APRESENTAÇÃO DO CANAL

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Um mosaico com 1400 imagens! Uma homenagem aos habitantes da Terra!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013.
cassini20130821-640
De mais de 40 países e 30 estados dos EUA, as pessoas ao redor do mundo compartilharam mais de 1.400 imagens de si mesmos.

Esta ação é parte de uma “onda” organizada em um evento da missão Cassini da NASA.

Esse evento, aconteceu em 19 de julho de 2013, e marcou o dia em que a sonda Cassini se virou em direção à Terra e fez mais uma imagem de nosso planeta.

Visão da Terra _ por Cassini
Ao explorar Saturno, a nave Cassini da NASA
capturou uma imagem da Terra a uma distância de cerca
de 1,45 biliões de quilômetros de distância. 
As imagens do mosaico gigante, vieram via Twitter, Facebook, Flickr, Instagram, Google+, e por e-mail. 

Como uma homenagem a todos os habitantes da Terra, a equipe da missão reuniu esta colagem de todas as imagens compartilhadas, usando como base uma imagem da Terra.

A nave Cassini foi lançada em 1997 para estudar Saturno, suas luas (satélites) e seus anéis.

Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / Space Science Institute.
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“100.000 Stars” – Um mapa estelar interativo do "Chrome Experiment"!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013.

O “100.000 Stars” é um espetacular mapa interativo que contém 119.617 estrelas mais próximas da Terra, e que foi desenvolvido pela equipe de artes do Google para o “browser” Chrome.

O mapa inclui a identificação individual de 87 estrelas, o nosso Sistema Solar, além dos dados coletados pelo satélite astrométrico Hipparcos, lançado em 1989 pela Agência Espacial Européia, com a missão de medir a distância e os movimentos próprios de mais de 2,5 milhões de estrelas, localizadas a menos de 150 pc da Terra.

Lá, é possível fazer um “tour”, navegar através do “zoom in” e “zoom out”, clicar sobre o nome das estrelas para aprender mais sobre elas.

Não perca esta Experiência! Acesse este link  “100.000 Stars”, ou clique sobre a imagem abaixo!

Divirta-se!


100.000 Stars
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O Evento mais Energético após o Big Bang!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013.
NASA Finds Direct Proof of Dark Matter
O aglomerado do Projétil (Bullet Cluster), formalmente conhecido como 1E 0657-56, é um aglomerado localizado a 4 bilhões de anos luz da Terra na constelação da Quilha (Carina). Foi popularmente batizado com este nome, devido sua forma distinta, que se assemelha a um projétil.

O aglomerado foi formado após uma violenta colisão de dois grandes aglomerados de galáxias. Esta colisão foi o evento, mais energético, conhecido no Universo, desde o Big Bang. 

A velocidade e a forma do “Projétil”, e outras informações captadas por diversos telescópios, sugerem que a interação entre os aglomerados originais se deram de forma que, o Menor Aglomerado passou pelo núcleo do Maior, há 150 milhões de anos atrás.

Quando estes dois enormes objetos colidiram, suas velocidades aumentaram violentamente, em diversos milhões de quilômetros em uma hora. A força deste evento foi tão grande, que houve um imediato “arrebatamento” da matéria "normal" transformando-a em gás quente (visto em rosa na imagem), presente ao longo da matéria "escura" (em azul).

A separação entre o gás quente e a matéria "escura" neste sistema é uma forte evidência de que ela, de fato, existe. Mas, a exata natureza da matéria "escura" continua desconhecida, e acredita-se que ela ocupe em torno de 25% do Universo.

Jelly_Bean_Universe
A matéria escura ocupa 25% do Universo
Este incrível evento, tornou o Aglomerado do Projétil extremamente popular para a pesquisa de astrofísica, inclusive para estudos sobre as propriedades da matéria "escura".

Entretanto, na última pesquisa, o aglomerado foi utilizado na detecção de restos de antimatéria presentes no início do Universo, e também a dinâmica de seus gases. 

A antimatéria, é composta por partículas elementares, que têm a mesma massa que os seus correspondentes homólogos da matéria, prótons, nêutrons e elétrons, mas as suas cargas, e propriedades magnéticas, são opostas.

A imagem óptica mostra as galáxias originais dentro do aglomerado, e a imagem de raios-X (em vermelho), revela o quanto de gás quente colidiu com a fusão. 

