mundos, pela primeira vez modelou-se como deve ser um planeta que perde sua atmosfera em uma taxa consistente. Descobriu-se que era difícil drenar a atmosfera de forma constante ao longo do tempo. O mais provável é que as atmosferas destes planetas formem-se em grandes quantidades, e rapidamente sejam expelidas em porções generosas. A rocha é vaporizada pelo calor, tranformando-se em atmosfera, sendo posteriormente ejetada para o espaço. Em seguida, tudo recomeça.

O sinal incomum pode possibilitar um meio de detectar planetas muito pequenos para serem descobertos pelos nossos instrumentos atuais. Em 2015, os pesqisadores relataram alterações raras na luz emanada pela estrela KIC 8462852, também conhecida como estrela de Tabby ou estrela de Boyajian. Desde esta descoberta, os cientistas propuseram uma miríade de possíveis causas, indo de um enxame de cometas, até a evocação da presença de uma esfera de Dyson.
Imagem da estrela KIC 8462852
Mas ainda há cautela com esta hipótese de planetas em lenta desintegração, pois apesar de ser uma explicação aceitável, só pode ser considerada na falta de uma mais precisa. E como seria necessária uma enorme cauda atmosférica, para bloquear a luz provinda da estrela de Tabby, os pesquisadores consideram esta explicação como improvável, apesar de possível.

Não obstante, os planetas que estão no processo de desintegração, permanecem como as melhores opções para uma pesquisa efetiva de suas superfícies. O futuro telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado no final de 2018, permitirá que os cientistas observem os minerais existentes nestas caudas atmosféricas, o que por consequência, revelará interessantes informações sobre as superfícies destes exoplanetas.
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Astrônomos descobrem que o Núcleo do Sol gira 4 vezes mais rápido que a sua superfície.

Imagem do Sol obtida pela nave SOHO em 2013.
O Sol é a estrela mais próxima da Terra, encontrando-se a “apenas” 150 milhões de quilômetros de distância. Apesar do fato de podermos sentir o calor do Sol em nossas peles e o seu disco parecer do tamanho da Lua cheia no céu, o Sol ainda é um grande enigma. Para muitos astrônomos que o estudam, muitas perguntas e incertezas permanecem. Agora, uma destas questões foi respondida: qual é a taxa de rotação do núcleo do Sol.

Uma equipe internacional de astrônomos, utilizando um instrumento a bordo do SOHO – chamado Oscilações Globais em Baixas Frequências (GOLF) – foi capaz de medir com precisão, pela primeira vez, a que velocidade o núcleo do Sol rotaciona. 

O instrumento GOLF registra as oscilações do Sol, ou seja, alterações na forma de ondas, nos gases da sua atmosfera, que revelam informações sobre a sua estrutura interna. Estas oscilações, que ocorrem no nível da superfície solar, foram medidas a cada 10 segundos, o que permitiu uma análise detalhada ao longo do tempo, sobre as atividades internas de nossa estrela. Estudar o Sol desta forma é similar aos estudos a respeito do interior da Terra, através da propagação das ondas sísmicas, produzidas por terremotos, revelando aos cientistas o que existe por debaixo de nossos pés.

Para estudar o núcleo do Sol, a equipe examinou um aspecto das oscilações visíveis na superfície do Sol, aquele que reflete o tempo que estas ondas levam para viajar até o centro dele. Eles descobriram que o núcleo gira uma vez por semana, o que é quatro vezes mais rápido que a rotação média das camadas exteriores de nossa estrela.

Usando esta nova informação, os astrônomos são capazes de refinar seus modelos do comportamento presente e passado do Sol, assim como determinar com maior precisão sua composição, e a estrutura de suas camadas e do seu campo eletromagnético.

Fonte: Astronomy Magazine
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Equipe do Telescópio Espacial Kepler completa o Catálogo Final de Exoplanetas.

O mais completo e detalhado catálogo já publicado pela equipe do Kepler, marca o fim de uma era de busca de planetas nas estrelas de nossa galáxia.

Este é um marco para o Telescópio Esopacial Kepler, pelo menos no que tange à primeira parte de sua missão. Em 19/06/2017 os astrônomos divulgaram o oitavo e final catálogo, com os dados obtidos nos primeiros 4 anos de vida do Kepler. Com 219 novos candidatos a planetas, 10 dos quais com tamanhos próximos à da Terra, este catálogo ajudará os astrônomos a responderem à questão principal da missão do Kepler: Quantos planetas semelhantes à Terra orbitam as estrelas do tipo do Sol?

