APRESENTAÇÃO DO CANAL

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A Nebulosa da Lagoa

quinta-feira, 22 de agosto de 2013.
Esta linda nuvem cósmica é uma parada obrigatória em excursões telescópicas de observação do céu da constelação de Sagitário. 

Prova disto foi a "festa" que Charles Messier, astrônomo francês, fez ao observar a constelação de Sagitário no século XVIII, já que catalogou mais objetos deste tipo nesta constelação do que em qualquer outra. E ao observar esta nebulosa a incluiu em seu famoso catálogo astronômico com o nome M8 (Messier 8).

M8, a Nebulosa da Lagoa, é uma das mais brilhantes das nebulosas de Messier. Está localizada a aproximadamente quatro a cinco mil anos-luz de distância, na constelação de Sagitário (O Arqueiro), na direção do centro da nossa galáxia Via Láctea. 

Astrônomos modernos reconhecem a Nebulosa da Lagoa como sendo um berçário estelar ativo que se estende por cem anos-luz. Nuvens de gás hidrogênio estão lentamente entrando em colapso para formar novas estrelas. Por ser de quinta magnitude pode ser vislumbrada a olho nu.

A cor atraente de M8 na imagem foi capturada com um telescópio e uma câmera digital no momento em que M8 estava no alto e escuro céu rural da Argentina. A distância estimada da nebulosa capturada na imagem chega a ser de mais de 60 anos-luz. 

Crédito & direitos da imagem de M8 acima dados a: Ignacio Diaz Bobillo
Data da imagem: 17 de agosto de 2013) 


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Nuvens Noctilucentes e a Aurora!


Nuvens noctilucentes é um fenômeno meteorológico muito bonito e intrigante. As nuvens noctilucentes são as mais altas nuvens formadas na atmosfera terrestre, a uma altura entre 75 e 85 quilômetros. Essa região está no limite superior da camada atmosférica chamada mesosfera, que se inicia a 50 quilômetros acima da superfície e vai até os 85 quilômetros de altura.. 

Ao contrário da maioria dos outros tipos de nuvens, que são principalmente constituídos por vapor de água, as  CLN (do inglês - noctilucent cloud) são compostas de cristais de gelo extremamente pequenos. Elas são normalmente muito difíceis de serem vistas, e são visíveis apenas quando iluminadas pela luz do Sol abaixo do horizonte, enquanto as camadas mais baixas da atmosfera estão na sombra da Terra. Elas podem ser observados nos meses de verão em latitudes entre 50 ° e 70 °, norte e sul do equador.

Avistar nuvens noctilucentes e a aurora durante uma noite são momentos de raríssimo esplendor!

Enjoy the video!




Nuvens noctilucentes e a Aurora, Escócia, 19 de Agosto de 2013;

Crédito do Vídeo: Maciej Winiarczyk;
Música: Jolanta Galka-Kurkowska
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Uma "Nova" estrela no Céu!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013.

Na última quarta-feira (14/08/2013), uma estrela-anã branca explodiu na constelação do Golfinho (Delphinus), produzindo a Nova mais brilhante vista da Terra pelo menos nos últimos cinco anos (desde 2007), alcançando o ranking das 30 Novas mais brilhantes já registradas. 

Denominada como Nova Delphinus 2013 após sua explosão, a "nova" estrela caracterizada como do tipo Nova (do latim Novae), foi descoberta por Koichi Itagaki de Yamagata, no Japão, em uma imagem tirada em 14 de agosto. Ele notou uma mancha brilhante que não estava presente em uma foto da mesma região do céu do dia anterior. 

Atualmente brilhando com magnitude 4,9, a Nova é visível a olho nu em locais escuros longe da poluição luminosa das cidades, e pode permanecer assim durante as próximas semanas que virão.

A estrela tinha, aparentemente, 17 de magnitude antes da explosão, e chegou ao pico de 4,5 magnitudes em 16 de agosto. Em seguida, a Nova diminuiu ligeiramente após isso, mas tem se mantido notavelmente estável , com magnitude de 4,9 durante os últimos três dias.