Se parte deste gás, presente em qualquer aglomerado, tem partículas de antimatéria, então haverá a aniquilação entre a matéria e antimatéria, e os raios-X, serão acompanhados por raios gama.

O valor observado de raios-X no aglomerado, pelo telescópio Chandra, e a não detecção de raios gama, pelo observatório “ Compton Gamma Ray” da NASA, mostram que a fração de antimatéria no conjunto, é inferior a três partes por milhão.

Além disso, as simulações de fusão entre os aglomerados, mostram que estes resultados excluem qualquer quantidade significativa de antimatéria, em escalas que vão até 65 milhões de anos-luz, que é uma estimativa da separação original entre os dois grupos que colidiram.

A imagem combina uma imagem do Observatório de Raios-X Chandra da NASA, com dados ópticos dos telescópios espaciais Hubble, e Magellan no Chile.

Crédito da imagem - X-ray: NASA/CXC/CfA/M.Markevitch et al.; Optical: NASA/STScI; Magellan/U.Arizona/D.Clowe et al.; Lensing Map: NASA/STScI; ESO WFI; Magellan/U.Arizona/D.Clowe et al.
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Uma titânica explosão no Centauro!

terça-feira, 15 de outubro de 2013.
Centaurus A-NGC 5128
Centaurus A, também conhecida como NGC 5128, é uma galáxia, integrante do grupo de galáxias de Centaurus, com um buraco negro supermassivo em seu núcleo. 

O buraco negro gigante, em Centaurus A, é responsável pelos enormes jatos de material que são expelidos para fora da galáxia, como pode ser visto na imagem em raio-x.

Black_Hole_jets_Centaurus_A
Ilustração dos Jatos do Buraco Negro em Centaurus A
Os astrônomos acham que estes jatos, são responsáveis pelo transporte de enormes quantidades de energia, da vizinhança do buraco negro para o resto da galáxia, e além dela. 

Este processo afeta o índice de formação de estrelas, do nascimento de buracos negros, e de como a galáxia evolui. 

Centaurus A é uma grande galáxia, com magnitude visual de 7,58, localizada a 14 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Centauro (Centaurus). 

Possui uma poderosa fonte de emissão de rádio, que pode ser vista com um brilho muito enfraquecido quando observada com binóculos. 

Aparentemente parece ser uma galáxia elíptica normal, mas é cruzada por uma proeminente travessa escura de poeira, que parece dividi-la em duas partes, dando a impressão de serem duas galáxias em colisão, uma galáxia massiva elíptica e outra menor bem empoeirada em forma de espiral.
Arcs Tell The Tale Of A Giant Eruption
Centaurus A é a galáxia mais próxima da Terra que contém um buraco negro super massivo ATIVO, que está em contínua atividade de geração de jatos de partículas de alta energia.

Para entender melhor:

Para explicar o “tumulto” que acontece em Centaurus A, os cientistas sugerem que toda essa atividade, pode ter começado com a fusão de uma pequena galáxia espiral à Centaurus A, há cerca de 100 milhões de anos atrás. 

Tal fusão poderia eventualmente ter provocado, tanto uma explosão de formação estelar, quanto a atividade violenta no núcleo da galáxia. 

A tremenda energia liberada quando uma galáxia se torna "ativa", pode ter uma profunda influência sobre a evolução posterior da galáxia e de sua vizinhança. 

A massa do buraco negro central pode aumentar, o reservatório de gás para a próxima geração de estrelas pode ser expelido, e o espaço entre as galáxias pode ser enriquecido com elementos mais pesados.

Dois enormes arcos, geradores de gás quente, foram descobertos na periferia desta galáxia.

Estes arcos de gás com “multimilhões” de graus de distância, aparentam ser parte de um anel com cerca de 25.000 anos luz de diâmetro. 

O tamanho e a localização deste anel, indicam que ele pode ter sido formado em uma explosão titânica, que ocorreu há aproximadamente 10 milhões de atrás.

Dados sobre as imagens de Centaurus A: Imagem de raio-X (em azul), imagem de rádio (em rosa e verde) e óptica (em laranja e amarelo).