Os pesquisadores descobriram uma lacuna quando se faz a distribuição dos planetas encontrados por tamanho, indicando que a maioria dos planetas descobertos pelo Kepler podem ser classificados em duas categorias distintas: os rochosos, do tamanho da Terra ou um pouco maiores que ela (Kepler 452b p.ex.), e os do tipo mini-Netuno (Kepler 22b p.ex.). A lacuna encontra-se nos planetas menores que a Terra.

No total, o Telescópio Kepler descobriu 4.034 planetas candidatos, dos qais 2.335 foram confirmados, após observar 160.000 estrelas, numa pequena região do céu na constelação do Cisne.

Foram descobertos 50 planetas de tamanho semelhante à Terra, localizados na “zona habitável” da estrela, dos quais mais de 30 já foram confirmados.
Diagrama que ilustra como os planetas são "montados" e agrupados
(veja mais informações abaixo)
Os astrônomos classificam estes planetas, que antigamente pensava-se inexistirem, como “super-Terras” – mundos rochosos pouco maiores que a Terra, com atmosferas profundas e esmagadoras – ou como “mini-Netunos” – planetas gasosos menores que Netuno, que não possuem superfície.

Descobriu-se que entre 1,75 e 2 vezes o tamanho da Terra, muito poucos planetas se formam, deixando uma lacuna, uma linha divisória, entre estas duas categorias. Assim, qualquer planeta com tamanho menor que 1,75 vezes o tamanho da Terra, é denominado “Super-Terra” e qualquer um que seja maior que 2 vezes as dimensões de nosso planeta, é denominado como “mini-Netuno”.

Fonte: Space & Telescope
Publicação: 19/06/2017

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OBS: Este diagrama ilustra como os planetas são "montados" e agrupados em duas classes distintas. Em primeiro lugar, os núcleos rochosos de planetas são formados a partir de bocados mais pequenos. Então, a gravidade dos planetas atrai hidrogénio e hélio. Finalmente, os planetas são "cozidos" pela luz estelar e perdem algum gás. Num determinado limite de massa, os planetas retêm o gás e tornam-se mini-Neptunos gasosos; abaixo desse limite, os planetas perdem todo o seu gás, tornando-se super-Terras rochosas. Crédito: NASA/Kepler/Caltech (R.Hurt)
Os planetas nascem de discos giratórios de gás e poeira, chamados “discos protoplanetários”. Dali surgem planetas gigantes como Júpiter, assim como planetas menores, com tamanhos entre a Terra e Netuno. Os pesquisadores do Kepler descobriram que neste último caso, pode haver dois subgrupos: planetas rochosos como a Terra e mini Netunos gasosos.


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As naves Voyager1 e 2, 40 anos após seus lançamentos ainda estão funcionando.

sábado, 12 de agosto de 2017.
Este é o lançamento da Voyager 2, em agosto de 1977
40 anos após terem sido lançadas, as naves Voyager 1 e 2 ainda estão explorando o espaço.

A Voyager 2 foi lançada em 20/08/1977 e a Voyager 1 em 05/09/1977. O objetivo de ambas era a exploração do sistema solar exterior. A Voyager 1 passou próxima de Júpiter e de Saturno, e a sua irmã gêmea, a Voyager 2, além de também passar próxima destes dois planetas gigantes, também foi capaz de visitar Urano e Netuno.

Após terem atingidos estes objetivos, as naves continuaram sua viagem na direção das extremidades de nosso sistema solar. Ambas continuam em funcionamento até hoje, enviando relevantes dados científicos para a Terra, para que possamos entender melhor como é estruturado e como se dá a interação entre o sistema solar e o espaço entre as estrelas. Em Agosto de 2012, a Voyager 1 atingiu o limite extremo de nosso sistema solar, ingressando no espaço interestelar.

Cada uma das naves carregam consigo um “Disco de Ouro”, onde estão gravados sons, imagens e mensagens da Terra, para fornecer informações de nosso mundo caso sejam encontradas por uma civilização alienígena.

Este é o Disco de Ouro da Voyager


A Voyager 1 encontra-se a 21 bilhões de quilômetros de distância da Terra, navegando pelo espaço intererstelar já há 5 anos. Esta região do espaço não é inteiramente vazia, pois contém matéria ejetada das estrelas que explodiram como “supernovas”, há milhões de anos. A nave está agora estudando o assim chamado “meio interestelar”, que é um ambiente muito interessante e pouco conhecido de nossa galáxia.