Gráfico das magnitudes da Nova Delphinus 2013
Novae (Novas) são primas distantes das supernovas do tipo Ia. Em situação de Novae, a superfície da anã branca produz uma forte explosão, mas a própria anã branca sobrevive. Já, em supernovas do Tipo Ia, a anã branca acumula massa de seu parceiro binário apenas o suficiente para empurrar acima do limite de Chandrasekhar de cerca de 1,4 massas solares. Isso desencadeia uma enorme explosão termonuclear que "sopra" toda a anã branca em pedacinhos.

Mapa com a localização da Nova Delphinus 2013

Créditos da Imagens:
Primeira Imagem: Justin NG - 18 de Agosto de 2013
Última Imagem: G. Masi, P. Schmeer and F. Nocentini


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O Diagrama de Hubble: um importante passo para desvendar a evolução das galáxias!

Quando se fala de Evolução das Galáxias não podemos deixar de citar o astrônomo americano Edwin Hubble, já que foi graças a ele que a humanidade foi capaz de dar um dos primeiros passos em direção a teoria a respeito da evolução das galáxias.

Hubble se tornou famoso ao desenvolver, em 1926, um sistema de classificação de galáxias - espirais, espirais barradas, elípticas, irregulares e suas subclasses - que foi resumido em um esquema em forma de diapasão popularmente conhecido por Diagrama de Hubble.

O diagrama é dividido em duas partes: galáxias elípticas e galáxias espirais. 

As galáxias elípticas são classificadas pelo grau de arredondamento ou alongamento que possuem, e ordenadas em uma escala de zero a sete, que caracterizam a elipticidade da galáxia. As elípticas "E0" são quase redondas, enquanto as "E7" são muito elípticas (muito alongadas). Para termos uma idéia, as galáxias gigantes M84 e a M86 são elípticas.

Já para as espirais são atribuídas letras de "a" a "c", que as caracterizam pelo tamanho de seus bojos centrais e pelo grau correlacionado de enrolamento de seus braços espirais. 

As espirais "Sa", por exemplo, possuem braços firmemente enrolados e bojos nucleares bem salientes, já as Sb, têm braços espirais moderadamente enrolados e bojos nucleares moderados, enquanto as espirais "Sc" são mais “frouxas”, têm braços espirais mais livres, poucos definidos e bojos nucleares pequenos. Para termos uma idéia, a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea é a Galáxia de Andrômeda (M31) localizada na Constelação de mesmo nome. O nome “Sa” provém do inglês “Spiral type a”.

Mas, existe ainda uma peculiaridade, as galáxias espirais são sub-divididas em dois grupos: espirais normais (sem barra) e espirais barradas. A diferença mais importante entre esses dois grupos é a barra de estrelas que atravessa o bojo central nas espirais barradas. Os braços em espiral nas galáxias barradas geralmente começam na extremidade da barra, em vez de partir do bojo. 

A espirais barradas têm um "B" em sua classificação. Uma "SBa" é, portanto, uma galáxia com os braços espirais mais fortemente enrolados e com maiores bojos nucleares; já uma SBb, têm espirais moderadamente apertados e bojos nucleares de tamanho mediano; enquanto uma SBc, têm os braços espirais minimamente enrolados e os menores bojos nucleares. Para termos uma idéia, a nossa galáxia a Via Láctea é uma galáxia espiral barrada, e é classificada como SBab, ou seja, tem propriedades das SBa e das SBb.

De acordo com o Diagrama de Hubble, as galáxias S0 ou SB0, chamadas lenticulares (em forma de lentes), são um tipo intermediário entre as elípticas e as duas espécies de espirais (espirais barradas e elípticas). Embora frequentemente pareçam com elípticas, as galáxias lenticulares possuem um bojo nuclear e um disco, semelhante às galáxias espirais, mas são desprovidas de braços espirais.

Entretanto, Hubble descobriu que ainda existiam algumas galáxias que eram difíceis de colocar no contexto de seu diagrama de diapasão, entre elas estavam: galáxias irregulares que têm formas estranhas, galáxias anãs que são muito pequenas e as galáxias elípticas gigantes, que são tão grandes que residem nos centros de alguns aglomerados de galáxias.