Créditos:

Primeira imagem: Chandra/ESO/VLA;

Segunda imagem: X-ray (NASA / CXC / M Karovska et al.).; Imagem de 21 cm de rádio (NRAO / VLA / J.Van gorkom / Schminovich et al.), Rádio imagem contínua (NRAO / VLA / J Condon et al. .); Óptica (Digitized Sky Survey UK Schmidt Imagem / STScI);

Ilustração: Chandra.
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O Saco de Carvão e o Cruzeiro do Sul!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013.
The Coalsack and the Southern Cross
O Saco de Carvão é uma nebulosa escura, visível a olho nu, considerada a mais proeminente dos céus!

É vista na parte sul do Cruzeiro do Sul como uma grande mancha escura na Via Láctea, que cobre e obscurece cerca de 26 graus quadrados do céu. Chega a sobrepor as fronteiras do Cruzeiro do Sul (Crux), e partes dela invadem as constelações da Mosca "Musca" e do Centauro (Centaurus). É visível no céu como uma região negra vazia de estrelas que está a 2.000 anos-luz da Terra, e possui magnitude visual de 10.

A Nebulosa Saco de Carvão, "Coalsack Dark Nebula”, é conhecida desde a pré-histórica pelos povos do hemisfério sul, e foi observada pela primeira vez em 1499 pelo navegador português Vicente Yanez Pinzon. 

As nebulosas escuras são aglomerados de poeira e gás que bloqueiam a luz do fundo de estrelas do céu profundo. 

Observar o saco de carvão é um deleite principalmente quando se compara com o brilhante aglomerado Caixa de Joias. 

O contraste com o brilho da Via Láctea torna a aparência do Saco de Carvão mais escura do que qualquer outra parte do céu.

Créditos: NASA

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A Caixa de Joias!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013.
Caixa de Jóias
NGC 4755 é um aglomerado aberto também chamado de “Jewel Box” que significa “Caixa de Joias”, e de “Kappa Crucis Cluster” que significa “Aglomerado Kappa Crucis”. 

NGC 4755 é um aglomerado aberto com um formidável agrupamento de estrelas de variadas cores que pode ser visível a olho nu com um brilho fraco. 

Em observações realizadas com binóculos é possível visualizar aproximadamente 10 dos mais brilhantes membros deste aglomerado.

Wide Field Image of the Jewel Box
Já observações com telescópios, exporão mais de 50 estrelas coloridas sobrepostas a um nevoeiro de membros mais fracos.

A maioria dos membros da Caixa de Joias são estrelas quentes azuis que brilham com uma luminosidade extremamente alta. 

A Caixa de Joias é um aglomerado muito jovem, com aproximadamente 7 milhões de anos de idade (Sky Catalog 2000), localizado a 6.500 anos-luz da Terra na constelação do Cruzeiro do Sul (Crux), próximo a uma enorme área escura do céu, dentro da faixa da Via Láctea, chamada: Saco de Carvão.
Caixa de Jóias-Stellarium
O nome “Caixa de Joias” foi dado por John Herschel. Mas, originalmente ele foi descoberto por Nicholas Louis de Lacaille em 25 de Março de 1752, em uma expedição para a África do Sul.

Crédito da Imagem: ESO
Projeção: Software Stellarium
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O Olho do Mal!

An Abrasive Collision Gives One Galaxy a "Black Eye"
Uma colisão abrasiva entre duas galáxias deixou um sistema de estrelas “fundido” e com uma aparência incomum, bem como seus movimentos internos se tornaram totalmente estranhos. 

O resultado desta colisão gerou uma galáxia que tem uma faixa escura espetacular de poeira absorvente na frente de seu núcleo brilhante, dando origem a seus apelidos "Olho Negro" ou "Olho do Mal".

Para entender melhor:

M64 ou NGC 4826, popularmente conhecida como “The Black Eye Galaxy” que significa “A Galáxia Olho Negro”, foi descoberta por Edward Pigott em 23 de Março de 1.779 e um ano mais tarde, em 01 de Março de 1.780, foi catalogada por Charles Messier.

É uma brilhante e bonita galáxia espiral, com magnitude visual de 9,0, que está situada a aproximadamente 18 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Cabelereira de Berenice (Coma Berenices) . 

O nome popular “A Galáxia Olho Negro” é proveniente da presença de uma nuvem negra que está situada ao longo da região central de M64, que foi descoberta e já comparada a um “olho negro” por William Herschel entre os anos de 1.785 e 1.779. Esta nuvem é uma enorme e obscura nuvem de poeira associada a uma região de formação de estrelas que concede a M64 a aparência de um olho negro. 