As observações da Voyager 1 mostraram que a “Heliosfera”, que é a região em torno do Sol protegida pelo seu campo eletromagnético, protege a Terra e os demais planetas da temida radiação cósmica. Os raios cósmicos (que são compostos por núcleos atômicos viajando quase na velocidade da luz), são quatro vezes menos abundantes próximo à Terra do que no meio interestelar.

Já a Voyager 2 encontra-se a 18 bilhões de quilômetros do Sol, ainda se encontra no interior do sistema solar, e atingirá o espaço interestelar dentro de alguns anos. Quando ela cruzar a fronteira, em um ponto diferente da Voyager 1, permitirá realizar uma comparação com os dados obtidos anteriormente. 

Cada uma destas espaçonaves, possui três geradores termoelétricos de radioisótopos, que convertem o calor produzido pelo decaimento radioativo do plutônio 238, em eletricidade.

Esta imagem representa as Voyagers 1 e 2, pois são gêmeas
A expectativa é de as naves deixem de operar por volta de 2030. Mas mesmo após isto, pela inércia, elas continuarão suas viagens, voando a uma velocidade de 48.280 km/h através da Via Láctea.

Fonte: Space.com 

Publicado: 12/08/2017
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Você sabia que as estações do ano da Terra mudaram hoje?

quinta-feira, 22 de setembro de 2016.
Hoje aconteceu o equinócio no planeta Terra, oficialmente ás 11h21m (horário de Brasília), uma época do ano, quando o dia e a noite são quase iguais.

Em um equinócio, a linha divisória entre dia e noite, torna-se vertical e conecta os pólos norte e Sul da Terra.

Ademais, as estações também vão mudar (20 de Março), com o Hemisfério Sul se movendo de verão para outono, e o Hemisfério Norte entrando na primavera.

O evento celeste que marca essa transição é chamado de "equinócio" - do latim "aequinoctìum", "noites iguais" (aos dias) - e acontece duas vezes por ano, a primeira em torno de 21 de Março e a seguinte em torno de 21 de setembro.

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O Céu Noturno de Setembro de 2016

segunda-feira, 5 de setembro de 2016.
Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil também para podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.



Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Setembro/16

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Sinal de Rádio oriundo da estrela HD 164595 pode ser de uma Civilização Alienígena

terça-feira, 30 de agosto de 2016.

Em Maio de 2015, um Rádiotelescópío russo detectou um forte sinal de rádio, que parecia provir da estrela HD 164595. 

Esta estrela, localizada na constelação de Hércules, é semelhante ao nosso Sol, do tipo G, e dista 94,4 anos-luz da Terra.

Até o presente momento, um planeta, com massa semelhante a Netuno, foi detectado orbitando esta estrela, mas é possível que outros planetas lá existam.

O sinal recebido do sistema desta estrela, é consistente com o de uma civilização alienígena muito mais avançada do que a nossa.

O Instituto SETI está usando o ATA – Allen Telescope Array, um complexo de radiotelescópios situado no norte da Califórnia, neste exato momento, para estudar os sinais emitidos deste sistema estelar, para confirmar as impressões iniciais.
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Chuva de meteoros Perseidas 2016!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016.
A chuva de meteoros Perseidas terá seu pico entre hoje e sexta feira!

Existe a previsão de uma quantidade de 150 a 200 meteoros por hora, com velocidade de 59 quilometros por segundo.

E a observação será possivel desde que o céu esteja em condições de observação e de cidades sem poluição luminosa.

  • Cometa de Origem: 109P/Swift-Tuttle;
  • Radiante: constelação Perseus;
  • atividade: 13 de julho a 26 de agosto de 2016;
  • Pico: 11 de agosto-12 de agosto de 2016.

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O Céu Noturno de Agosto de 2016

terça-feira, 2 de agosto de 2016.
Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil também para podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.


Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Agosto/16

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Astrônomos encontram planeta com 3 Sóis

sexta-feira, 8 de julho de 2016.
Uma equipe internacional de astrônomos detectou um planeta de um sistema com três sóis, informou nesta quinta-feira o Observatório Europeu do Sul (OES).

O grupo usou um dos instrumentos do Very Large Telescope (VLT), o telescópio do OES situado no deserto de Atacama, no Chile, para obter as imagens. 