Por um bom tempo o diapasão de Hubble foi aceito como sendo uma seqüência evolutiva das galáxias, e que as galáxias podiam evoluir a partir de um tipo para outro, progredindo consequentemente da esquerda para a direita no diagrama em diapasão. 

A nomenclatura de Hubble ainda continua sendo usada, mas esta idéia de que um tipo de galáxia pode mudar para outro tem sido aceita e negada pelos astrônomos durante décadas, embora seu conceito inicial fosse mais tarde considerado uma simplificação excessiva. 

Hoje, já se sabe que a evolução galáctica é um processo muito mais complexo do que Hubble imaginava, envolvendo as condições de colapso inicial da galáxia, as colisões com outras galáxias, e o fluxo e refluxo do nascimento interno de outras estrelas.


Crédito: NASA e ESA
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O pinguim e seu ovo cósmico

O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA produziu esta imagem vívida de um par de galáxias em interação conhecidas como Arp 142. 

Este tipo de interação se dá quando duas galáxias "andam" muito próximas uma da outra, e passam a interagir entre si, causando mudanças espetaculares em ambos os objetos. Em alguns casos, as duas chegam a se fundir, mas em outros, chegam a ser dilaceradas. 

Logo abaixo do centro da imagem podemos ver uma forma azul torcida que é a galáxia NGC 2936, uma das duas galáxias que está interagindo e que formam a Arp 142, na constelação da Hidra. Hoje, apelidada de "o pinguim" ou "toninha" por astrônomos amadores.

A NGC 2936 costumava ser uma galáxia espiral padrão antes de ser destruída pela gravidade de sua companheira cósmica. Os restos de sua estrutura espiral ainda podem ser vistos - o "ex-bojo" galáctico agora forma o "olho" do pinguim, em torno do qual ainda é possível ver onde estiveram os braços da galáxia. 

Estes braços interrompidos agora moldam o "corpo" do pássaro cósmico como faixas brilhantes de azul e vermelho através da imagem. Esses arcos direcionados para baixo perto da companheira de NGC 2936, a galáxia elíptica NGC 2937, visível aqui com uma forma "oval" branca e brilhante, nos dando a impressão de serem semelhantes a um pinguim que salvaguarda seu ovo. 

Os efeitos da interação gravitacional entre as galáxias podem ser devastadores. O par Arp 142 estão perto o suficiente para interagir violentamente, trocando matéria entre si e causando estragos. 

Na parte superior da imagem existem duas estrelas brilhantes, as quais se encontram no primeiro plano do par Arp 142. Uma delas é cercada por uma trilha de material azul cintilante, que na verdade é uma outra galáxia. Esta galáxia está muito longe para ter o poder de desempenhar um papel na interação - o mesmo acontece com as galáxias salpicadas ao redor do corpo da NGC 2936. 

No fundo podemos ver as formas alongadas de cores azul e vermelho de muitas outras galáxias, que se encontram a enormes distâncias de nós - mas que podem ser vistas pelo olho clínico do Hubble. 

Este par de galáxias foi batizado pelo astrônomo norte-americano Halton Arp, o criador do Atlas de Galáxias Peculiares , um catálogo de galáxias que tem formas "estranhas" e que foi originalmente publicado em 1966. 

Arp compilou o catálogo em uma tentativa de entender como as galáxias evoluem e mudam sua forma ao longo do tempo. Ele escolheu os alvos que tinnham as mais peculiares aparições. Mas os astrônomos mais tarde perceberam que muitos dos objetos do catálogo de Arp eram de fato galáxias em interação e fusão. 

Esta imagem é uma combinação de luz visível e infravermelha, criado a partir de dados recolhidos da Wide Field Planetary Camera 3 (WFC3) do telescópio espacial Hubble da NASA / ESA. 

Crédito da imagem: NASA, ESA, e Hubble Heritage Team (STScI / AURA)
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Touro

terça-feira, 13 de agosto de 2013.
Touro é uma constelação boreal e zodiacal pois está localizada no hemisfério norte celeste bem no caminho que o Sol descreve no céu conhecido como Eclíptica. Pode também ser considerada uma constelação equatorial pois o eixo do equador celeste atravessa a constelação de um extremo a outro.