Estudos atuais mostram que M64 é composta de dois sistemas concêntricos de contra-rotação de estrelas, sendo uma localizada mais no interior a aproximadamente 3.000 anos-luz e a outra se estende a 40.000 anos-luz sendo que ambas têm movimento de rotação em direções opostas. 

Para observar a peculiar nuvem negra de M64 não é uma tarefa fácil, pois é preciso uma combinação de céu escuro com um telescópio de alta magnificência para detectá-la.

Curiosamente, M64 também é chamada algumas vezes de “Sleeping Beauty Galaxy” que significa “Galáxia Bela Adormecida”. 

Crédito: NASA/ESA and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI)
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Uma Nebulosa de Reflexão no Cinturão!

M 78
Nuvens de poeira interestelares e nebulosas abundam a fértil constelação de Órion.

Mas, uma das nebulosas mais brilhantes é a M78, que está no centro desta visão telescópica colorida, cobrindo uma área ao norte do cinturão de Órion. 

A uma distância de cerca de 1.500 anos-luz de nós, a nebulosa azulada tem cerca de 5 anos-luz de um extremo a outro.

Sua cor azul é devido à poeira que reflete a luz azul de estrelas jovens e quentes da região. 

Faixas de poeira escura e outras nebulosas facilmente podem ser rastreadas através desta linda imagem.

Para entender melhor:

M78 ou NGC 2068 - É uma nebulosa de formação de estrelas, com um aglomerado aberto de estrelas, que é considerada de reflexão. 

Foi descoberta por Pierre Méchain em 1.780 e Charles Messier a adicionou em seu catálogo em 17 de Dezembro de 1.780, e a batizou como Messier 78 (M78). 

M78 é uma das mais brilhantes nebulosas de reflexão do céu. Foi descoberta como sendo uma nebulosa de reflexão por Vesto M. Slipher do Observatório Lowell, em 1.919, através do método de investigação de seu espectro. 

Visualmente (a olho nu), M78 se assemelha a um cometa fraco. É apenas visível através de binóculos em boas condições de observação, sem poluição luminosa, como sendo um “remendo” turvo no céu. Pequenos telescópios já demonstram um notável brilho, e revelam duas estrelas iluminadas. 

Possui duas nebulosas em sua companhia, a NGC 2067 e a NGC 2071, mas nenhuma delas supera a M78 em brilho.

Crédito da Imagem: Tony Hallas
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O Céu Noturno de Outubro de 2013


Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil para também podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.

Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Outubro/13
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A Galáxia do Triângulo

quarta-feira, 9 de outubro de 2013.
M33_by_Ramviswanathan
M33 ou Galáxia do Triângulo “Triangulum Galaxy” é um proeminente membro do Grupo Local de galáxias que provavelmente foi descoberto por Hodierna em 1654, e posteriormente observado e catalogado como M33 por Charles Messier em 1764.

Esta galáxia é pequena quando comparada com sua vizinha aparente, a galáxia de Andrômeda (M31), mas não tão pequena quanto”LGS 3” que é um dos menores membros de galáxias do Grupo Local e que possivelmente é um satélite de M33.

M33 está se aproximando de nosso Sistema Solar a uma velocidade de 182 Km/seg., e está a uma distância de 3 milhões de anos-luz de nós na constelação boreal do Triângulo (Triangulum). 

Foram descobertos 112 estrelas variáveis em M33 , incluindo 4 novas e 25 cepheidas, e sua massa foi estimada entre 10 e 40 bilhões de massas solares.

Um notável buraco negro estelar, batizado de “M33 X-7”, foi encontrado nesta galáxia em outubro de 2007. E, após diversas análises, os astrônomos anunciaram que ele tinha 15,7 vezes mais massa que o nosso Sol, sendo considerado por um curto período o buraco negro com a maior massa que já havia sido detectado, até que outra equipe anunciou, duas semanas depois, na comunidade astronômica, a descoberta de um buraco negro maior ainda, com 33 vezes a massa do nosso Sol na constelação de Cassiopéia.

Mas esta notável descoberta não ficou de lado, já que gerou diversas discussões na comunidade cientifica a respeito de como um buraco negro tão grande pode se formar.