Os resultados da investigação, que foi liderada por astrônomos da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, foram publicados nesta quinta-feira, na revista científica "Science".

O planeta HD 131399Ab orbita a estrela mais brilhante das três, a HD 131399A, tem quatro vezes a massa de Júpiter, e uma temperatura de 580 graus Celsius. 

A sua órbita, que totaliza 550 anos terrestres, é a maior conhecida num sistema estelar múltiplo.

O HD 131399Ab está situado a cerca de 320 anos-luz da Terra, na constelação de Centauro, e tem cerca de 16 milhões de anos de idade, o que o torna um dos exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) mais jovens até agora descobertos (o Universo tem cerca de 13,77 bilhões de anos).

Durante parte da órbita do HD 131399Ab, um observador naquele planeta poderia desfrutar de dias sem noites, já que teria sempre luz direta de algum dos seus sóis. 

Noutra parte da órbita, poderia observar triplos nascimentos e pores de Sol, assinala em comunicado o OES.

Os cientistas estimam que a estrela mais brilhante do trio tenha 80% mais massa do que o nosso Sol e é orbitada pelas duas estrelas restantes, com menos massa, que rodopiam em torno uma da outra e estão separadas entre si pela distância média aproximada que separa o nosso Sol de Saturno.

Neste cenário, segundo o Observatório Europeu do Sul, o planeta HD 131399Ab "desloca-se em torno" da estrela mais brilhante, numa órbita com um raio correspondente a cerca de duas vezes a órbita do planeta-anão Plutão.

A descoberta surpreendeu os cientistas, porque órbitas como a do HD 131399Ab "são frequentemente instáveis, devido à atração gravitacional, complexa e variável, das outras duas estrelas do sistema"; e ademais pensavam que "seria muito improvável existirem planetas em órbitas estáveis nestas condições".

Para os astrônomos, planetas como o HD 131399Ab "têm um interesse especial", uma vez que "mostram como se dá a formação planetária em cenários muito extremos", refere o OES na nota, sublinhando que os sistemas estelares múltiplos "são tão comuns" como as estrelas individuais, como o nosso Sol.

Imagem: ESO/L. CALÇADA
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O Céu Noturno de Julho de 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016.
Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil também para podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.

Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Julho/16
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As Estações da Terra mudam hoje! Os dias estão mais curtos e as noites mais longas!

segunda-feira, 20 de junho de 2016.
As estações mudam hoje, 20 de junho de 2016, ás 22:34:40 (UTC), com o Hemisfério Sul se movendo de outono para inverno e o Hemisfério Norte entrando no verão .

O evento celeste que marca essa transição é chamado de "solstício" (do latim "solstitìum"), e acontece duas vezes por ano, a primeira em torno de 20 e 21 de Junho, e a seguinte em torno de 21 de dezembro.

Com isto, o Hemisfério Sul terá os dias mais curtos, as noites mais longas, e as temperaturas serão mais frias durante os próximos três meses.

Mas o que é um solstício, e por que isso ocorre?

A Terra se move de duas maneiras diferentes. Em primeiro lugar, o planeta gira em torno de seu eixo polar (uma linha imaginária que passa através do polos norte e sul terrestres), uma vez a cada 23h 56m 4s, fazendo a alternância entre dia e noite.

Em segundo lugar, ela se move em sua órbita ao redor do Sol uma vez a cada 365,2564 dias (365 dias, 48 minutos e 46 segundos), fazendo o ciclo anual das estações. 

Uma outra particularidade do movimento Terra-Sol muito importante: é que o eixo de rotação da Terra é inclinado em 23,5 º em relação à normal ao plano da translação da Terra. 

Em consequência disso, ora um hemisfério está voltado para o Sol; seis meses depois é o outro hemisfério que está voltado para o Sol. 

Entenda os movimentos da Terra

Essas posições da Terra em relação ao Sol são conhecidas como Solstícios: Solstício de Verão para o hemisfério voltado para o Sol; Solstício de Inverno para o hemisfério voltado contra o Sol. (Note que um mesmo solstício é chamado de Solstício de Inverno em um hemisfério enquanto é chamado de Solstício de Verão no outro hemisfério; e vice-versa.) 

Entre os Solstícios, temos posições intermediárias, conhecidas como equinócios, onde os dois hemisférios estão simetricamente dispostos em relação ao Sol: Equinócio de Primavera para o hemisfério que está indo do Inverno para o Verão e Equinócio de Outono para o hemisfério que está indo do Verão para o Inverno. 