A região de Touro é belíssima de se observar pois há uma fartura de cúmulos estelares. Isto se dá ao fato de que o eixo do equador galáctico, que é o eixo da nossa galáxia Via Láctea, cruza a constelação em uma de suas extremidades. 

Panorâmica do Espaço Profundo de Touro
Lá, temos diversas galáxias, aglomerados de galáxias, chuva de meteoros, nebulosas de reflexão, nebulosas escuras, nebulosas planetárias, nebulosas difusas e aglomerados abertos. 

Podemos dar especial ênfase às nebulosas difusas Mérope e Maia que circundam suas estrelas de mesmo nome, e que estão contidas no lindíssimo aglomerado de estrelas M45, popularmente conhecido como Pleiades ou “Seven sisters” que significa “as Sete Irmãs” e que são formadas pelas estrelas Merope, Alcyone, Electra, Celaeno, Maia, Taygeta e Sterope; ao asterismo Hyades, o “V” do touro, que é um grupo de estrelas que quando interligadas entre si formam a cabeça e os chifres do touro; a M1, que são os restos de uma estrela que explodiu como uma supernova em 1054 que também é conhecida como “Nebulosa do Caranguejo” (Crab Nebula); além da brilhante Aldebaran, a estrela alpha tauri, que é a estrela mais brilhante da constelação e a 14ª estrela mais brilhante de todo o firmamento.
O Asterismo Hyades e as "Sete Irmãs" (Plêiades)
Touro nunca pode ser visto no céu para observadores localizados entre as latitudes 88º Norte e 90º Norte, pois está escondida abaixo do horizonte. 

Em outras latitudes, pode ser sempre visualizada no céu, só que totalmente entre as latitudes 88º Norte e 58º Sul, e parcialmente entre as latitudes 58º Sul e 90º Sul.

Localizar Touro é muito fácil porque está entre as constelações Órion e Áries, mas o ideal é observá-la de áreas que não possuam iluminação pública, ou poluição luminosa.

Se quiser saber mais, acesse: Touro - Mitologia e História


Vídeo e Efeitos Especiais: As Maravilhas do Céu Estrelado;
Imagens do Post: Créditos à Software Starry Night.
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A Dança das Galáxias

Na direção da constelação do Cão Maior (Canis Major), duas galáxias espirais passam uma pela outra como se fossem majestosas naves desfilando pela noite. 

A galáxia maior e a mais maciça é catalogada como NGC 2207 (à esquerda na imagem do Hubble Heritage), e a menor à direita é a IC 2163. Estas duas galáxias estão cada uma orbitando e distorcendo, por meio da força de maré gravitacional, a outra, arremessando para fora estrelas e gás em longas serpentinas que se estendem por cem mil anos-luz na direção da borda direita da imagem.

O encontro entre as duas se deu há aproximadamente 40 milhões de anos, quando uma estava perpendicular a outra.

Crédito: Telescópio Espacial Hubble da NASA
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O Céu Noturno de Agosto de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013.

Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil para também podermos contemplar o céu noturno como é visto do hemisfério norte.


Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: Agosto/13
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A galáxia dos anéis! Linda,misteriosa e incomum...

quarta-feira, 17 de julho de 2013.
Um anel quase perfeito de estrelas quentes, estrelas azuis em torno de um núcleo amarelo... são as descrições de uma galáxia muito incomum conhecida como Objeto de Hoag.

A galáxia inteira tem cerca de 120 mil anos-luz de largura, e é ligeiramente maior do que a nossa galáxia a Via Láctea. O anel azul, que é dominado por grupos de jovens estrelas massivas, contrasta fortemente com o núcleo amarelo que é composto na sua grande maioria de estrelas mais velhas. 

Galáxias em forma de anel podem formar-se de várias maneiras diferentes. Um cenário possível é através de uma colisão com outra galáxia. Às vezes, a segunda galáxia acelera através da primeira, deixando um "splash" de formação de estrelas.