Crédito da Imagem: Ram Viswanathan
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A Galáxia do Redemoinho

sexta-feira, 4 de outubro de 2013.
martinpughm51thewhirlpoolgalaxy652a
M51 ou NGC 5194, também conhecida como “Whirlpool Galaxy” que significa “Galáxia do Redemoinho”, é de forma argumentável uma das galáxias mais impressionantes para astrônomos amadores, pois sua estrutura é muito fácil de observar.

É uma das galáxias mais conhecidas do céu considerada um arquétipo de galáxia espiral, e por muitos é dita como uma galáxia que tem realmente “cara” de galáxia. 

Mas apenas com boas condições de céu, céu escuro (sem poluição luminosa), e com um telescópio pode-se observar seus braços espirais. 

O núcleo central de M51 é muito brilhante, mas não revela nenhuma estrela, e lá provavelmente existe um buraco negro com uma grande quantidade de massa. 

De interesse especial é a ponte de nebulosidade que conecta M51 a sua galáxia companheira, NGC 5195.

Pesquisas recentes sugerem que a atração gravitacional de NGC 5195 sobre a M51 está resultanto em formação de estrelas na galáxia do Redemoinho. 

M51 foi descoberta por Charles Messier em 13 de Outubro de 1.773 no momento em que estava observando um cometa, e a descreveu como sendo “uma nebulosa muito fraca, sem estrelas”. 

M51 é uma das galáxias pertencente ao “small group of galaxies” que significa “pequeno grupo de galáxias” juntamente com as galáxias: NGC 5023, UGC 8313, UGC 8331, M63, NGC 5195, NGC 5229 e UGC 8683. 

Em 1.845, Lord Rosse, quando estudava esta galáxia descobriu pela primeira vez sua estrutura espiral, e M51 se tornou então a primeira galáxia onde a estrutura espiral foi descoberta. E por este motivo é algumas vezes referenciada como “Rosse’s Galaxy” que significa “Galáxia de Rosse”. 

M51 possui 8,0 de magnitude visual e está localizada a 37 milhões de anos-luz da Terra na constelação dos Cães de Caça (Canis Venatici).

Crédito da Imagem: 
M51 - A Galáxia Whirlpool por Martin Pugh (Reino Unido / Austrália)
Vencedor da Categoria Deep Space de 2012 do Prêmio “Astronomer Photographer of the year 2012” do NATIONAL MARITIME MUSEUM/ ROYAL OBSERVATORY/ THE QUEEN’S HOUSE.
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Um Remanescente de Supernova na Vela!


A explosão acabou, mas as consequências continuam!

Há onze mil anos atrás, uma estrela da constelação austral Vela explodiu e criou um breve e estranho ponto de luz que foi visível no céu para os seres humanos que viviam naquela época. 

Naquele instante, as camadas externas da estrela foram expelidas para o meio interestelar, criando uma onda de choque, aproximadamente esférica, que ainda está em expansão e é visível em imagem de raio-x. 

A imagem acima captou alguns dos filamentosos provenientes do gigantesco choque em luz visível.
Filamentos de gás da explosão reagem com o meio interestelar e produzem luz de cores muito diferentes .

Vela_Supernova_RemmantO que resta no centro do remanescente de Supernova de Vela é um pulsar, uma estrela tão densa em seu núcleo que gira completamente mais de dez vezes em um único segundo.

O Remanescente pode ser visto no céu até hoje.


Créditos:

Primeira imagem: Filamentos do remanescente de Supernova de Vela; Data: 01 de outubro de 2013; Crédito: Angus Lau, Y Van, SS Tong.

Segunda imagem: Vela Supernova Remnant por Marco Lorenzi (Itália)
Vencedor da Categoria Deep Space de 2011 do Prêmio “Astronomer Photographer of the year 2011” do NATIONAL MARITIME MUSEUM/ ROYAL OBSERVATORY/ THE QUEEN’S HOUSE.
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Hubble e Chandra, da NASA, encontraram a mais densa galáxia do Universo próximo!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013.
m60_w11
Região de NGC 4649 - Imagem composta (óptica e raio-x)

Astrônomos podem ter encontrado a galáxia mais densa do universo próximo. 

A galáxia, conhecida como M60-UCD1, está localizado perto de uma enorme galáxia elíptica NGC 4649, também chamada de M60 (Messier 60), a cerca de 60 milhões de anos luz da Terra. 