O solstício ocorre quando o Sol atinge o maior grau de afastamento angular do equador celeste, ou seja, quando o caminho que o Sol faz, a eclíptica, está com seu maior afastamento em relação ao equador celeste.‬



Crédito das Ilustrações:

Engº João Batista Salgado Loureiro
Autor de Produtos e Proprietário da Marca "As Maravilhas do Céu Estrelado".

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As Galáxias

domingo, 19 de junho de 2016.
Andrômeda
Falando de Estrelas - Parte 02

Ao olharmos para o céu noturno, especialmente nas noites sem Lua, ficamos fascinados pela miríade de estrelas que se descortina sobre as nossas cabeças.

Milhares de pontos luminosos cintilam na Abóbada Celeste, espalhados aleatoriamente pelo firmamento.

Mas será que por detrás desta aparente casualidade, existiria algum tipo de ordenamento? As estrelas espalham-se pelo universo de forma incerta, ou há algum regramento que determina a sua distribuição?

A resposta nos é dada por uma das Forças que regem o Universo, a Gravidade.

Esta Força do Universo, que foi descoberta pelo cientista inglês Isaac Newton, é regida pela Lei da Gravitação Universal. No Universo, matéria atrai matéria, na razão direta de suas massas, e na razão inversa do quadrado da distância que as separa.

Isto nos leva a concluir que as estrelas que observamos no céu noturno, por serem compostas de matéria, atraem-se mutuamente, com as intensidades previstas pela Lei da Gravitação Universal.

Desta forma, não é o acaso que as mantém em suas posições observadas, mas sim a maneira como a gravidade nelas atua. Mas como saber o resultado da ação destas forças de atração? Existem padrões de agrupamento estelar? A resposta a estas perguntas, nos foram dadas ao longo dos séculos, pelas observações astronômicas realizadas.

Os astrônomos dos séculos XVIII e XIX, ao perscrutarem com seus telescópios o céu noturno, deparavam-se com os mais diferentes tipos de astros, além do Sol, da Lua, dos planetas e das estrelas, que por sua aparência incomum, desafiavam a ciência a explicá-los. Astros que pareciam como pequenos flocos de algodão, com formas arredondadas ou lenticulares, semelhantes a nuvens a flutuar pelo espaço sideral. Seriam formados por gases? Ou por estrelas, que de tão distantes, não eram possíveis discernir nas observações feitas?

O grande filósofo e astrônomo Immanuel Kant, emitiu a seguinte opinião a respeito: “A Via Láctea é apenas uma Galáxia a mais em um um vasto universo cheio de Galáxias”. Em 1920 aconteceu o “Grande Debate”, entre Harlow Shapley e Heber Curtis. Shapley defendia a tese de que eles eram formados por gases, e chamava estes objetos de “Nebulosas”, ou “Nuvens” em espiral, e que se encontravam dentro da Via Láctea, que para ele era todo o Universo; já Curtis defendia a tese de que estes objetos eram na realidade compostos por estrelas, distantes demais para serem observadas individualmente, e que estavam fora de nossa Via Láctea, e os chamavam de “Universos-Ilha”, ou “Galáxias”. A evolução da tecnologia dos telescópios, permitiu saber que Kant e Curtis estavam certos, e que no Universo, as estrelas se agrupavam gravitacionalmente nestas gigantescas estruturas, e que ele estava repleto de Galáxias como a nossa, cada uma delas com centenas de bilhões de estrelas.

O astrônomo americano Edwin Hubble, que dá nome ao Telescópio Espacial ora em órbita da Terra, elaborou em 1927, a sua “Classificação Morfológica de Galáxias”. Por ela, as Galáxias, pelo seu formato, dividem-se em três grandes grupos: Elípticas, Espirais e Irregulares. Já o grupo das Espirais Espirais, apresenta um subtipo muito peculiar, chamado de Espiral Barrada. Neste, o núcleo da Galáxia Espiral não possui o formato esférico comumente visto nas outras Galáxias Espirais, exibindo um formato “alongado”, semelhante a uma “Barra”.

Hoje, após acuradas observações feitas, com os equipamentos mais modernos disponíveis, sabemos que a nossa Galáxia, a Via Láctea, é uma Galáxia Espiral Barrada, com um diâmetro de 100.000 anos-luz e uma idade de 13,5 bilhões de anos, possuindo de 100 a 400 bilhões de estrelas.