Mas, no Objeto de Hoag não há nenhum sinal da segunda galáxia, o que leva à suspeita de que o anel azul de estrelas pode ser os restos fragmentados de uma galáxia que passava nas proximidades. Alguns astrônomos estimam que o encontro ocorreu aproximadamente 2 a 3 bilhões de anos atrás.

Esta incomum galáxia foi descoberta em 1950 pelo astrônomo Art Hoag. Hoag inicialmente pensou que o anel, que mais parecia com um anel de fumaça, dava ao objeto uma grande semelhança a uma nebulosa planetária, os restos brilhantes de uma estrela semelhante ao Sol. Mas ele rapidamente descartou esta possibilidade, sugerindo que o misterioso objeto provavelmente se assemelhava a uma galáxia. Observações realizadas na década de 1970 confirmaram esta previsão, embora muitos dos detalhes de galáxia de Hoag ainda permanecem um grande mistério.

A galáxia está localizada a 600 milhões de anos-luz de distância na constelação da Serpente.

Esta imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA capturou uma vista completa de cima (implantação) do anel de estrelas da galáxia, revelando mais detalhes do que qualquer outra foto existente deste objeto, tornando esta imagem de extremo valor pois pode ajudar os astrônomos a desvendar pistas de como estes objetos peculiares se formam.

Nome do objeto: Objeto de Hoag

Data da Imagem: 09 de Julho de 2001

Crédito da imagem: NASA e The Hubble Heritage Team ( STScI / AURA )

Agradecimento: Ray A. Lucas ( STScI / AURA )
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O Telescópio Espacial Hubble descobriu uma nova lua orbitando Netuno!

terça-feira, 16 de julho de 2013.

O Telescópio Espacial Hubble da NASA descobriu uma nova lua orbitando o distante planeta Netuno, um dos quatro planetas gigantes externos do nosso Sistema Solar. E com esta descoberta, Netuno passa a ter 14 satélites (luas) conhecidos que orbitam o planeta.

Estima-se que a nova lua tenha aproximadamente 12 quilômetros de diâmetro, tornando-se com isto a menor lua conhecida do sistema de Netuno. É tão pequena que “escapou” da detecção realizada pela espaçonave não tripulada Voyager 2 (*), da NASA, que passou por Netuno, em 1989 e observou o sistema de luas e anéis do planeta.

Mark Showalter, do Instituto SETI em Mountain View, na Califórnia, descobriu a lua em 01 de julho de 2013, enquanto estudava a região de Netuno. "As luas e os anéis orbitam muito rapidamente, por isso tivemos que encontrar uma maneira de acompanhar o seu movimento, a fim de extrair os detalhes do sistema", disse ele. 

Notavelmente, Showalter estendeu sua análise para além das regiões do sistema de anéis, e notou um ponto branco extra situado a cerca de 105.000 km de Netuno, entre as órbitas das luas Larissa e Proteus.

Depois, Showalter analisou mais de 150 fotografias de Netuno que estavam no arquivo que haviam sido capturadas pelo Hubble entre 2004 e 2009, e surpreendentemente, o mesmo ponto branco apareceu repetidamente. Ele, então, traçou uma órbita circular para a Lua, que completa uma volta em torno de Netuno a cada 23 horas.

A nova lua foi batizada como S/2004 N 1 e é tão pequena e fraca, que é cerca de cem milhões de vezes mais fraca do que a estrela de brilho mais fraco que pode ser vista a olho nu.



*- A Voyager 2 chegou a este planeta quase 150 anos depois da descoberta de Netuno e completou uma das mais ambiciosas missões espaciais da NASA.
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O Céu Noturno de Julho de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013.

Vídeo muito interessante no aprendizado do reconhecimento do céu, além de ser útil para também podermos contemplar o céu como é visto do Hemisfério Norte!



Vídeo: Céu Noturno - Hemisfério Norte - Mês: julho/13


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O Swift da NASA produziu o melhor mapa ultravioleta de ambas as Nuvens de Magalhães!

segunda-feira, 3 de junho de 2013.
Grande Nuvem de Magalhães
Astrônomos da NASA e da Universidade do Estado da Pensilvânia utilizaram-se do satélite Swift para criar a mais detalhada imagem ultravioleta já realizada da Pequena e da Grande Nuvem de Magalhães, as duas maiores galáxias mais próximas de nós!