Esta imagem composta mostra M60 e a região ao seu redor, onde os dados do Observatório de Raios-X Chandra da NASA estão em rosa, e os dados do Telescópio Espacial Hubble da NASA estão em vermelho, verde e azul. 
Região de NGC 4649 - Imagem de Raio-X
 A imagem do Chandra mostra estrelas de gás e estrelas quentes duplas que contêm buracos negros e estrelas de nêutrons, e a imagem do Hubble revela estrelas em M60 e galáxias vizinhas, incluindo M60-UCD1. A seta aponta para M60-UCD1.

Com um número extraordinário de estrelas, M60-UCD1 é uma "galáxia anã ultra-compacta." Ela foi descoberta com o telescópio espacial Hubble da NASA, e as observações de acompanhamento foram feitas com o Observatório de Raio-X Chandra da NASA e telescópios ópticos terrestres.

Região de NGC 4649 - Imagem óptica
Observações realizadas com o telescópio WM Keck (de 10 metros), localizado no topo do Mauna Kea, no Havaí, constataram que M60-UCD1 é uma das galáxias mais luminosas e mais maciças de seu tipo, e pesa 200 milhões de vezes mais do que o nosso Sol.

O que torna M60-UCD1 tão notável é que cerca da metade dessa massa é encontrada dentro de um raio de apenas 80 anos-luz.

isto faz com que a densidade de estrelas seja cerca de 15.000 vezes maior do que a encontrada na região da Terra na Via Láctea.

O telescópio de espelho múltiplo de 6,5 metros no Arizona foi usado para estudar a quantidade de elementos mais pesados ​​que o hidrogênio e o hélio nas estrelas em M60-UCD1. Os valores que foram encontrados dão uma grande semelhança com o nosso Sol para as estrelas.

Outro aspecto interessante de M60-UCD1 é que os dados do Chandra revelam a presença de uma fonte de raios-X brilhante em seu centro. Uma explicação plausível para essa fonte é provavelmente a presença de um buraco negro gigante que pode pesar cerca de 10 milhões de vezes a massa do nosso Sol.

Estes resultados foram publicados na edição de 20 de setembro no “The Astrophysical Journal Letters”.


Crédito das imagens: X-ray: NASA / CXC / MSU / J.Strader et al, Optical: NASA / STScI
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Um SUPER BURACO no centro de nossa Galáxia!


O centro da nossa galáxia a Via Láctea é uma “cidade lotada” que quase nunca é calma!
Além do buraco negro supermassivo (Sagitário A) no centro, a área está repleta de todos os tipos de diferentes “moradores” que afetam, interagem e influenciam-se mutuamente.

Sagitário A (Sagittarius A - Sgr A) é um buraco negro localizado no centro de nossa galáxia a apenas 26 mil anos-luz da Terra na constelação de Sagitário (Sagittarius). Com cerca de 4 milhões de vezes a massa do nosso Sol, Sgr A é um dos poucos buracos negros no universo onde nós podemos realmente testemunhar o fluxo de matéria que o circunda. 

Diversos pesquisadores estão de olho no super buraco negro e inúmeras pesquisas muito interessantes ainda estão em curso, já que são necessários diversos anos de observação para se ter um diagnóstico do que acontecesse com Nosso Buraco Negro. 

Uma delas, usou observações intermitentes ao longo de vários anos do Chandra para detectar explosões de raios-X, que ocorrem uma vez por dia a partir de Sgr A. As chamas também foram observadas em dados de raio infravermelho do “Very Large Telescope” do ESO, no Chile. 

Esta detecção gerou um novo estudo que oferece uma possível explicação para as chamas misteriosas. A sugestão é que há uma nuvem em torno de “Sgr A” contendo centenas de trilhões de asteróides e cometas, que foram despojados de suas estrelas-mãe. E as observações continuam…
Outros autores de uma pesquisa publicada na Science, em agosto de 2013, chegaram a conclusão de que o buraco negro “Sgr A” estaria “rejeitando comida”, ou seja, que menos de 1% do material localizado dentro da influência gravitacional do buraco negro “parece” atingir o horizonte de eventos, ou o ponto de não retorno. 