A Galáxia Espiral mais próxima de nós, é a Galáxia de Andrômeda, situada na Constelação de mesmo nome. Ela não é Barrada como a Via Láctea, mas tem a mesma idade e encontra-se a 2.530.000 anos-luz de nós. Possui um diâmetro de 220.000 anos-luz, e contém 1 trilhão de estrelas. Esta Galáxia é tão grande, que pode ser vista mesmo a olho nu, em noites sem Lua, e longe das grandes cidades, nos ceús da Terra.
Galáxia Andrômeda - M31
Mas a maior Galáxia do Universo é uma Galáxia Elíptica, chamada IC 1101, que fica no centro de um Aglomerado de Galáxias denominado Abell 2029, na constelação de Virgem. Com um diâmetro de 6.000.000 anos-luz, ela possui 100 trilhões de estrelas!
IC 1101 - Comparação de tamanho em relação a Nossa
Galáxia, a Galáxia de Andrômeda e a Galáxia M87
Estima-se hoje, que existam cerca de 200 bilhões de Galáxias no Universo que somos capazes de observar, e em média, cada uma delas, tem centenas de bilhões de estrelas!

Até breve!

Eng. João Batista Salgado Loureiro 
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Bootes - O Boiadeiro

sexta-feira, 17 de junho de 2016.

A estrela mais brilhante da constelação de Boötes é Arcturus, a estrela alpha da constelação de Bootes. Seu nome provem do grego e significa “Guardiã da Ursa”, devido a sua proximidade com a constelação da Ursa Maior. 

Arcturus é uma estrela gigante laranja que é considerada a 4ª estrela mais brilhante de todo o céu profundo, possui magnitude visual igual a -0,04, e também é chamada de “alpha Boo.”,“Alpha Bootis” e de “Arctur”.


Mas afinal....Como encontrar Boötes no Céu?


Boötes é uma grande constelação boreal, pois está localizada no hemisfério norte celeste. Ela pode ser observada no céu quando o observador estiver localizado em cidades do hemisfério norte do nosso globo terrestre, e pode ser visualizada, em sua totalidade na primavera, desde a latitude 0º Norte até 90º Norte. 

Boötes pode ser observada no zênite quando o observador estiver localizado em cidades próximas a latitude 31º Norte.

No hemisfério sul, a observação de Boötes fica um pouco limitada devido a ser uma constelação do hemisfério norte, podendo ser apenas observada de algumas cidades. 

Torna-se muito mais fácil localizar esta constelação quando o observador estiver localizado em cidades mais próximas da linha do Equador; e neste caso, quanto mais ao norte o observador estiver mais alta esta constelação estará no céu, quanto mais ao sul, menores ficam as chances de visualização desta constelação na sua totalidade.

Boötes só é visível completamente no céu no outono do hemisfério sul em regiões localizadas entre as latitudes 0º Sul e 35º Sul. 

As cidades localizadas nas proximidades da latitude 35º Sul e limitadas a ela, visualizam esta constelação muito próxima do horizonte. 

A visualização desta constelação fica parcialmente comprometida em regiões localizadas entre as latitudes 35º Sul e 82º Sul, pois só é possível localizar parte desta constelação. 

Um observador que esteja localizado em cidades localizadas entre as latitudes 82º Sul e 90º Sul, jamais consegue ver Boötes no céu, pois ela estará sempre escondida abaixo do horizonte do observador.

A localização da constelação de Boötes fica facilitada se primeiro localizamos no céu a constelação de Virgem, a partir daí Boötes estará ao norte de Virgem. Em cidades que possuam muita poluição luminosa a localização de Boötes fica totalmente comprometida, pois o ideal seria observá-la em áreas sem nenhuma luz, ou seja, sem poluição luminosa.