Pequena Nuvem de Magalhães


Assista ao vídeo! 
(em inglës)


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A Galáxia Perdida

quarta-feira, 27 de março de 2013.
The Lost GalaxyEsta imagem mostra a galáxia NGC 4535, na constelação de Virgem, sobre um fundo repleto de tênues galáxias distantes.
A sua aparência quase circular significa que a vemos praticamente de face (implantação).
No centro da galáxia, vemos uma estrutura em barra bem definida, com faixas de poeira que se curvam acentuadamente antes que os braços espirais saiam das pontas da barra.
A cor azulada dos braços espirais indica a presença de um grande número de jovens e quentes estrelas.
No centro, no entanto, estrelas mais velhas e frias dão um tom amarelado ao bojo (saliência em forma convexa)  da galáxia .

Esta imagem foi obtida com o instrumento FORS1 montado num dos telescópios principais de 8,2 metros do “Very Large Telescope” do ESO.
Esta galáxia, que pode também ser vista através de telescópios amadores pequenos, foi inicialmente observada por William Herschel em 1785.
Quando observada através de um pequeno telescópio, NGC 4535 tem um aspecto difuso e fantasmagórico, o que inspirou o proeminente astrônomo amador Leland S. Copeland a dar-lhe o nome de “Galáxia Perdida” nos anos 1950.

A NGC 4535 é uma das maiores galáxias do aglomerado da Virgem, um aglomerado de grande massa com 2000 galáxias, situado a cerca 50 milhões de anos-luz de distância.
O aglomerado da Virgem não é muito maior, em termos de diâmetro, do que o Grupo Local - o conjunto de galáxias ao qual pertence a nossa galáxia a Via Láctea - no entanto, contém quase cinquenta vezes mais galáxias.
Crédito: ESO
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Preparem-se! Um grande COMETA, mais brilhante que a Lua, passará pelos céus no NATAL de 2013!

quarta-feira, 20 de março de 2013.
cometas-038E pode vir a ser o mais brilhante da história!
E o espetáculo? É claro, se tudo ocorrer conforme as previsões... Inesquecível!!!
No dia 26 de dezembro de 2013, o Grande Cometa ISON passará perto da Terra e promete ser o cometa mais brilhante já avistado por nossa CIVILIZAÇÃO!
E, se realmente tiver o brilho que se espera poderá OFUSCAR O BRILHO DA LUA! Já que o brilho da Lua Cheia é de -12,7, menor em comparação com o brilho do ISON que poderá atingir cerca de -13 ou menos.
É isto mesmo! Na escala astronômica de brilho, quanto menor é a magnitude maior é o brilho. Para termos uma idéia, o cometa Ikeya-Seki foi o mais brilhante do século XX, e dominou os céus logo antes do amanhecer do final de outubro de 1965, com uma magnitude de -10. E levou este nome devido aos seus descobridores no Japão.
O ISON ainda está muito longe daqui, muito além da órbita de Júpiter, mais distante que 5,2 UA ou 778x106Km. Mas, já em Outubro de 2013, poderá ser visto a olho nu. E em 26 de dezembro atingirá sua maior aproximação da Terra 63 milhões de quilômetros, o equivalente a um terço da distância daqui ao Sol.
Será um evento único!!!
Quem perder terá de esperar 10 mil anos até a próxima visita!

Para entender melhor...

O que é um Cometa? Cometa é um corpo de poeira e gelo formado do material que sobrou da formação do Sistema Solar, há 4,6 bilhões de anos, que geralmente tem 10 km de diâmetro. E quando um cometa passa próximo do Sol, a radiação solar vaporiza parte do gelo que ele carrega e os gases e a poeira resultantes formam uma ou duas caudas de milhões de quilômetros de extensão.
Porque o ISON pode não chegar aqui com o brilho esperado? O brilho atual do ISON decorre de seu gelo, que é livre de impurezas, portanto, reflete bem a luz solar. Mas o brilho atual não é garantia de brilho futuro, já que o gelo ao se derreter perto do Sol poderá revelar camadas inferiores de gelo mais escuro, e, portanto diminuir seu brilho.
UA – 1 UA é uma unidade de distância usada em Astronomia que é equivalente a distância média entre a Terra e o Sol. É chamada de Unidade Astronômica, e é bastante utilizada para descrever a órbita dos planetas e de outros corpos celestes. Em 2012 a União Astronômica Internacional definiu um valor constante de 1 unidade astronômica, ou seja, 1 UA= 149.597.870.700 m.
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Buraco Negro que gira quase na velocidade da luz!