Outra pesquisa publicada em 2005, sugere que as estrelas surpreendentemente se formam em ambientes extremos como em torno do buraco negro da Via Láctea. (ver citação no final deste artigo).
Rough and Crowded Neighborhood at Galactic Center
Esta imagem capturada pelo Chandra cobre uma
área de 168 por 130 anos-luz de diâmetro.
Entretanto , o buraco negro supermassivo “Sgr A”não está sozinho no centro da nossa galáxia. Ao seu redor há três aglomerados de estrelas massivas, o Conjunto dos Arcos “Arches Cluster” (canto superior direito), o Aglomerado Quíntuplo “Cluster Quintuplet” (centro superior), e o Aglomerado de estrelas CG “CG Cluster” (parte inferior central).

O Conjunto dos Arcos “Arches Cluster”, por exemplo, contém cerca de 150 estrelas quentes, concentrados num raio de cerca de um ano-luz, o que o torna o conjunto mais compacto de estrelas em nossa galáxia. Muitas dessas estrelas tem 20 vezes a massa do nosso Sol e vivem vidas muito agitadas e curtas que duram apenas alguns milhões de anos. Durante este período, o gás dessas estrelas evapora na forma de ventos estelares intensos. 

Já,o Aglomerado Quíntuplo “Quintuplet Cluster”, é um aglomerado de estrelas jovens extremamente denso. Por causa da poeira presente no aglomerado, ele só foi descoberto em 1990, quando foi detectado com um telescópio infravermelho. Foi batizado com este nome devido a presença de cinco estrelas mais brilhantes que podem ser captadas por raio infravermelho. Mas, o Aglomerado Quíntuplo é conhecido por ser o lar de centenas de estrelas. Várias delas são estrelas muito maciças que estão perdendo rapidamente o gás de suas superfícies através de ventos estelares de alta velocidade.

E as estrelas nestes e em outros aglomerados próximos ao buraco negro liberam grandes quantidades de energia, e quando atingem o fim de suas vidas, explodem como supernovas.

Ao longo de vários anos, o Chandra tem se dedicado a estudar o centro da nossa Galáxia.


EstrelaEstrelaEstrela


UMA PESQUISA PUBLICADA EM 2005, SUGERE QUE AS ESTRELAS SURPREENDENTEMENTE SE FORMAM EM UM AMBIENTE EXTREMO EM TORNO DO BURACO NEGRO DA NOSSA GALÁXIA, A VIA LÁCTEA:
Stars Surprisingly Form in Extreme Environment Around Milky Way'
Imagem do centro galáctico do Chandra (à esquerda) tem fornecido evidências de uma nova maneira e inesperada para as estrelas se formarem. Uma combinação de infravermelho e observações de raios-X indica que um excedente de estrelas de grande massa se ​​formou a partir de um grande disco de gás em torno de Sagitário A, buraco negro central da Via Láctea (ilustração à direita).

De acordo com o modelo padrão para a formação de estrelas, nuvens de gás a partir da qual as estrelas se formam deveriam ter sido dilaceradas por forças de maré do buraco negro supermassivo. 

Evidentemente, a gravidade de um disco denso de gás em torno de Sagitário A compensa as forças de maré e permite que estrelas se formem. O cabo-de-guerra entre as forças de maré do buraco negro e a gravidade do disco também favorece a formação de uma proporção muito maior de estrelas massivas que o normal.

Este modo de formação de estrelas pode resolver vários mistérios sobre os buracos negros supermassivos que residem nos centros de quase todas as galáxias. 

Quando as estrelas de grande massa explodem como supernovas, enriquecem a região central das galáxias com elementos pesados, como oxigênio e ferro. Isto pode explicar a grande quantidade de elementos observados nos discos de buracos negros supermassivos.

Outra possibilidade é que as estrelas massivas em torno Sagittarius A poderiam ter se formado em um distante aglomerado em relação ao buraco negro e “migraram” para o interior. 

Um grande número de estrelas de pouca massa que seria esperado se formar, em associação com as estrelas de grande massa, resulta em um modelo de migração que prevê que cerca de um milhão de estrelas de pouca massa devem ter migrado para o Centro Galáctico, juntamente com as estrelas de grande massa.

Observações do Chandra mostram o Centro Galáctico e que o número de estrelas de pouca massa esperadas não estão lá. A conclusão é que as estrelas de grande massa devem ter se formado, onde podemos vê-las agora - em torno do buraco negro.

Para visualização das imagens e créditos: clique sobre "exibir apresentação de slides" localizado em ambos os mosaicos de imagens acima.
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