Outras Curiosidades:

  • que a constelação Boötes é uma das constelações de origem grega listadas pelo astrônomo egípcio Claudius Ptolemaeus, popularmente conhecido por Ptolomeu, em uma de suas obras escritas em grego “O Almagesto”, “He Mígale Sintaxis” que significa “O grande Tratado”.
  • que a estrela “beta Boo.” possui magnitude visual igual a 3,50 e também pode ser chamada de “Beta Bootis”, de “Nekkar” e de “Nekbar”. 
  • que a estrela “gama Boo.” possui magnitude visual igual a 3,03 e também pode ser chamada de “Gama Bootis”, de “Haris” e de “Seginus”.
  • que a estrela “epsilon Boo.” possui magnitude visual igual a 2,37 e também pode ser chamada de “Epsilon Bootis”, de “Izar” e de “Mirak”. 
  • que a estrela “mu Boo.” é uma estrela múltipla do tipo dupla com componentes “Mu Boo.1” e “Mu Boo.2”. A estrela “Mu Boo.1” possui magnitude visual igual a 4,31 e também pode ser chamada de “Mu Bootis 1” e de “Alkalurops”. Por sua vez, a estrela “Mu Boo.2” possui magnitude visual igual a 6,50 e também pode ser chamada de “Mu Bootis 2”.
  • que a estrela “nu Boo.” é uma estrela múltipla do tipo dupla com componentes “Nu Boo.1” e “Nu Boo.2”. A estrela “Nu Boo.1” é uma gigante que possui magnitude visual igual a 5,02 e também pode ser chamada de “Nu Bootis 1”. Por sua vez, a estrela “Nu Boo.2” possui magnitude visual igual a 5,02 e também pode ser chamada de “Nu Bootis 2”.
  • que a estrela “pi Boo.” é uma estrela múltipla do tipo dupla com componentes visualmente abertas “Pi Boo.1” e “Pi Boo.2”. A estrela “Pi Boo.1” possui magnitude visual igual a 4,93 e também pode ser chamada de “Pi Bootis 1”. Por sua vez, a estrela “Pi Boo.2” possui magnitude visual igual a 5,85 e também pode ser chamada de “Pi Bootis 2”.

Você sabia? Que ao observar a constelação de Boötes podemos nela localizar alguns objetos interessantes, tais como:

Galáxias:
  • NGC 5248
  • NGC 5481
  • NGC 5520
  • NGC 5523
  • NGC 5529
  • NGC 5533
  • NGC 5548
  • dentre outras
Aglomerados Globulares:
  • NGC 5466
Asterismos:
  • The Kite” – É um asterismo com a forma de um pipa, ou seja, um grande papagaio de papel, imaginário, composto por algumas estrelas da constelação de Boötes: Arcturus (alpha Boo.), Nekkar (beta Boo.), Seginus (gama Boo.), Delta Boo., Izar (épsilon Boo.) e Rho Boo. 
  • Diamond of Virgo” – É um asterismo com a forma de um diamante conhecido por “Diamante de Virgem” composto por quatro estrelas de quatro constelações diferentes: Arcturus (estrela alpha da constelação de Boötes), Spica (estrela alpha da constelação de Virgo), Cor Caroli (estrela alpha da constelação de Canes Venatici) e Denebola (estrela beta da constelação de Leo).
Aglomerados de Galáxias:
  • Zwicky 6439
  • Zwicky 6737
  • Zwicky 6789
  • Zwicky 6837
  • Zwicky 6907
  • Zwicky 6915
  • Zwicky 7004
  • Zwicky 7022
  • dentre outras
Você Sabia? 
Que nesta região do céu ocorreram supernovas nas seguintes galáxias:



E, que nesta região do céu ocorrem as chuvas de meteoros:

  • June Bootids (JBO) - é uma chuva de meteoros do tipo radiante com velocidade de 18 Km/segundo que aparece nesta região do céu entre os dias 26/06 e 02/07. Sua declinação para o ano 2.000 é de 48º 0’ e sua ascensão reta para o ano 2.000 é de 14h56min. Para saber qual horário de sua ocorrência nesta região do céu e nestes dias consulte seu anuário. 
  • Quadrantids (QUA) - é uma chuva de meteoros do tipo radiante com velocidade de 41 Km/segundo que aparece nesta região do céu entre os dias 01/01 e 05/01. Recebeu este nome por estar incorporada a uma extinta constelação chamada “Quadrans Muralis”. Sua declinação para o ano 2.000 é de 49º 0’ e sua ascensão reta para o ano 2.000 é de 15h20min. Para saber qual horário de sua ocorrência nesta região do céu e nestes dias consulte seu anuário. 

Se quiser saber mais, acesse: Bootes - Mitologia e História

Efeitos Especiais: As Maravilhas do Céu Estrelado;
Imagens do Post: Créditos à Software Starry Night.

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O Céu Noturno de Junho de 2016

quinta-feira, 2 de junho de 2016.
Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil também para podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.


Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Junho/16
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