sábado, 2 de março de 2013.
Dois satélites destinados a realizar observações do Universo na faixa eletromagnética do Raio-X, um deles denominado “Telescópio Espectroscópico Nuclear - NUSTAR, e o outro chamado de “XMM-Newton” da Agência Espacial Européia, estão trabalhando juntos para medir de forma conclusiva, pela primeira vez, o padrão de rotação de um buraco negro com uma massa de 2 milhões de vezes a massa do nosso Sol.

O supermassivo Buraco Negro situa-se no interior de uma região repleta de poeira e gás existente no núcleo de uma galáxia chamada NGC 1365, e está girando quase tão rápido quanto o limite máximo previsto na Teoria da Relatividade Geral de Einstein permitiria.

Os resultados, que aparecem em um novo estudo publicado pela Revista Nature, soluciona um longo debate sobre este tipo de medição realizado em outros buracos negros e permitirá um melhor entendimento de como os buracos negros e as galáxias se desenvolvem.

As observações são também um poderoso teste para a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, que diz que a gravidade pode curvar o espaço-tempo, a estrutura que forma nosso Universo.

O NuSTAR, que é uma missão de exploração lançada em junho de 2012, foi desenhada para detectar emissões de Raios-X com alta energia, com grande resolução.

Estas observações são complementadas por um telescópio capaz de observar emissões de Raios-X de baixa energia, que são o caso do “XMM-Newton” e do “Chandra” da NASA. Os cientistas usam estes e outros telescópios para estimar como os buracos negros rotacionam.

Até agora, estas medições não eram precisas, devido à presença de nuvens de gás que podem tornar os buracos negros obscurecidos e com isto confundir os resultados. Com a ajuda do XMM-Newton, e do NuSTAR , os cientistas foram capazes de ver em uma grande faixa de emissão de Raios-X e assim conseguir penetrar mais profundamente na região ao redor do Buraco Negro. Os novos dados demonstram que os raios-X não se deformam pelas ação destas pretensas nuvens, mas sim pela tremenda gravidade do buraco negro. Isto permite acreditar ser possível determinar, e de forma conclusiva, o padrão de rotação de buracos negros supermassivos.

Medir a rotação de buracos negros supermassivos é fundamental para entender sua história e a de sua galáxia hospedeira.

Eles são cercados por discos de acreção achatados como panquecas, formados à medida que sua enorme gravidade puxa matéria para o seu interior.

A teoria de Einstein predisse que quanto mais rápido o buraco negro gira, mais próximo o disco de acreção ficará do buraco negro. E quanto mais próximo o disco de acreção estiver do objeto, mais a gravidade do buraco negro irá distorcer os Raios-X emanados do disco.

Os Astrônomos procuram por estes efeitos de distorção realizando a análise dos Raios-X emitidos pela circulação dos átomos ferro neste disco. No novo estudo, eles usaram ambos XMM-Newton e NuSTAR para observar simultaneamente o buraco negro da galáxia NGC 1365. Enquanto o XMM-Newton revelou que as emissões de Raios-X provenientes de átomos de ferro estava distorcida, o NuSTAR provou que esta distorção era causada pela gravidade do buraco negro, e não por nuvens de gás existentes nas proximidades.

Com a possibilidade de serem estas nuvens a causa da distorção, eliminada, os cientistas podem agora usar as distorções na assinatura eletromagnética das emissões de Raios-X provenientes dos átomos do ferro, para mensurar o padrão de rotação do buraco negro. Os resultados serão aplicados a diversos outros buracos negros, descartando a incerteza nas medições anteriormente existentes.
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